Economia

ÍNDIA uma potência alimentada pelo oceano Índico e projectada para África e o mundo

Muitos anos antes da anunciada descoberta do caminho marítimo para a Índia em 1498, que a civilização indiana já tinha percorrido o oceano Índico e conectado com os países da costa oriental de África. Etiópia, uma das civilizações mais antigas de África, foi um dos pontos de intensa troca comercial com a Índia.

Uma verdade histórica apresentada aos jornalistas africanos na cidade de Mumbai(Bombaim) pela Direcção da Fundação Marítima Nacional da Índia. Jai Bedi, diretor executivo explicou que tanto nos séculos passados como actualmente, o mar continua a ser uma linha de VIDA para o crescimento económico da Índia.

Situado no entroncamento dos oceanos índico e pacífico, é no mar onde a Índia garante boa parte da sua defesa nacional, realiza o comércio com o mundo, garante a segurança energética, e estimula o turismo. Com um território marítimo vasto, o país asiático conta com 1298 ilhas espalhadas no indo-pacífico. A economia azul foi eleita a principal estratégia para o desenvolvimento da potência económica que se emerge no panorama mundial.

Para assegurar a ligação com os mercados mundiais, o governo da Índia apoia a estabilidade na circulação marítima mundial. O golfo da Guiné em África é um dos corredores ameaçados pela pirataria marítima e a Índia manifesta-se empenhada em apoiar os países da região africana a garantir a segurança marítima no golfo da Guiné.

A marinha de guerra da Índia já realizou acções de cooperação com os países do Golfo da Guiné no domínio da fiscalização marítima, nomeadamente com a Nigéria e o Gana. O Quénia e a África do Sul também avançaram com a cooperação técnica no domínio da segurança marítima. «Estamos disponíveis para cooperar em treinamento e também em transferência de tecnologias com os países africanos. África é o futuro e a nossa cooperação é ilimitada com o continente» afirmou Jai Bedi, diretor executivo da Fundação Marítima nacional.

Manter os corredores marítimos ininterruptos significa o aumento das trocas comerciais, e o progresso para os povos de África e da Índia. Os dados divulgados pela Fundação Marítima Nacional provam isso mesmo.  No período 2024/2025 o volume das troças comerciais por via marítima entre a Índia e o continente africano, com destaque para a região central e ocidental africana, atingiu 81,9 bilhões de dólares. A nível global o valor foi de 1,1 trilhões de dólares. Os Estados Unidos da América são os principais mercados para as trocas comerciais indianas.

Com o mar como tapete para a projecção internacional, a Índia reforça a sua estratégia de economia azul. Novas infra-estruturas portuárias foram erguidas em Mumbai. O plano estratégico está traçado. Segundo a Fundação Marítima até 2027 as exportações a partir do porto de Mumbai deverão subir para 5 trilhões de dólares. A assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e a Índia no final de Janeiro de 2026, pode dar maior impulso à exportação de produtos indianos para o mercado europeu. Por isso, as autoridades indianas projectam para 2047 o aumento do volume de exportação para 30 trilhões de dólares.

O moderno porto de Mumbai foi estendido para perto da ilha ELEPHANTA. Assim os colonizadores portugueses baptizaram a ilha que é um importante polo de turismo. A Ilha esconde uma pequena cidade pré-histórica numa gruta.

Região de clima tropical, Mumbai é rico em coco. A água de Coco é um líquido precioso para o Turismo na cidade que conserva os traços arquitectónicos da colonização. A sede do governo da cidade é uma das provas da presença de ingleses, e o antigo cais tem marcas da presença portuguesa.

Promoção da Economia Azul que levou o jornalista do Téla Nón integrante do grupo de jornalistas da África Central e Ocidental, que visitou Nova Deli, a capital política da Índia, em Mumbai, a capital económica e financeira, a recordar a Nossa Terra – São Tomé e Príncipe. Um arquipélago africano que pode virar-se para o mar, e absorver as experiências técnicas e tecnológicas da Índia para estimular a economia azul como factor de desenvolvimento sustentado.

Abel Veiga

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