Política

Ministra Elsa Pinto pode ter accionado uma polémica político-diplomática

Uma publicação digital angolana está a divulgar uma notícia segundo a qual, a Ministra dos Negócios Estrangeiros,  Cooperação e Comunidades  de São Tomé e Príncipe, Elsa Maria Neto d’Alva Teixeira de Barros Pinto, «nomeou,   no passado dia 23 de Junho, o cidadão francês Miclet Vincent como cônsul honorário,  no Reino dos Marrocos,  com o objectivo de “representar o Estado nessa região e promover as oportunidades de negócios».

A publicação angolana Club-K, garante que teve acesso ao documento que sustenta a nomeação feita pela Ministra Elsa Pinto.

« A Chefe da diplomacia de São Tomé, conforme atestam as fontes do Club-K, enviou primeiro uma “nota verbal” com referencia 046/MNECC-DCA.2/2020, as autoridades de Marrocos a solicitar o “exequátur” para que  Miclet Vincent possa exercer as funções de cônsul honorário na cidade de Marraquexe….», refere a publicação angolana.

A nomeação de um cônsul honorário por si só, não constitui um problema político ou diplomático.  No entanto a figura escolhida ou nomeada para representar interesses do país em qualquer parte do mundo deve ser minimamente idónea.

Os dados recolhidos pelo Téla Nón, indicam que o cidadão francês Millet Vincent, não confere idoneidade, nem credibilidade à decisão alegadamente tomada pela Ministra Elsa Pinto.

O Téla Nón sabe que a individualidade alegadamente escolhida e nomeada como cônsul honorário de São Tomé e Príncipe em Marraquexe, é afortunada. Tem muito dinheiro, e está a ser investigada pela Justiça francesa.

No ano passado, Miclet Vincent esteve em destaque na imprensa francesa, por causa do seu envolvimento com Alexandre Benalla, o antigo chefe de segurança do Palácio do Eliseu (Palácio Presidencial de França), e amigo pessoal do Presidente Emmanuel Macron.

O homem agora indicado como Cônsul Honorário de São Tomé e Príncipe em Marraquexe, terá hospedado o antigo Chefe de Segurança do Presidente francês durante a polémica que marcou a actualidade francesa no ano passado.

Por sua vez a publicação angolana CLUB – K, detalha outras acções alegadamente de corrupção em que está envolvido, o homem que a Ministra dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, alegadamente nomeou como cônsul honorário em Marraquexe.

Esquemas de corrupção montados e desenvolvidos em Angola. Miclet Vincent era braço direito do general angolano Manuel Vieira Dias Júnior “Kopelipa”, actualmente perseguido pela justiça de Angola.

«Depois de se ter desentendido com figuras do circulo do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, o empresário  mudou-se para os  Marrocos e por meios não esclarecidos, conseguiu um passaporte diplomático emitido pelas autoridades do Benin aos 11 de Fevereiro de 2016, com que se movimentava em alguns países africanos.

A partir de norte de África envolveu-se em  hostilidades contra os seus antigos sócios angolanos na qual arrastou o seu antigo advogado Rui Constantino Ferreira, num escândalo em que alega terem rasurado uma procuração forense  usada para outras finalidades como passagem de património e movimentações financeiras para alegados familiares que acredita serem “testas de ferro” dos seus advogados em Angola.

A partir de Marrocos moveu-se também para a Guiné-Bissau, onde lhe foi facultado direito a moradia destacando-se como o empresário que apoiou a candidatura do Presidente eleito, Umaro El Mokhtar Sissoco Embaló» diz o CLUB-K.

Face ao pequeno retrato que a imprensa internacional faz do novo cônsul honorário de São Tomé e Príncipe em Marraquexe-Marrocos, o Téla Nón procurou esclarecimentos junto ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

Não tendo conseguido falar com a Ministra Elsa Pinto, o jornal teve a sorte de ser atendido telefonicamente pelo  Director das Comunidades e Assuntos Consulares do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Feliciano Bonfim disse ao Téla Nón, que não pode prestar quaisquer declarações sobre o assunto da nomeação do francês Miclet Vincent como cônsul em Marraquexe, sem antes ter a autorização do seu superior hierárquico, no caso, a própria Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Elsa Pinto.

