Economia

FMI acusa Patrice Trovoada de ter escondido dívidas equivalentes a 3% do PIB

São Tomé e Príncipe está a beira do colapso económico e financeiro. Após a revelação pelo Ministro das Finanças Osvaldo Vaz, da real situação financeira do país. Situação que foi analisada com os parceiros internacionais. De Imediato a  ONU e o Banco Mundial,  anunciaram, num comunicado conjunto, que tempos difíceis se avizinham para São Tomé e Príncipe. A crise financeira é grave, e o plano de resgate vai custar muito caro a cada cidadão são-tomense.

No entanto o FMI que já está no terreno a trabalhar com as autoridades nacionais, descobriu que foi enganado nos últimos anos, em que o país foi governado por Patrice Trovoada. Dívidas ocultas, estão a ser agora descobertas pelo FMI.

Acompanhe toda a história das dívidas ocultas protagonizadas pelo ex-Primeiro Ministro. Dívidas ocultas que baralharam por completo a situação macro-económica do país.

Tudo num artigo do Jornalista Manuel Barros, do Jornal Vitrina, que neste fim de semana acompanhou os trabalhos da equipa do FMI que está no país

Abel Veiga

LEIA O ARTIGO : 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) acusou o governo do ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada de ter escondido a essa instituição várias dividas e despesas num montante total de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) que deram origem a São Tomé e Príncipe estivesse atualmente com uma divida “praticamente descontrolada”.

“Quando estivemos cá em abril, descobrimos que tinham sido feita despesas na ordem dos dois por cento do Produto Interno Bruto (PIB) que não tinham entrado nas contas que nos tinham sido apresentadas anteriormente”, disse Xiangming Li(na foto), chefe da missão do FMI para São Tomé e Príncipe.

Até ao final do ano passado, o FMI garantia que a situação macroeconómica do país era “boa”, mas seis meses depois, considera que a dívida publica está “praticamente descontrolada” e “atingiu um ponto de tal forma grave” que torna-se necessário “tomar medidas muito difíceis” para a “controlar”.

Uma missão conjunta do FMI, Banco Mundial (BM) e Nações Unidas encontra-se no país a avaliar a situação macroeconómica do país e está a manter vários encontros com a classe politica, empresarial e da sociedade civil.
Confrontado por jornalistas para esclarecer porque razão a situação económico-financeira do país se agravou tanto, a representante do FMI explicou:

“Também descobrimos que o tesouro tinha autorizado algumas entidades publicas a contraírem empréstimos junto dos bancos comerciais e esses empréstimos amontam a um por cento do PIB” referiu Xiangming Li.

“Esses dois por centos correntes das despesas que não estava contabilizada e um por cento corrente dos empréstimos contraídos pelas entidades publicas nos bancos comerciais significam um aumento de três por cento do défice, o que faz com que o país exceda o indicador de referencia estabelecido”, acrescentou a responsável do FMI.

Tempos difíceis que os são-tomense terão que enfrentar, os parceiros internacionais pedem “empenho e esforços de todos”.
Este final de semana a missão conjunta do FMI, BM e ONU encontrou-se com uma comissão especializada da Assembleia Nacional (parlamento), encarregue dos assuntos económico e financeiro, no qual o presidente do parlamento fez questão de participar.

Em todos esses encontros, a missão tem apresentado “os desafios que se colocam ao país” e como ultrapassa-los.
“O nível de endividamento do país está neste momento a 90%, isso significa que por cada dólares que o país tem, 90 são dívidas, ou seja, o país neste momento equivale a 90 por cento do PIB”, refere o FMI, sublinhando que esse valor “está bastante acima” do indicador de referencia estabelecido que pelo FMI, quer pelo BM, de acordo com os padrões internacionais.

A representante da instituição diz, por isso, que “nos próximos anos iremos trabalhar com as autoridades, no âmbito do programa no sentido de fazer com que o nível do endividamento desça para baixo do indicador de referencia”.
O FMI esclarece que caso não seja possível baixar o nível de indicador do endividamento, o país terá que fazer uma reestruturação da dívida antes de poder ter qualquer tipo de programa com o FMI.

A instituição assegura que o valor da divida do arquipélago “é crítico”, promete continuar a “trabalhar e apoiar São Tomé e Príncipe”, mas é necessário ter um orçamento equilibrado em termos de receitas e despesas.

