Política

Gesto de Bom Jesus é uma acção pedagógica para mudar o comportamento dos dirigentes

À margem da cerimónia de entrega ao parlamento da proposta do Orçamento Geral do Estado para 2019, o Primeiro Ministro e Chefe do Governo, explicou para a comunicação social, as razões que motivam o seu gesto de devolver aos cofres do Estado, o remanescente do subsídio de viagens.

Nas duas primeiras viagens que realizou ao estrangeiro nomeadamente para participar na cimeira da União Africana na Etiópia e na visita oficial a Angola, Jorge Bom Jesus, devolveu aos cofres do Estado cerca de 2 mil euros, como remanescentes do subsídio de viagem. «Nós precisamos sobretudo enquanto governantes, enquanto referência, e talvez porque eu sou docente de formação, precisamos ter acções pedagógicas….», declarou.

O ex-Professor Universitário, explicou que a acção pedagógica que executa neste momento como Primeiro Ministro, visa a contenção das despesas públicas. «Precisamos de dar sinais de contenção de despesas. Eu disse que as nossas receitas não cobrem as nossas despesas. Por isso os ministros e, sobretudo os decisores ao mais alto nível, não podem querer viver na opulência num país pobre», frisou.

Num país onde o Governo tem dificuldades para pagar a tempo os salários dos funcionários públicos, a lição que Jorge Bom Jesus, transmite com o seu gesto, é de que os parcos recursos do Estado, não podem sustentar vaidades. «Por isso aquilo que restou eu devolvi na perspectiva de que este gesto possa contagiar outras instituições e os são-tomenses em particular», sublinhou.

O gesto inédito de um primeiro ministro em São Tomé e Príncipe pretende contribuir para sanear as finanças públicas, e inaugura uma nova era. « Mostra que estamos a inaugurar uma nova era, em que o comportamento e a atitude, sobretudo dos dirigentes tem que mudar. Para mudar São Tomé e Príncipe, cada um de nós tem que começar a mudar a si próprio», pontuou o Chefe do Governo.

A acção pedagógica de Jorge bom Jesus, para mudar atitudes e mentalidades dos decisores do Estado,  no que concerne a gestão rigorosa dos parcos recursos e a contenção das despesas, é ampla e já permitiu o corte de regalias e desperdícios no seio dos membros do governo. «Nós decidimos que os ministros viajam em classe económica».

O Primeiro Ministro, acrescentou outras medidas pedagógicas, que estão a ser implementadas. «Estamos a estabelecer plafons para as várias instituições. Plafons de energia, e plafons para as comunicações. Cada sector, cada ministério, vai ter que pagar a sua energia com base no plafon, e se exagerar nos gastos vai ter que ficar na escuridão. Precisamos de alguma disciplina…», concluiu.

Abel Veiga

 

    9 comentários

9 comentários

  1. Vanplega

    6 de Março de 2019 as 14:53

    Sim senhor 1Ministro, estás certo e no caminho certo.

    Têm que respeitar coisa pública. Vê-la se o pau mandado faça o mesmo!

    Não é aceitável que o pais pobre e que vive de mãos entendida, ter uns gatos pingado a viver com o que é de todos nós. Inaceitavel.

    Senhor 1 Ministro, também é inaceitavel o que ganham os políticos na reforma em relação ao povo piqueno. O defensor do povo piqueno, fugiu com as malas cheias, sem resolver o que nós prometeu.

    É gritante as diferenças nas reformas. Os políticos, fazem tudo para encherem os bolsos. Tudo para nós

  2. Vanplega

    6 de Março de 2019 as 15:02

    Fazem as contas e, vejam quanto é que o Pinta Cabra, não esboçou a custa do horário público?

    Constantes viajens á 5000€. Pora, esse gajo foi mesmo aldrabão. Se as contas estender-se ao seus capangas, veremos quantos eles nós levaram.

    Abaixo ADI

    Abaixo, PINTA CABRA

    A justiça é cega com este ladrões e fortes com os mais fracos

  3. Inconformado

    6 de Março de 2019 as 16:54

    Boa tarde.

    Por falar em comportamento dos dirigentes, Senhor 1• Ministro, o Sr. que tem que intervir no que se está a passar nos tribunais. O que o Silva Cravid está a fazer põe em causa o Estado de Direito.

    Separação de poderes e independência dos tribunais não significa arbitrariedade e abuso de poder.

    Senhor Presidente da República ajude os cidadãos contra as maldades e ilegalidades do Dr. Silva Cravid.

    Foi interposto uma providência cautelar e o um recurso com efeitos suspensivos por causa do concurso e mesmo assim, aquele Sr. simplesmente ignorou tudo e vai realizar o concurso na mesma.

