Política

Militares cortaram acesso ao Palácio do Governo no dia de funeral da vítima do vandalismo

Na quinta – feira o Téla Nón constatou no terreno que todos os acessos ao Palácio do Governo,(Gabinete de trabalho do Primeiro Ministro), foram vedados a circulação automóvel. Todas as vias fechadas com barricadas e sob controlo dos militares do exército.

O reforço das medidas de segurança em torno do Palácio do Governo aconteceu no mesmo dia em que foi a enterrar a vítima mortal da acção de vandalismo contra a sede da Igreja Universal do Reino de Deus, na capital São Tomé.

Vandalismo protagonizado na quarta-feira por cidadãos ditos revoltosos, e que integram o movimento da “ Sociedade Civil”, criado recentemente para garantir o regresso do pastor Uidimilo Veloso que está a cumprir uma pena de prisão da Costa do Marfim.

A presença dos militares do exército em vários pontos estratégicos do Palácio do Governo, provou que era o sítio mais seguro de São Tomé e Príncipe nesta quinta feira.

O Téla Nón apurou que nos últimos dias, e antes da vandalização da IURD em São Tomé, ocorriam algumas manifestações aparentemente espontâneas da alegada sociedade civil, diante do Palácio do Governo. Sobretudo no período em que aconteceu a rotura do stock de combustíveis.

Note-se que o Palácio do Governo de São Tomé e Príncipe, foi no ano 2003, alvo de um ataque fulminante de populares. Uma manifestação espontânea de jovens na Praça Yon Gato, provocou troca de tiros e de pedras, entre os manifestantes e as forças de segurança.

Um jovem acabou por perder a vida naquela manifestação do ano 2003. A fúria dos manifestantes foi mais vibrante do que as centenas de rajadas de AK-47 feitas pelas forças de seguranças para intimidar os jovens revoltosos, mas sem sucesso.

As forças de segurança tiveram que abandonar o Palácio do Governo. (Mesma coisa fizeram as forças de segurança que estavam a proteger a sede da IURD na tarde de quarta – feira 16 de Outubro).

Os manifestantes conseguiram entrar no Palácio do Governo, que foi também vandalizado(fotos recolhidas pelo Téla Nón no dia seguinte ao vandalismo de 2003 confirmam os estragos causados ao Palácio do Governo).

Foi numa quinta feira do mês de Maio do ano 2003. Dia do conselho de ministros. Todos ministros estavam no Palácio do Governo.

Na altura São Tomé e Príncipe tinha um governo de Unidade e Reconciliação Nacional, liderado pela ex-Primeira Ministra Maria das Neves, que a semelhança dos demais membros do seu governo, conseguiu escapar-se ilesa do Palácio do Governo.

Com o vandalismo em franca ascensão no ano 2019, o Palácio do Governo localizado no cruzamento dos três grandes mercados de rua da capital São Tomé, deve estar atento e bem prevenido.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. Salmarçal 2

    18 de Outubro de 2019 as 11:07

    Caros amigos,

    Mesmo distaste de São Tomé, não posso aceitar a ideia de que os jovens que se manifestaram são Vândalos como se designa-os. Pois pergunta-se :como não reagir a falta de emprego, a falta de combustível, a falta de estradas próprias, a falta de prosperidade num país que se afunda todos os dias. Mas que em contra ponto vemos grandes carros, vemos aumento de remuneração dos deputados, e para o povo não vemos nada! Não!

    O povo deve reagir sim, devemos reagir contra aqueles que só nos enganam e nos deixa na miséria, na dor, em lágrimas e tristeza. Para quê ser calmo e pacífico quando o governo é violento com o povo”, quando nos rouba e nos mente a 40 anos? Não, não podemos ser pacífico e ir a cama com fome e sem saúde! Por isso, eu apoio a revolta do meu povo, que só quer ser um pouco feliz, tendo condição aceitável de vida.

    Viva a juventude, viva por um São Tomé melhor!

  2. Vanplega

    18 de Outubro de 2019 as 16:17

    Porque que nao houve policias, militares, PJ e outras autoridades, para impedir que o bispo da igreja reino de Deus ausentar do pais?

    Na ausencia de autoridades cabe so povo fazer justica.

    Os nossos politicos receberam dinheiro da IURD, para deixar sair o bispo.

    Investiguem

  3. Pedro Costa

    18 de Outubro de 2019 as 18:12

    Esta é a terra que viu nascer e crescer!!?
    Esta é a praça que conheci com o nome de YON GATO?
    Perdeu-se totalmente a identidade deste povo.

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