O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a crise energética que afeta São Tomé e Príncipe há cerca de três meses está a exercer uma pressão significativa sobre a economia nacional, exigindo atenção redobrada e medidas de ajustamento.
“A inflação atingiu dois dígitos – 12,8% — e é fundamental que recue, sob pena de enfrentarmos desafios estruturais. A crise energética tem contribuído diretamente para este agravamento”, afirmou Gustavo Ramirez, Representante do FMI para São Tomé e Príncipe.
Face ao atual contexto, o FMI está a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades nacionais no ajustamento do Programa de Facilidade de Crédito Alargado, firmado em dezembro último com o país.
“A equipa de Washington terá de recalibrar as projeções de inflação e crescimento, bem como rever os parâmetros das negociações com o Governo”, acrescentou Ramirez.

Simultaneamente, o FMI está a dialogar com os parceiros de desenvolvimento presentes no arquipélago, com o objetivo de mobilizar os recursos necessários para tornar possível a transição energética em São Tomé e Príncipe.
“Esta transição é imperativa. Embora exija tempo e paciência, o atual desafio está a acelerar a nossa ação. Precisamos, com urgência, de soluções estruturais que permitam ao país avançar de forma sustentável”, sublinhou o representante da instituição.
No âmbito da segunda avaliação ao país, decorrente da implementação do referido programa, a missão do FMI foi recebida em audiência pelo Presidente da República, Carlos Vila Nova.
José Bouças
BúBú
5 de Novembro de 2025 at 13:00
Que jamais seja somente mais blá, blá, blá,…pois que se fosse na Europa, América do Norte, já teriam ajudado a resolver está problemática.
Que ajudem de facto este país, este povo a resolver este problema,…
Que os dirigentes nacionais tenham também vontade e consciência de uma vez por toda,…o povo está cansado de esperar por melhorias efetivas