Quinze escolas em todo o país irão beneficiar de energia limpa, através de um projeto-piloto do Programa Alimentar Mundial (PAM), em parceria com a OMS e o PNUD. “Estamos a instalar painéis solares que vão permitir cozinhar refeições, conservar alimentos e apoiar diversas atividades escolares”, anunciou Leon Mushumba, Coordenador do PAM em São Tomé e Príncipe.
A montagem e instalação dos equipamentos decorrerão ao longo de três meses. O coordenador do Programa Nacional de Alimentação e Saúde Escolar (PNASE), destaca as vantagens imediatas desta iniciativa de infraestruturas verdes para a saúde e a educação.
“Esses estabelecimentos escolares não terão problemas de energia. Em alguns casos, irão beneficiar também de panelas elétricas, permitindo que as cantineiras deixem de estar expostas ao fumo, que sabemos ter implicações para a saúde. Ao mesmo tempo, algumas árvores serão poupadas, já que deixará de ser necessário recorrer à lenha para confecionar as refeições dos alunos”, sublinhou Emanuel Montoia, coordenador do PNASE.
O projeto está avaliado em um milhão de dólares, cerca de 820 mil euros. Nesta fase inicial, apenas cerca de 20% dos estabelecimentos escolares serão abrangidos, mas o Programa Alimentar Mundial já manifestou disponibilidade para apoiar o Governo na expansão da iniciativa a todas as escolas do arquipélago.
José Bouças