Política

Sísmicas e furos aumentam o cheiro de petróleo

Santiago Umba, Secretário de Estado de Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial, abriu a semana da actualidade petrolífera em São Tomé e Príncipe.

O secretário de Estado do país vizinho, veio dar impulso às decisões tomadas no ano passado na Guiné Equatorial, pelos Presidentes Evaristo Carvalho e Teodoro Obian N´Guema Basogo.

Trata-se da dinamização dos procedimentos legislativos, técnicos e jurídicos com vista a exploração conjunta dos blocos de petróleo na fronteira marítima entre os dois países.

«O bloco 2 que está prestes a ser empreendido numa modalidade de exploração conjunta com a Guiné Equatorial, só tem sísmicas de 2 dimensões, precisamos fazer a de 3 dimensões. O secretário de Estado da Guiné Equatorial trouxe propostas para avançarmos neste sentido.,…», afirmou Osvaldo Abreu, o ministro dos recursos naturais de São Tomé e Príncipe.

Para além do bloco 2, há também o bloco 22 cuja extensão liga o solo marítimo de São Tomé e Príncipe e a Guiné Equatorial.

«Há manifestação de existência de prováveis acumulações de recursos no subsolo marítimo que cruza a fronteira entre os dois países. Assim sendo é a vontade dos dois Estados em avançar para uma exploração conjunta de forma que os recursos beneficiem as populações dos dois países», acrescentou o ministro dos recursos naturais de São Tomé e Príncipe.

No ano 2015, em Malabo a capital equatoguiniense, o Téla Nón entrevistou o ministro das minas e hidrocarbonetos da Guiné Equatorial, Gabriel Obiang Lima, que deu indicações sobre as potencialidades dos recursos existentes na fronteira marítima comum.

Exploração de petróleo na fronteira marítima com a Guiné Equatorial “avança”

O tempo passou e em 2019, os Governos da Guiné Equatorial e de São Tomé e Príncipe, retomam as acções com vista a exploração real dos blocos existentes na fronteira comum.

Segundo o Ministro Osvaldo Abreu, a fronteira marítima entre os dois países, oferece mais oportunidades.

«Temos fronteira com a Guiné Equatorial na parte sul da ilha de São Tomé, próximo da ilha de Ano Bom da Guiné Equatorial. Temos vários blocos de petróleo da zona sul de São Tomé, que podem cruzar com blocos da Guiné Equatorial. Todas essas possibilidades estão a ser exploradas», detalhou o ministro.

Santiago Umba, secretário de Estado da Guiné Equatorial, apresentou propostas concretas para o início das operações da Sonagás, empresa de gás butano da Guiné Equatorial, no mercado são-tomense. «Estou contente por essas boas relações entre os dois países», pontuou, o secretário de Estado das minas e hidrocarbonetos da Guiné Equatorial.

Por outro lado, o Instituto Tecnológico de Mongomo da Guiné Equatorial, administrada por peritos norte americanos, vai receber 2 quadros são-tomenses para formação superior na área dos hidrocarbonetos.

A visita da equipa técnica da Guiné Equatorial dinamizar as negociações entre os dois países, com vista a exploração do petróleo na fronteira marítima comum, acontece numa altura de grandes movimentações de companhias petrolíferas internacionais nas águas são-tomenses.

A petrolífera portuguesa GALP, terminou os estudos sísmicos sobre o bloco 6 e anunciou após reunião com o Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus, que ainda em 2020, ou no início de 2021, avançará com as operações de perfuração do bloco 6 da Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe.

A petrolífera francesa TOTAL também anunciou para o ano 2020, a realização de furos no bloco 1 da zona económica exclusiva nacional.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. Ralph

    24 de Janeiro de 2020 as 0:48

    Parece que há movimentação na estação, como diríamos em inglês. Espero que tudo corra bem e que encontrem algo substancial que vale a pena extrair.

  2. Vanplega

    24 de Janeiro de 2020 as 19:26

    Cuidado com tantos furos que fazem.

    O pais e de coragem vulcanica. Nao quero ir pelo ares.

    Ate hoje, o povo nao ve o dinheiro do petroleo. Muitos estao ricos e de barriga grande, enquanto, barriga do povo esta pegando com as costas.

    Quem queria falar do dossier de petroleo eles mataram
    Lembram-se de Jorge santos

  3. observador atento

    27 de Janeiro de 2020 as 1:20

    A fronteira sul com a Ilha do Ano Bom eh uma zona a ser estuda. Mas convido o Ministro a deligenciar pesquisas quanto a batimetria (profundidade da agua). Esta zona eh ultraprofunda o que pre-supoe muitos custos. para bom entendedor meia palavra basta

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo