Política

90 dias de reposição da legalidade

Jorge Bom Jesus numa conferência de imprensa na última semana celebrou o fim do período de graça do seu governo. O XVII Governo constitucional completou os 3 primeiros meses de vida.

O Primeiro Ministro enumerou as acções desenvolvidas, sobretudo para repor a legalidade que tinha sido pontapeada pelo anterior governo de Patrice Trovoada. A reposição da hora de “São Tomé Poderoso” ou a hora centenária do país foi uma das acções apontadas.

O horário de funcionamento da função pública foi reajustado. Mais importante segundo orge Bom Jesus, aconteceu com a reposição da legalidade nos Tribunais. Os juízes do Supremo Tribunal de Justiça regressaram aos seus postos, e a mesma reposição da legalidade atingiu o Tribunal Constitucional.

As promessas de campanha eleitoral de baixa das tarifas nos sectores sociais, foram implementadas. «Baixamos em 15% as propinas na educação, e os passes escolares. A nível do serviço de registo a baixa do bilhete de identidade, está em curso».

O Primeiro Ministro, avançou com dados sobre o progresso alcançado nos 3 meses de governação a nível da produção de energia eléctrica. O país que estava mergulhado na escuridão até Dezembro de 2018, com uma produção de electricidade de 7 megawatts, regista actualmente uma potência de 14,7 megawatts. Mesmo assim a crise persiste tendo em conta que as necessidades diárias na ilha de São Tomé exigem uma potência de 20 megawatts.

«Neste momento já deveríamos ter o acordo assinado para garantir os geradores de emergência, até porque o financiamento está garantido por uma das empresas petrolíferas. Só não fechamos porque era preciso verificar clausula por clausula. Não queremos correr o risco de aprovar os documentos, sem muito rigor , e acontecer o que nos está a acontecer a nível dos tribunais internacionais com vários processos», explicou.

. A empresa petrolífera que disponibilizou 3 milhões de dólares para aquisição de novos grupos de geradores chama-se BP e é inglesa. « Estamos em negociações para que entre 6 a 9 megawatts possam chegar o mais rápido possível em termos de geradores para o país», sublinhou Jorge Bom Jesus.

Jorge Bom Jesus governa São Tomé e Príncipe numa coligação larga. O seu partido MLSTP tem 23 assentos no parlamento, e juntou-se a coligação PCD-MDFM-UDD com 5 assentos para conseguir governar. Sem a coligação de 5 assentos, MLSTP não seria poder, a não ser que acontecesse um entendimento histórico entre Jorge Bom Jesus e Patrice Trovoada, o chefe do partido ADI que tem 25 assentos na Assembleia Nacional.

«A saúde da coligação é boa. Esta esta grande coligação, MLSTP e a coligação PCD-MDFM-UDD, está unida numa causa que é garantir a estabilidade política no país. Algumas coisas certamente nos dividem, mas nos une o propósito de trabalhar e levar esses 4 anos a bom porto, em nome do desenvolvimento de São Tomé e Príncipe», desabafou o Chefe do Governo.

Primeiro Ministro e Chefe do Governo, Jorge Bom Jesus, considerou de saudável a coabitação com o Presidente da República Evaristo Carvalho, que é de inspiração política do maior partido da oposição, a ADI.

Abel Veiga

    6 comentários

6 comentários

  1. Nuno Soares

    16 de Março de 2019 as 9:24

    Disse o primeiro ministro, ….. levados ao Tribunais para que a opinião pública conheça os resultados, e que não se continue a lançar suspeições e a descredibilizar a justiça, e toda gente de forma geral…não podemos continuar neste lamaçal»

    Então, também não estamos à espera de ver o Conselho Superior de Magistratura abrir um inquérito para saber o que se passou com o envelope (Justino/Silva Cravid)?

    O Sr. 1• Ministro não devia ficar preocupado quando tem um Órgão da Adm. Pública, (Tribunais) que não respeita os princípios básicos da A. Pública e da Constituição?

    Reposição da legalidade?
    O Sr. 1• Ministro já todas as ilegalidades que são cometidas pelo Sr. Presidente do STJ?
    O Silva Cravid deve fartar-se de rir a sua custa Sr. Ministro. Informe-se sobre o que se passa nos Tribunais e a confusão que se faz em relação à independência dos tribunais e dos juizes. E nós que depositamos tanta esperança em si.

  2. Renato Cardodo

    16 de Março de 2019 as 11:25

    Balanço medíocre e despido de ambição por falta de atitudes e ausência de focos essenciais na matéria de Governança:
    —Por não estarem preparado para liderar coisa alguma tratam de improvisar e continuar no mesmo caminho errado;
    —Os resultados referidos revelam bem a o descrédito desta solução governamental duma coligação que deve estarem coligada apenas pelo poder e suas vantagens para os seus militantes que estavam em maioria desempregados e /ou afastados das fontes de financiamento;
    —Após a maioria da adi ter cometido todas as práticas erradas e dividido o País e aumentado a miséria e a exclusão social;esta coligação devia ser mais ousada e fazer bem;
    Mas tudo indica que ainda não é desta vez que os novos paradigmas serão ums realidade.

  3. Paulo Silva

    17 de Março de 2019 as 3:02

    Eu não gostava do Patrice Trovoada mas há matérias que ele tinha toda a razão.
    Enquanto houver juizes mais preocupados em gerir o dinheiro dos tribunais em vez de se preocupar em “dizer o direito e fazer a tão desejada justiça, esse sistema judicial terá muitos problemas.

