Política

Primeira Comissão Política da União MDFM – UDD

As duas forças políticas que se uniram em finais de Outubro último, realizaram a sua primeira comissão política conjunta no dia 4 de Novembro. Entre os 4 pontos da agenda de trabalho, destaca-se a apreciação da Direcção do Património do Estado veiculando a decisão do Conselho de Ministro sobre o edifício sede do MDFM. «Quanto a questão de decisão do Conselho de Ministros sobre o edifício sede do MDFM, os membros da Comissão decidiram que se solicitasse a Direção do Património os fundamentos legais da referida decisão, pois a entrega do edifício-sede ao MDFM/PL pelo Estado resulta de uma decisão com cobertura assente na Lei dos Partidos Políticos e nos Estatutos do Direito de Oposição, medidas legislativas que visam promover e sustentar o quadro democrático, que contrariam a visão antidemocrática do ADI», diz o comunicado distribuído a imprensa.

Na análise da situação interna do país, a UNião MDFM – UDD, considera que é caótica. «Onde faltam medicamentos essenciais no único Hospital Central, com a agravante da falta de água nas enfermarias, na maternidade e no bloco operatório, revelando uma incapacidade total de governação», frisa o comunicado da comissão política da União MDFM- UDD.

A união partidária, ataca a política do governo de aumento dos impostos, considerando-a como uma das causas do aumento da pobreza a nível nacional. «não obstante o elevado aumento de impostos, que agravaram os preços das mercadorias penalizando todo a população e muito em especial o chamado “povo pequeno”, os salários continuam a ser pagos a conta-gotas, os cortes por falta de água e energia são permanentes e a cobrança de receitas diminuiu, algo previsível, pois o excessivo aumento dos impostos só podia ter um efeito contrario e penalizar ainda mais a população», acrescenta o comunicado.

A situação financeira e social está mais complicada porque segundo o MDFM e a UDD, « o Primeiro-ministro aumentou a sua guarda pessoal em mais de cem homens e com um enquadramento de ruandeses, cuja situação em S. Tomé e Príncipe é ilegal, numa postura nunca antes vista, tudo a custa do erário publico».

A actuação do governo nas questões sociais merece reprovação dos dois partidos unidos. «A Comissão Politica da União constatou que o desgoverno do ADI é tão grande, que o seu Governo foi incapaz de admitir o óbvio na sua explicação ao surgimento de gasóleo no leito de um riacho localizado a pouca distância de uma Central Elétrica alimentada a gasóleo – e ainda não informou o Pais a respeito das medidas de contenção adotadas para a fuga, nem como recuperar o ambiente, naquilo que se pode considerar um crime ambiental», concluiu.

Leia o comunicado na íntegra – COMUNCADO-DA-UNIAO-MDFM-UDD-Final

Abel Veiga

 

    3 comentários

3 comentários

  1. Leopoldo costa

    10 de Novembro de 2017 as 18:52

    Ora nem mais . A coisa esta aquecer e ranyto o Mdfm como a UDD na verdade estao a dar provas de que os politicos devem estar atentos aos problemas que afligem o pais. Creio que essa uniao Mdfm UDD e a alterbativa que patrice trovoada disse nao existir, ou melhor a alternativa que nao existia, porque agora existe e na verdade apresenta.se como uma verdadeira alterbativa.

  2. Augusto Reis.

    12 de Novembro de 2017 as 10:36

    Para ser credivel esta uniao precisa apresentar publicamente a sua direcao e suas estruturas para se saber quem e quem e se saber que opcoes fizer. O ADI tem patrice como lider, o Mlstp nao tem lider, o pcd esta mais ou menos na vitrina e quem e entao o lider da uniao Mdfm- UDD? Se for Carlos Neves como se tem propalado, entao muito bem, isto merecera o meu total apoio e o povo tera de facto uma alternativa ao ADI.

  3. Paz na Terra

    13 de Novembro de 2017 as 12:38

    Se a liderença dessa união MDFM/UDD vier a ser assumida por Carlos Neves, então já estou dentro e acredito que será de facto um rosto forte e credível para fazer frente ao Patrice Trovoada e sua claque de incompetentes. mas se a liderança for parar nas maos do tal Digo da Enaport ou de um tal Ayres major ou Minho bola, sei lá quem, então estou longe e a continuar assim nem o MLSTP nem o PCD conseguirão parar o Patrice e o ADI continuará a dar as cartas nos proximos quatro anos.

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