Política

Os 17 milhões do Kuwait ainda desaparecidos -Conheça a história do crédito financeiro

Tudo aconteceu em Novembro do ano 2016, na cidade de Malabo na vizinha Guiné Equatorial. O ex-Ministro das Finanças e Economia Aul, Américo Ramos participou a 4ª Cimeira África – Árabe que decorreu em Malabo de 21 a 24 de Novembro do ano 2016.

À margem da cimeira África – Arabe, Américo Ramos assinou o Acordo de Empréstimo entre o Governo de São Tomé e Príncipe e o Fundo do Kuwait para o Desenvolvimento Económico Árabe. Acordo assinado na presença do Xeque Sabah Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sabah, o emir do Estado do Kuwait.

O Fundo do Kuwait, definiu no acordo o empréstimo a São Tomé e Príncipe de cinco milhões de Dinares do Kuwait, equivalentes a 17 milhões de dólares norte americanos.

Os termos do acordo, indicam que os projectos de modernização do Hospital Ayres de Menzes, único alvo dos 17 milhões de dólares, deveriam estar concluídos no ano 2019. Talvez por isso, o Fundo do Kuwait, enviou ao actual Governo uma nota a pedir o pagamento dos juros do crédito que foi desembolsado a favor de São Tomé e Príncipe.

As autoridades nacionais dizem que não existe qualquer registo de entrada dos 17 milhões de dólares no país, nem há registos de projectos de modernização realizados no hospital Ayres de Menzes.

Leia na íntregra os meandros do acordo de crédito financeiro do fundo do Kuwait, que Américo Ramos assinou em 2016, envolvendo 17 milhões de dólares.

Um trabalho do Jornalista português Jorge Trabulo Marques :

O empréstimo foi feito em virtude de uma iniciativa de Sua Alteza Sheikh Sabah Al-Ahmed Al-Jaber Al-Sabah, o emir do Estado do Kuwait, anunciado na 3ª Cúpula África-Árabe, realizada no Kuwait, no período de 19 a 20 de novembro. 2013 para concessão de empréstimos concessionários aos países africanos no montante de um bilhão de dólares americanos distribuídos pelos cinco anos seguintes para o financiamento de projetos de desenvolvimento nos países africanos.

O Acordo de Empréstimo foi assinado em nome da República Democrática de São Tomé e Príncipe por Sua Excelência o Exmo. Américo de Oliveira Ramos, Ministro das Finanças e Assuntos Econômicos, e em nome do Fundo do Kuwait para o Desenvolvimento Econômico Árabe, por Sua Excelência o Senhor Shaikh Sabah Khaled Al Hamad Al Sabah, Primeiro Vice-Primeiro Ministro e Ministro das Relações Exteriores, em atendimento a Sua Excelência Anas Khaled Al Saleh, vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças.

O projecto visa apoiar o desenvolvimento do sector da saúde de São Tomé e Príncipe, satisfazendo o aumento da procura de serviços de saúde, melhorando a sua qualidade e assegurando serviços hospitalares e cobertura de saúde em São Tomé e Príncipe. O Projeto fornecerá infraestrutura adequada e instalações técnicas, além de atender às necessidades de modernos equipamentos médicos e serviços especializados de atendimento diagnóstico e terapêutico, com o objetivo de reduzir a morbidade e a mortalidade. Assim, contribuindo para a melhoria do estado de saúde das populações, o que terá impacto positivo nos indicadores socioeconômicos do país. O projeto compreende a construção e o equipamento do Hospital Central Dr. Ayres De Menezes

O projeto inclui as obras civis: compreende todas as obras de construção civil e obras de engenharia eletromecânica necessárias para reabilitar dois edifícios existentes (o edifício principal e UTI, operação e banco de sangue) e para construir um novo com a conexão entre eles trazendo o total camas no novo desenvolvimento em cerca de 132 camas, a reabilitação da cozinha do hospital, várias instalações de serviço, estacionamento e paisagismo. E a aquisição e instalação de equipamentos médicos e auxiliares para atendimento laboratorial, pronto-socorro, banco de sangue, UTI, Ortopedia, ambulatório, fisioterapia, telemedicina, imagem, otorrinolaringologia, oftalmologia, cardiologia, hemodiálise, arquivo e departamento de TIC, que serão proporcionais os serviços especializados previstos.