    E um primeiro que olha para o lado e faz de conta que não ele nada com ele, age muito mal.
    O Sr. JBJ anda a fazer de conta que está tudo bem mesmo sabendo do relato das injustiças que acontecem em toda Adm. Pública.

  4. Inconformado

    17 de Março de 2019 as 8:49

    Minha gente,

    Devíamos ter um sistema que permitisse ao Sr. Presidente da República intervir para defender os cidadãos, quando os direitos constitucionais estão a ser violados.

    Uma vez que o Sr. JBJ não quer saber disso para nada, ou parece que tem medo dos seus ministros e diretores, pergunta-se quem é que defende o povo?

    Tira-se as pessoas do emprego assim?
    Nomeia-se pessoas incompetentes com essa facilidade?
    Anula-se os concursos públicos assim, só porque foram feitos pela Adm. Pública no tempo do outro governo?

    Quem é que defende o povo dessas injustiças?

  5. Amante Garrida

    17 de Março de 2019 as 21:15

    O Primeiro Ministro de S.Tomé e Príncipe pensa que é tão inteligente capaz de enganar a todo o povo santomense. Senhor Primeiro Ministro. O senhor pode enganar aos seus palhaços que andam a sua traz lambendo as suas botas. Mas o senhor não tem a mínima capacidade de enganar nem tentar enganar a todos os santomenses.
    No seu balanço de 110 dias o senhor faz uma perspetiva triunfante de S.Tomé e Príncipe para os próximos anos. Só que o senhor se esqueceu que todos os projectos que o senhor enumera, nenhum deles foram negociados nem trabalhado pelo seu governo. Muitos destes projetos o seu governo nem se quer conhece de forma profunda os mesmos.
    O Senhor fala sobre o projecto do Porto misto, Pescas e comercial a ser financiado pelo Governo Chinês. Quem negociou este projecto foi o Governo anterior e tenho a certeza que nem o senhor nem os membros do seu governo não o conhece dre forma detalhada.
    O senhor fala do projecto de alargamento da pista de aeroporto. O senhor não conhece nem tem os verdeiros dados para este projecto. Não foi o senhor quem o negociou.
    O senhor fala do projeto de reabilitação da estrada nacional nº 1. O seu Governo também nunca negociou e nem conhece este projecto. Pode ter alguns dados soltos que passaram para sí.
    O senhor fala do projecto de requalificação da marginal com Holanda e BEI. O senhor nem o seu governo não conhecem nada deste projecto. Já tenho houvido falar deste projecto a mais de 3 anos e na altura a própria oposição que o seu partido fazia parte duvidada deste projecto e vi vários comentários vossos a dizer que este projecto era uma propaganda do anterior Governo.
    Todos os outros projectos que o senhor fala nada têm a ver com o seu Governo. Estou de acordo que oe senhor deve implementar todos estes projectos. O que não estou de acordo é que ande sempre a dizer de que tudo o o outro Governo foi mal e só fez agineiras. Se são agineiras então não deveria dar continuidade a estes projectos, pois são projectos do outro Governo. Neste caso eu lhe aconselho o seguinte:
    Pare de criticar criticar o outro e faça algo de novo. Porque este povo tem nas memorias o bom e o mal que todos fazem. Não vale a pena estarem a falar sempre a besteira, pois o povo tem melhores recordações do que o senhor. O povo já fez a justiça do outro Governo e se o senhor continuar assim vai ter também a sua justiça.
    Deixe de falar e faça. O Senhor diz que não pode fazer nada porque não tem orçamento mas projecta tudo o que o outro já tinha projectado. Faça coisas novas pois estas coisas que o senhor está a anunciar já tinha sido anunciado por outro governo em 2018. Queremos ver coisas n ovas em 2019 e não repetição do mesmo.
    Invista também dinheiro em coisas úteis e deixe de investir dinheiro na bufaria e no grupo de indivíduos que andam a ganhar balurde apenas para estarem a falar mal do governo anterior e contradizer todos os que não concordam com o seo governo. Conheço muitos bandidos cujos trabalhos são apenas para entrarem no face e nos órgãos sociais para criticar e contradizer quem não concorda com o Governo. Pare de criar bandidos e preguiçosos pagando balurdes para não andarem a escrever bobarias na internet.
    Bem Haja STP

  6. Grupo Me-Zedo

    18 de Março de 2019 as 10:35

    Nao sao 90 dias, mas sim 100 dias.
    100 dias que de facto ainda nao deram sinais de grandes opções de desenvolvimento, mas que garantiram o fundamental. garantiram a retoma da liberdade das pessoas e dos seus actos. A imprensa hoje é verdadeiramente livre e plural. A pluralidade de hoje nunca foi vista nos quatros anos de governo do ADI, mas isto também se entende porque a imprensa é hoje liderada por jornalistas de competência, embora todos eles com filiações politicas claramente conhecidas.
    Hoje ja se respira liberdade e o povo esta solto.
    Por isto e por pequenas intervenções pontuais do governo, mesmo sem ter o Orçamento aprovado, felicito e dou nota positiva ao governo de JBL, pese embora algumas peças dessa governação ainda nao estejam a dar provas de serem práticos e estarem a altura das exigências do povo que produziu esta nova maioria.

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