O representante do Banco Mundial, partilha a ideia do FMI e manifesta-se também preocupado com a situação macroeconómica do país.
“Estamos cá juntos, Nações Unidas, FMI e Banco Mundial para partilhar a nossa preocupação com a situação macroeconómica do país e queremos chamar a atenção das autoridades pra isso”, disse o representante do BM, Oliver J. Lambert.

O BM é o maior parceiro são-tomense no financiamento do setor energético, por isso avança soluções para esta área.
“A nossa ideia é reformar o setor energético, este setor tem muitos problemas, ligados aos preços dos combustíveis na ilha, que não tem nada a ver com a realidade e por outro lado, o funcionamento da produção e distribuição da eletricidade”, referiu Oliver J. lambert.

M. Barros

    16 comentários

16 comentários

  1. Revoltado

    30 de Junho de 2019 as 19:40

    Dito não se acredita. Toda gente sabia que o PT pagava salários com empréstimos nos bancos comerciais. Sabia das dívidas para fazerem os famosos passaportes azuis (da cor da ADI), do Registo, da ENAPORT, etc. O FMI fechou os olhos, fingiu que não sabia! Malandros vocês todos ( incluindo o comentarista de plantão da RDP, Bragança Neto, este então absolutamente desavergonhado)!

  2. Manuel do Rosario

    1 de Julho de 2019 as 8:25

    Patrice Trovoada é uma boa figura para lidar com o Banco Mundial e FMI.

  3. Vedé

    1 de Julho de 2019 as 9:34

    O actual governo tem te de responsabilizar o anterior governo por essa falsidade de transparência. O povo não pode ser alvo dessas medidas duras que virão ser implementadas. O custo de vida do povo não está bom sem medidas duras e quando o governo aumentar os impostos, aumentar combustíveis, etc, etc, vai ser uma desgraça. O povo não pode pagar pelos deslexos de alguns que fizeram-se a custa do país. O governo tem que penhorar os bens desses malvados e mandar buscar o PT em qualquer lado onde ele estiver.

  4. Sam Ponha de Ponta Mina

    1 de Julho de 2019 as 9:57

    Pois é,……
    Agora queremos ver quem ainda tem a coragem de continuar a defender a governação do ADI cm Patrice Trovoada. Foi uma governação maliciosa, com esquivas e esquivas ao ponto de conseguirem esquivar o próprio FMI e Banco Mundial. Foi uma governação danosa para STP. Esse Patrice nunca esteve de boa fé para s.Tomé e Príncipe. Esse homem e seu governo enterraram esse país. Continuo a admirar como é que o próprio Presidente da Republica Evaristo Carvalho continua a defender esse homem e a não querer reconhecer os males que ele praticou neste pais. Sim, porque se o Presidente continua a dizer que nao reconhece a nova administração do banco central, então aqui tem gato. E esse gato precisa ser descoberto para ser esfolado.
    O Govero de Jorge Bom Jesus tem pautado a sua conduta por transparência e graças a essa transparência muita sujeira esta a vir para cima. Ai de um que tentar atrapalhar essa governação,. O povo fará a justiça com as suas próprias maos.

  5. Metido a Besta

    1 de Julho de 2019 as 10:31

    Nao deveria ser a novidade para ninguém a situação financeira de Sao Tome depois de governação de ADI.

    Nunca se viu um primeiro ministro de um pais democrático a viajar tanto e com uma extensa delegação constantemente e sem prestar conta a ninguém.

    Podemos afirmar sem exagero que antigo primeiro ministro nunca passou um mes em Sao Tome.

    Publico e leitores de Tela non questionaram esta situação

    P Trovoado gozou e abusou usando bens de Estado ao seu belo prazer.

