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MDFM e UDD fundiram-se e a sede comum ficou blindada

Os dois partidos da oposição, cumpriram a promessa já anunciada, de se fundirem. O acordo político e a manifestação pública de União, aconteceu na terça – feira. Os dois partidos selaram a sua fusão na antiga sede do MDFM.

O edifício localizado na marginal 12 de Julho, e vizinho do Palácio da Justiça, estava a ser cobiçado pelo Governo. O Téla Nón, apurou que a Direcção do MDFM já havia recebido uma comunicação do Governo, a exigir a devolução do edifício.

Foi exactamente sobre as bases do edifício cobiçado pelo Governo, que no dia 24 de Outubro, o MDFM se fundiu com a UDD, partido que depois das eleições legislativas de 2014, conserva 1 assento no parlamento.

Para provar que a fusão dos dois partidos é sólida, e que a sede partidária é doravante única para os dois, a bandeira da UDD foi hasteada ao bem alto e ao lado da bandeira do MDFM. O edifício cobiçado, ganhou blindagem da UDD, que é um partido com assento na Assembleia Nacional.

sede mdfm -uddAyres Major, Vice-Presidente do MDFM, foi o primeiro a usar da palavra na cerimónia considerada histórica para o MDFM e para a UDD. O homem de interinamente coordena o partido MDFM, destacou em primeiro lugar a situação complicada. «A situação de São Tomé e Príncipe é nos tempos que correm tão complicada que a justiça deixou de ser um paradigma e os valores da ética, da moral e da cidadania estão-se perdendo, ao ponto de poder vir a comprometer a própria identidade cultural do povo santomense».

A união entre os dois partidos, representa segundo Ayres Mayor, alternativa para o complicado rumo que o país tem seguido. «Queremos dizer de viva voz ao Povo de São Tomé e Príncipe de que esta União que hoje se faz entre o MDFM/PL, a quarta força mais votada nas ultimas eleições legislativas, e UDD – partido com assento parlamentar, visa de facto apresentar uma alternativa segura e credível para o futuro do nosso país, pois estamos convictos das responsabilidades e dos deveres que se nos impõem, quando a miséria aumenta à escala nacional, as liberdades dentre elas a liberdade de expressão, de comunicação e de imprensa deixaram de existir, e o povo santomense parece começar a desconfiar do seu próprio vizinho, do seu colega de trabalho, dos amigos…, enfim!», detalhou o vic-Presidente do MDFM.

Seguros na sua sede, MDFM e a UDD, declararam serem os portadores de uma esperança para todos os são-tomenses, «para que o futuro seja melhor».

Uma união político-partidária que pretende unir o país, para encontrar desenvolvimento. «A União MDFM/PL–UDD, assume-se como uma força politica tolerante, aberta ao diálogo com as demais forças politicas e a sociedade civil  que apostam na paz, na concórdia e no entendimento nacional, rumo ao desenvolvimento do país e bem estar de cada filho de São Tomé e Príncipe».

O leitor tem acesso ao Protocolo de Acordo MDFM/ UDD – PROTOCOLO DE ACORDO2

Abel Veiga

    9 comentários

9 comentários

  1. Fausto Andrade

    26 de Outubro de 2017 as 10:15

    Bom dia meus coteraneos.

    Gostaria de perguntar aos responsaveis destes dois partidos:MDFM e UDD, se ja têm um PLANO(Projecto credivel) para Desenvolvimento do nosso país.

    Que apresentem alternativas melhoras e estrategias convincentes.

    Sou de opinião que voces se umam com objectivos comum e concretos para desenvolvimento, que parece me não estarem preparados.

    Que procurem-se entender, trabalharem juntos que MDFM e UDD apresentem opinião validas e solução viaveis para o nosso país.

    Se a Vossa Excelencia estão em altura de fazer melhor em 3 anos que o partido do (ADI), Estamos todos de parabéns.

    O povo Santomense ja nāo quer Partidos com deputados para aquecerem cadeiras na Assembleia. As fofocas de disse cu disse, acusaçöes sem procedentes, perseguiçoes e invejas só nos atrasa cada vez mais.

    O país precisa de pessoas competentes, responsaveis que sabem governar.

    Por isso aconselho os Senhores a pensarem bém nesses pormenores.

    Abraços.

    • Vexado

      27 de Outubro de 2017 as 7:19

      Bom dia!

