Economia

Ameaças de novas tarifas alfandegárias contra os BRICS

(Nota do editor: Este artigo representa o ponto de vista do autor Karim Badolo e não necessariamente o da CGTN.)

Enquanto os líderes dos BRICS se reúnem no Rio de Janeiro, Brasil, para a 17a cúpula da plataforma, o presidente dos EUA, Donald Trump, brande a ameaça de novas tarifas contra os países membros. O presidente Trump justifica sua ameaça com o fato de que os BRICS conduziriam uma política anti-americana. Sob o pretexto de sua política proteccionista que desrespeita as regras do comércio internacional, Donald Trump fustiga os BRICS que se pronunciam por um multilateralismo no tabuleiro mundial.

A posição dos BRICS sempre se inscreveu em favor de uma multipolaridade das relações internacionais, tanto no plano econômico como diplomático. Os países membros dos BRICS, que abrigam quase a metade da população mundial e contribuem com 30% do PIB mundial, têm o direito de pedir uma governança inclusiva e respeitosa dos interesses de cada parte. A configuração do mundo mudou consideravelmente e é perfeitamente normal que se mude para um equilíbrio das relações.

Em resposta à ameaça de Trump, Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse que o mecanismo BRICS é uma plataforma importante para a cooperação entre os mercados emergentes e os países em desenvolvimento. Em suma, os BRICS defendem a abertura e inclusividade, a cooperação ganha-ganha e a ausência de confrontos entre as partes.

Ao contrário das alegações de Trump, os BRICS não visam nenhum país em seu desejo de promover o multilateralismo. É na colaboração em pé de igualdade e inclusividade que a governança mundial estará ao serviço de um desenvolvimento compartilhado. As tarifas alfandegárias impedem o bom funcionamento da economia mundial, já minada por conflitos multiformes. O protecionismo é improdutivo e compromete a globalização em todos os setores de atividade.

Em vez de nos precipitarmos, é tempo de tomar consciência de que a interação respeitosa entre os países, pequenos ou grandes, é o único modelo de cooperação que beneficia toda a humanidade. Os confrontos não trouxeram nada ao bom andamento do mundo. Pelo contrário, causaram mais danos à humanidade. Apesar das divergências que possam existir, é do interesse de todos ter em conta os interesses dos outros para que os seus estejam seguros. Usar as tarifas como um espantalho não atrapalhará o curso da história.

O mundo será multipolar ou não será. É preciso convencer-se de que o diálogo, o respeito mútuo e a cooperação continuam sendo as ferramentas necessárias para uma governança global tranquila e voltada à resolução dos desafios comuns da humanidade. Então pare com o protecionismo improdutivo!

Fonte CGTN (Foto: VCG)

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