O projeto também inclui, a provisão de duas ambulâncias, geradores e incineradores e fornecimento de mobiliário para os referidos edifícios. Programa de treinamento para médicos especializados e equipe técnica médica e Serviços de Consultoria: para (a) a preparação do projeto detalhado, especificação técnica e documentos contratuais das obras necessárias e equipamentos médicos; (b) preparação de documentos de licitação e assistência na avaliação de licitação e serviços de licitação; (c) supervisão da implementação do Projeto, incluindo a instalação do equipamento.

O projeto está previsto para começar no quarto trimestre de 2016 e estar concluído até o final de 2019. especificações técnicas e documentos contratuais das obras de construção e equipamentos médicos necessários; (b) preparação de documentos de licitação e assistência na avaliação de licitação e serviços de licitação; (c) supervisão da implementação do Projeto, incluindo a instalação do equipamento.

O projeto está previsto para começar no quarto trimestre de 2016 e estar concluído até o final de 2019. Especificações técnicas e documentos contratuais das obras de construção e equipamentos médicos necessários; (b) preparação de documentos de licitação e assistência na avaliação de licitação e serviços de licitação; (c) supervisão da implementação do Projeto, incluindo a instalação do equipamento. O projeto está previsto para começar no quarto trimestre de 2016 e estar concluído até o final de 2019.

O custo total do Projecto é estimado em cerca de 425,6 mil milhões de DOBRA, equivalente a cerca de 5,6 milhões de KD, dos quais cerca de KD 4,7 milhões serão em moeda estrangeira e representando cerca de 84% do custo total do Projecto. O empréstimo concedido pelo Fundo cobrirá cerca de 89% do custo total do projeto, enquanto o saldo será coberto pelo governo de São Tomé e Príncipe.

O empréstimo vence ao longo de um período de 24 anos, incluindo 4 anos de carência, e será amortizado em 40 parcelas semestrais, a primeira das quais serão devidos em 1 stdata em que quaisquer juros ou outro encargo para o empréstimo cairá devido após o decurso do período de carência acima mencionado. O empréstimo tem uma taxa de juros de 1% ao ano, além de 0,5% ao ano para cobrir custos administrativos e outras despesas incorridas na implementação do Acordo de Empréstimo.

Vale a pena mencionar que, ao prolongar este empréstimo, o Fundo e a República Democrática de São Tomé e Príncipe marcam o início da sua cooperação para o desenvolvimento.

Especial – Jorge Trabulo

    15 comentários

15 comentários

  1. maria chora muito

    7 de Abril de 2019 as 13:13

    Não é, em vão, que o Américo ficou arrogante e demonstrava vários e vários sinais exteriores de riqueza.

    • Realista

      8 de Abril de 2019 as 1:03

      O homem ficou tão arrogante k nota se pela expressão facial do indivíduo epa cadeia nos cornos

  2. Windows 11

    7 de Abril de 2019 as 16:48

    Todos nos sabemos que este senhor Jorge Trabulo mas o Otavio Bandeira tem um odio pelo Patrice Trovoada não são isentos
    Agora na incapacidade de este governo governar quer nos distrair ou disviar atenção com este show de detenção aos dirigentes de ADI mas não vamos ficar só nisto tem que começar a governar e mostrar trabalho.

  3. Vanplega

    7 de Abril de 2019 as 19:02

    A verdade está a vista de todos, só não os palermas.

    Aonde foi os milhões? Isto que a verdade

    • Realista

      8 de Abril de 2019 as 1:07

      Milhões estão em vivendas geepes casas na Europa e enterrado no quintal da sua residência enkuanto povo k não usufruiu k está a pagar isto portanto pj tem k recolher essas viatura destribui para polícia pic tvs e as casas transformam em casa da sopas para carenciados e o povo agradece

  4. Pedro Costa

    8 de Abril de 2019 as 5:23

    Se se confirmar tudo o que realmente está aqui escrito, só demonstra como o país tem sido governado.É revoltante como as pessoas fazem ou fizeram da coisa pública como se tratasse do seu pessoal.Que irresponsabilidade e falta de carácter!