      Ninguém de pleno juízo quererá fazer o que partido ADI conseguiu fazer em uma legislatura: vingar, perseguir, destruir a economia, arranjar guarda para defender um único indivíduo suspeito, desrespeitar as Leis, mandar calar pessoas entre outras.

      O país mudou, muitas coisas realmente se concretizou: enterrou a esperança dos santomenses.

      Ainda com desculpas que outros fizeram pior, assumindo ao olhos de todos que estão fazendo mal, mas vangloriam com o mal.

      Os formados em Cuba no seio do ADI, só queimam um ao outro para subir.

  2. EX

    26 de Outubro de 2017 as 11:58

    Bem haja essa união que traga bons frutos e que seja construtiva e duradoura.

  3. Bom rapaz

    26 de Outubro de 2017 as 12:12

    Parabens aos dois partidos, parabens MDFM, parabéns UDD.
    A julgar pelos discursos produzidos no acto de assinatura do tal protocolo de união, apercebe-se que as duas forças politicas têm um programa credível que poderão vir a apresentar ao povo.
    Por outro lado, entendo que a criação dessa união é uma resposta ao senhor Patrice Trovoada que muito recentemente teria dito que não há no seio da oposição uma verdadeira alternativa. Pois ai esta uma alternativa. Uma alternativa de mudança que de certeza vai dar calor ao ADI e quiça, se conseguir recuperar seus militantes, o Patrice Trovoada vai dançar ao som da batuta.
    Portanto, força maus senhores e o povo espera de vós.

  4. Antonio Rocha

    26 de Outubro de 2017 as 12:18

    Ora nem mais senhores e senhoras. De longe já da para se aperceber de movimentações politicas. Primeiro foi o ADI a entrar para o terreno nas empresas e comunidades rurais, depois ADI a organizações marches fantoches com fins políticos e agora MDFM e UDD a se casarem para fazer frente ao gigante de gelo que é o ASI. Gigante de gelo sim, porque basta fazer calor para o gelo derreter e tudo fica desmorronado. Ou seja, basta o Patrice Trovoada sofrer baque, para se dizer adeus ao ADI.
    Convém no entanto recordar-se que uma das cabeças da UDD, é o Dr. carlos Neves e Carlos Neves foi o primeiro secretario geral da ADI. Ele conhece bem ADI e é dos poucos que pode fazer de facto frente ao Patrice, sobretudo junto da chamada velha militância.
    Mas esperemos pelo futuro.

  5. Arlecio Prazeres

    26 de Outubro de 2017 as 13:03

    Oposição organizada ajuda o proprio poder instituido e trabalhar bem e a se acautelar.
    Se o MDFM e UDD vêm de facto apresentar-se como uma oposição credivel, então que ajudem o governo a governar com seriedade e que se afirmem para que no proximo ano se apresentem como uma força politica que possa ser alternativa ao ADI, já que os grandes da oposição estão lá apenas de corpo presente.
    Na verdade quer o MDFM como a UDD são partidos que na praça publica não têm nódoas de corrupção, aliás o MDFM, versos Fradique de menezes deixou obras que são de reconhecer.

  6. Carlos Alburquerque

    26 de Outubro de 2017 as 16:50

    A união faz a força, sobretudo quando se trata de união de duas forças que parecem não ter rabo na estrada.
    para os que questionavam sobre poucos quadros de que dispõe o MDFM e de poucos quadros de que dispõe a UDD, cre-se que agora a junção das duas forças duplica o numero de quadros, para um projecto politico seguro, capaz de, de facto dar resposta a possiveis demandas da governação caso venham ter que assumir a governação do país.
    Na verdade, em democracia os partidos com mesma ideologia ou pontos de vista deveriam unir-se e evitar disperdicios, quer de quadros, quer de votos nos actos eleitorais.

  7. Germano Campos

    26 de Outubro de 2017 as 18:23

    Nao acredito muito em coincidencias. No mesmo dia que Mdfm assina acordo de uniao com UDD um aviao do presidente Obiang Guema, um falcom de ultima geracao vem buscar Fradique de Menezes em s.tome. Ele ainda la esta. Portanto, ADI que se prepare ou entao so tera wue associar.se a nova uniao politica Mdfm/udd que no fundo tambem sao da mudanca.

  8. Ramos&Ramos

    28 de Outubro de 2017 as 23:46

    Atendendo,a nossa dimensão como país deveriamos todos se uninir para derrubar esta ditadura que reina naquele Pais

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