Política

Banco Central constatou recuo da economia em 2019

Os funcionários do Banco Central de São Tomé e Príncipe, beneficiaram no final do ano 2019, de mais conforto no exercício das suas funções.
Nos últimos dias do mês de Dezembro, foram instalados num novo edifício que custou ao país, mais de 17 milhões de euros.

Foi no novo cenário moderno e confortável, que a administração do Banco Central apresentou o quadro macro-económico do ano 2019, e o comportamento do mercado financeiro no ano que termina.

Em 2019, a economia são-tomense registou uma regressão acentuada. O Governo projectou o crescimento da economia na ordem de 4,8%, mas só conseguiu 2%.
«A conjuntura económica internacional foi de facto bastante adversa aos propósitos da economia são-tomense. No actual contexto, estima-se que o Produto Interno Bruto cresça 2%, sustentado essencialmente pela evolução positiva do Turismo e da Agricultura. No entanto este nível de crescimento constitui uma desaceleração justificada pelos sectores da pesca e sobretudo da construção, na sequência da redução do investimento público, que manteve a trajectória descendente nos últimos 3 anos», explicou o Governador do Banco Central.

Américo Barros(na foto em cima), o primeiro governador do Banco Central a apresentar o balanço do ano económico no novíssimo auditório da instituição, indicou que em 2019, conseguiu-se baixar a taxa de inflação. Em 2018 situava-se nos 9%. Baixou para 6,6% em 2019.

No entanto o nível das reservas externas continua a ser uma grande preocupação para o país. Não garante 2 meses de importação. «Quanto as contas externas a sua evolução é reveladora de grande preocupação, na medida em que as reservas internacionais líquidas garantem apenas 1,6 meses de importação», precisou o Governador do Banco Central.

Segundo Américo Barros, vários factores concorrem para a baixa das reservas externas. «Dentre os quais a queda da exportação em 15%, a ascensão do país a categoria de desenvolvimento médio que acrescido a uma conjuntura internacional desfavorável reduziu drasticamente os apoios financeiros sob forma de donativos», acrescentou.

O Banco Central acredita que o ano 2020, inspira optimismo. Projecta-se um crescimento da economia na ordem de 3,5%. «Espera-se um maior incremento da actividade económica para 2020, sendo espectável uma maior aceleração da taxa de crescimento do PIB a rondar os 3,5 na sequência da execução do programa de investimento público com financiamentos do Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, a República Popular da China dentre outros parceiros estratégicos para São Tomé e Príncipe», frisou.

Dados divulgados pelo Banco Central evidenciam o grande desequilíbrio entre a exportação e a importação em São Tomé e Príncipe.

Da exportação que gera divisas para um país, São Tomé e Príncipe só arrecada 7,5 milhões de dólares por ano. Cacau é o principal produto de exportação do país.
Por outro lado, da importação que pode significar compra de produtos e serviços no estrangeiro, São Tomé e Príncipe gasta mais de 105 milhões de dólares por ano.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. sol

    31 de Dezembro de 2019 as 9:44

    Como falar de agricultura, se não investem nos agricultores que realmente estão a trabalhar com afinco. Coisa para Cabo-Verde. APOEM AGRICULTURES POR FAVOR.-

  2. gualter vera Cruz

    31 de Dezembro de 2019 as 14:19

    Com esse resultado, indica que as pessoas estão com menos capacidade de compra e consequentemente mais pobre.

  3. SEMPRE AMIGO

    1 de Janeiro de 2020 as 17:09

    SENHOR GOVERNADOR! Pode nos dizer ,á nós 200.000,o que é que pretendeu com o seu discursos pronunciado por ocasião da instalação da sua “equipa” no ponposo edifício do novo Banco?Quis despreocupar o público(200.000)informando-lhe que todos os funcionários do Banco,os do activo e também os do passivo, já dispõem de instalações principescas, prontos para o combate, para melhorar a vida deste povo sofredor?Ou será que oSENHOR GOVERNADOR quis aconselhar nos(200.000) a apertar ainda mais os nossos esburacados cintos, porque o país esta doente,prque”as reservas internacionais líquidas garantem apenas 1,6 meses de importação”? O que é que devemos fazer? O SENHOR GOVERNADOR ,para nosso maior desconsolo,e emmbalado na sua doutoral intervenção,informa-nos “que da nossa exportação que gera divisas não obtemos mais do que 7,5 milhões de dólares(não sei onde é que foi buscar esse número tão optimista!) e que o valor das nossas importações anuais é superior a 105 milhões de dólares? Credo s.g,?NON NA CÁ GUENTÉ FA! O pior de tudo isso é que nós(os 200.00 menos os SENHORES)não só não sabemos o que fazer nem como fazer, assim como não recebemos da parte do poder nenhuma orientação.No entanto,obrigado senhor governador do banco por tentar animar-nos,quando no seu discurso afirma que “espera-se um maior incremento da actividade económica para 2020,sendo espctável uma maior aceleração da taxa de crescimento do PIB a rondar os 3,5″Números estatístico…….que me fazem lembrar que há três tipos de mentiras :mentira comum,a mentira deslavada e a estatística. SENhor GOVERnador! Peço desculpas mas termino o meu comentário com a reflexão do filósofo Leandro KARNAL.:TEMO A VERDADE DO HOMEM QUE LEU UM LIVRO SÓ.

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