  5. Joao Carlos

    8 de Abril de 2019 as 7:21

    Poucas palavras bastam… Se o próprio governo do ADI anunciou o tal credito com o fim que se previa (requalificação do hospital Ayres de Menezes), findo o período, nada se viu, a equação é simples «…. Para onde foi a verba ?????? Alguém tem de responder e a pessoa ideal é o antigo Ministro das Finanças …. Penso que a Policia judiciaria e o juiz que decretou a prisão agiram bem, doa a quem doer ….

  6. Renato Cardodo

    8 de Abril de 2019 as 12:50

    Caso para chamar os nossos curandeiros que aliás apoiam imenso os políticos da nossa praça na explicação e recuperação do Budu.
    Explicação para exibição de patrimônio e quintas compradas em Portugal no caso da figura detida.
    Mas esta é apenas a ponta do iceberg.

    • Cua non

      9 de Abril de 2019 as 19:14

      O governo português pode e deve apoiar o Governo Sao tomense nesta cruzada.
      Os 17+20 milhões nao estão perdidos.
      Entre a confirmação e o resto que ficou, muito pode.se fazer com ajuda de Portugal

  7. Vedé

    8 de Abril de 2019 as 13:03

    Andaram aí pisar cada um e aumentar impostos dificultando a vida do povo com aumento dos produtos de 1ª necessidade e ainda a chamar o povo de bebado e afinal com tanto dinheiro do povo desviado para cada enriquecer e viajar em cima de viajar. Deus não dormiu e tudo saiu as claras. E agora? Os 37 milhões têm de aparecer.

  8. jordão fernandes

    8 de Abril de 2019 as 15:59

    Segundo o que foi dito pELO SANTOMENSE COMENTADOR DA rtp o fundo devia entrar por tranches
    Entrou um tranche de 240 mil dólares para realização de estudos e elaboração de projetos
    Ele diz que os estudos e projetos estão a ser elaborados pelo Hospital de Cruz Vermelha em Portugal
    E que outras partes de fundo iriam entrar quando o projeto fosse aprovado e fosse iniciado as obras. Ele diz ainda que os juros que estão a ser solicitados pelo governo de Kwhait é de cerca de 1000 e tal dólares referente a estes 240 mil dólares que entraram.
    Não será que estamos a acusar sem na realidade ter bases para tal?
    Não será que gostamos muito de sujar os nossos compatriotas sem na realidade termos a certeza do que estamos a acusar o outro?
    Cuidado meus compatriotas. Costuma-se a dizer em S.Tomé, que “SUBA CU MONHA JOSÉ, ALEXANDRE PÔ TÊ NI CETU”. pOR ISSO NÃO ESQUEÇAMOS QUE AMANHÃ PODEM SER OS QUE ESTÃO HOJE A ACUSAR E SEREM TAMBÉM SUJOS NA LAMA SEM RAZÕES.

    Bem Haja

    • Observador

      9 de Abril de 2019 as 19:29

      Meu amigo boa noite. Eu sou isento. Seja qual for aquele que prevarica no tocante a fazenda publica tem que ser responsabilizado. Francamente o que sai desse senhor ignorante do processo historica e contextual da primeira republica eu nao levo a serio. Ele deveria aprender com os comentores portugueses e nao ser advogado e portavoz desse senhor cuja a fonte de renda se desconhece vivendo em Portugal desde a sua saida do governo sem emprego. A justica nao pode condenar inocentes. Deve haver sempre presuncao de inocencia. Prisao priventiva e um instrumento juridico normal.

  9. Fusoê

    8 de Abril de 2019 as 20:05

    Bandidos da gaita.

  10. alberto

    9 de Abril de 2019 as 7:48

    com este dinheiro, n fizeram hospital, pelo menos energia estaria resolvido.

  11. Abenilde Ramos

    11 de Abril de 2019 as 14:10

    Onde está PT. Porquê que só a sua mulher aparece ao fundo? Ele foi buscar bufunfa?

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