  6. Souza

    1 de Julho de 2019 as 10:53

    Não dá pra falar mais nada

  7. Grupo Mé-Zedo

    1 de Julho de 2019 as 15:06

    Ainda bem que é o proprio FMI a denunciar as falcatruas do governo do ADI.
    Perante isto, não sei o que terá a dizer agora o senhor Abnilde de Oliveira e seus comparsas. Ainda bem que desde ja o Levy Nazaré se demarcou do grupo dos malandros e também esta a assumir uma postura de homem de diálogo e de transparência.
    O que falta agora para darmos um novo rumos ao,país, pelo menos do que diz respeito a transparência é o senhor Agostinho Fernandes Novo Lider do ADI fazer uma remodelação na bancada parlamentar do ADI, indicar um novo lider, apelar para moderação de linguagem, o comprometimento com o estado de direito democratico e das liberdade e fazer uma oposição construtiva mas com civilidade e urbanidade porque o Abnilde não tem nada de civilidade nem de urbanidade. Ele é um bruto que viu escadas com tapate vermelho e esta penas a subir sem saber que a qualquer momento esse tapete poder-lhe-a ser retirado. O Tapede que ele esta a subir é do Patrice e Patrice não tem amigos santomnses. Ele apenas tem servidores e serviças por aqui como é o caso do Abnilde, os Carlos Cassandras e outros tantos caras de pau que se assumem como politiqueiros em vez de se afirmarem como políticos.

    • Souza

      2 de Julho de 2019 as 13:17

      Um era cúmplice do outro, tudo para dar cabo desse nosso país. Porquê FMI não o denunciou antes?

  8. Vanplega

    1 de Julho de 2019 as 19:37

    Kkķkkkkkk, esses semhores do FMI, são brincalhões

    Estiveram no país, tantas e várias vezes
    Deram nota positiva ao governo de Pinta Cabra, agora, reclamam?

    Esses técnicos do FMI, brincam com o país r seu povo

    Talvez, querem voltar a praia, água azul, que bom

  9. maria chora muito

    1 de Julho de 2019 as 21:39

    Meus senhores, apliquem ao Patrice Trovoada, Américo Ramos e ao Afonso Varela os rigores da Lei penal.
    Praticaram crimes de falsificação, subtracao de meios de prova de interesse nacional e de infidelidade contra a Soberania Nacional. Crimes passíveis de pena de prisão no mínimo de 8 anos.
    Força procurador Kelve.Vamos ver se tens os tomates no lugar que podem servir para outro coisa, sem as fora brincadeiras com meninas.

  10. STPAlerta

    1 de Julho de 2019 as 22:42

    Esse nome pintacabra encaixou bem no homem, grande maladro. Precisamos fazer sindicancia nas financas e prender todos envolvidos nessa falsidade.

  11. maria chora muito

    2 de Julho de 2019 as 3:22

    Não se esqueçam do governador do Banco Central, Hélio cabeça. É por isso que a trilogia maquiavelica de Pai/Filho/Espírito Santo( Evaristo) e a entourage constantemente falavam da demissão do governador do Banco Central porque têm muita coisa a esconder. Mas o Espírito Santo é um coitado. Não percebe nada disso. Um crônico jogador de bisca 61 tornou se presidente.

  12. Renato Cardoso

    2 de Julho de 2019 as 4:12

    Mas que raio custa mandar deter o pintacabra e o mesmo em conjunto com os seus companheiros do governo irem à justiça responderem pelos seus crimes!

  13. Alligator

    2 de Julho de 2019 as 8:29

    FMI, BM e companhia limitada não passam de grandes hipocritas.Agora,não sei o porquê de tamanha hipocrisia,se nas inumeras visitas destes mesmos orgãos internacionais, durante a vigência do anterior governo sempre deram nota positiva ao mesmo dizendo sempre que estavam em bom caminho, etc,e etc.Volta e meia aparecem contrariando tudo o quanto andaram a dizer, enfim não se entende mais nada, ou talvez eu seja burro demais para entender….

  14. Nuno Menezes

    2 de Julho de 2019 as 14:05

    FMI acusa Patrice Trovoada de ter escondido dívidas equivalentes a 3% do PIB.

    Quando assim existe uma acusacao tem que existir uma queixa de crime para assim esse mesmo crime ser resolvido pelo o Juiz de Justica.

    E FMI acusando nao esqueca apenas essa definicao que tambem existe na lei:

    Difamação é um termo jurídico que consiste em atribuir a alguém fato determinado ofensivo à sua reputação, honra objetiva, e se consuma, quando um terceiro toma conhecimento do fato. De imputação ofensiva que atenta contra a honra e a reputação de alguém, com a intenção de torná-lo passível de descrédito na opinião pública. A difamação fere a moral da vítima, a injúria atinge sua moral, seu ânimo.

    Se por acaso for uma provocacao desse mesmo jornal Online tambem se aplica a DIFAMACAO.

    Nuno Menezes

    Lincoln,Reino Unido

  15. Toninho

    17 de Julho de 2019 as 19:26

    Preço a pagar pela “liberdade”:44 anos de exploração do povo.
    Contra este facto não há argumentos.

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