    Não há mesmo nada a fazer … que Estado é esse?

  4. MIGBAI

    6 de Março de 2019 as 17:08

    Concordo plenamente e aplaudo o comportamento de não se esbanjar dinheiro à maluca, dinheiro que nos é dado por outros países e que se destinam ao desenvolvimento das ilhas.
    Agora que não sejamos mais papista que o papa.
    Se os ministérios ficarem sem energia quem sofre é o povo que sempre apanha os serviços ou sem energia ou fechados por causa do excesso de feriados, ou porque os dirigentes estão em campanha eleitoral, ou porque está a chover e os funcionários não aparecem. Por favor não queiram agora acrescentar mais um motivo para os serviços estarem fechados por gasto do Plafond da energia.
    Se o governo quer controlar gastos que controle as senhas de combustível, e vai ver como poupa uns Milhões.
    Se quer controlar despesas ou reduzir mesmo, que acabe com as nacionalizações das roças e devolva as mesmas aos seus legítimos donos para as colocarem a funcionar e a dar emprego a imenso pessoal e passar a cobrar impostos das produções e exportações das roças.
    Tem muito por onde começar para colocar estas ilhas não tão dependentes das ajudas e mendicidade perante os países estrangeiros.

  5. Povo atento

    7 de Março de 2019 as 9:35

    Precisamos de dar sinais de contenção de despesas,estas são as palavras do nosso primeiro Ministro!
    Então,esperamos o mais urgente possível outras medidas,uma delas é o parqueamento de todos os veículos de estado,com excepção das ambulâncias,bombeiros,polícias .

    Senhor Primeiro Ministro ,sendo mas directo,todos os automóveis de estado depois das 17:30 não devem mas circular.Isto ia economizar muito combustível e dinheiro com pneus e acessórios de carros.
    Mas depois de tomarem estas medidas,não queremos ver carros de estado com excepção de alguns que pelos seus serviços,têm direito a circular,andarem por aqui há exibirem credenciais como fez o governo anterior.
    O governo anterior anunciou esta medida publicamente,mas não sortiu efeito,era uma mandalha,muitos tinham credenciais emitidos pelos seus Ministros para circularem,era uma trapahada e dito por não dito do anterior governo.
    Então senhor Bom Jesus,estamos a espera dessa medida o mais urgente possível

  6. Renato Cardodo

    7 de Março de 2019 as 12:37

    Com o devido respeito estas medidas continuam sendo uma manta de retalhos porque não configura estratégia sistematizada e etapas a alcançar e os resultados previstos.
    Repare Excia. que este foi o caminho usado pelos antecessores que nos conduziram a atual encruzilhada.
    Deve ter a coragem de elencar modestos objetivos e concretizar os mesmos.

  7. Ralph

    8 de Março de 2019 as 1:43

    Gosto muito destes gestos do primeiro ministro. Embora sejem pequenos em termos do valor do dinheiro devolvido, dão um sinal excelente a todos que ele está a tomar uma posição de liderança por mostrar como se deve respeitar recursos públicos. E gosto ainda mais do facto de que o primeiro ministro decidiu vir ao público fazer alguns anúncios explicando o seu raciocínio sobre as suas decisões. Isto vai servir para pôr um exemplo para todo o resto da classe política seguir e vai fazer com que será muito difícil outros funcionários continuarem a esbanjar dinheiro público.

    De facto, talvez seja melhor do que haver um tribunal ou uma autoridade para fiscalizar o uso de recursos públicos (embora isso ainda seja uma boa ideia para reduzir corrupção e desperdício) porque não há nenhum sinal de visibilidade melhor do que o comportamento do primeiro ministro. Com efeito, ele está a envergonhar todos os outros membros da classe política na esperança de acarretar uma mudança geral em comportamento. Este é um exemplo de como muitos outros líderes políticos em outros países, incluindo os desenvolvidos, deveriam comportar-se (mas frequentemente não fazem). Bom trabalho!

  8. Salario anti-pedagogico

    9 de Março de 2019 as 11:37

    Acção pedagógica que o povo trabalhador também espera do XVII Governo é: Uma reforma dos salários para poder sobreviver.A hora mudou, mas não enche a barriga de ninguém, nem da para comprar 5 limões por 20 dobras.

  9. JES

    17 de Março de 2019 as 21:30

    Quero resultados…
    Não sei a quem quer enganar com isso…
    Nem o povo pequeno que é bastante influenciável acredita nisso! Há muito mais dinheiro por de trás, o que devolveste são trocos pá, os políticos são todos do mesmo saco, tramados ficamos nós!! Muita farsa, Parem de falar mal do antigo governo e mãos em obra mazé! Toda hora a se alimentarem, tipo não deu certo a culpa será na nesma do outro …. hoo credo

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