O Director Feliciano Bonfim, prometeu ao Téla Nón, pedir autorização ao seu superior hierárquico, para então poder falar, ou explicar o que se passa com o consulado de São Tomé e Príncipe em Marraquexe, e a figura do milionário francês Miclet Vincent.

O Téla Nón procurou também saber se a presidência da República tinha conhecimento da nomeação do novo cônsul de São Tomé e Príncipe em Marraquexe, mas não teve sucesso. A assessoria de imprensa do Palácio do Povo, tornou-se incontactável após o Téla Nón ter perguntado a assessora, se ela sabia do assunto.

Homerro Salvaterra, embaixador de carreira e assessor do Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus, para área da diplomacia foi contactado pelo Téla Nón. O assessor do Primeiro Ministro, disse ao jornal que nunca tinha tido qualquer informação sobre a nomeação do cidadão francês como cônsul honorário de São Tomé e Príncipe em Marraquexe.

O assessor do governo para a diplomacia, prometeu para amanhã, sexta-feira, uma reacção oficial do Palácio do Governo, em relação a esta polémica de cariz político-diplomática alegadamente accionada pela ministra Elsa Pinto.

Note-se que em Janeiro passado a Ministra dos Negócios Estrangeiros Elsa Pinto, inaugurou em Laayoune, capital do território do Sahara Ocidental, actualmente sob administração do Reino de Marrocos, o primeiro consulado de São Tomé e Príncipe. Na altura Elsa Pinto disse que o consulado de Laayoune iria servir toda a comunidade santomense radicada em Marrocos, caracterizada sobretudo por estudantes.

Abel Veiga

    15 comentários

15 comentários

  1. sem assunto

    2 de Julho de 2020 as 14:32

    Este stripitis na taberna de suburbio, para clientela bebada e falida, com direito a minet e se pedirem até saira um sexo bondage, só poderia vir desta gente presuncosa, vaidosa e arrogante, que contraversia!
    Há meses tinhamos uma articulista, que curiosamente, foi Ministra dos Negócios Estarngeiros a nos alertar para o surgimento de cenários desta natureza, o governo ao invês de tomar a boa nota, aprendendo e posteriormente corrigir os erros parte para baixaria, com direito a resposta tipica de “baté boca” na feira,um governo trocando acusações com os cidadãos, aonde já se viu!
    A emenda esta a nos sair poir que o soneto, executivo de mil vozes, governo de bandalha, cada faz que quer.

    • Antonio Nilson

      13 de Julho de 2020 as 12:14

      Temos um opção em revistar e transformar a Constituição da República Democrática de São Tomé e Príncipe.

      A ilha do Príncipe é “autônoma.” Porque não transforma-la num estado ou país independente?

      Alguns Angolanos perguntaram a possibilidade de acionar São Tomé num território de Angola? Na altura não contemplei essa opção, mas seria um assunto de debate alargado entre os Santomenses. Não sei se será uma boa ideia contemplar está opção. STP teve oportunidades de ser melhor, porque razão a nossa terra querida continua no marasmo constantemente a castigar o povo e a pobreza persistente? Angola também tem muitos problemas, mas sofreu a guerra civil, São Tomé e Príncipe nunca teve guerra civil depois da independência. Golpes de estado ou tentativa não é foi algo que traria benefícios ao país.

      Entretanto, temos que mudar a Constituição para adoptar outras vias que poderão trazer progresso e prosperidade a nação.

  2. auó

    2 de Julho de 2020 as 14:44

    Enfim só polémicas com figuras deste governo. Este país vai de mal a pior. Obrigado tela non e Abel Veiga por nos brindar com estas informações. Devo te dizer que só assim os profissionais sérios serão respeitados pelo público, sobretudo quando informam com isenção imparcialidade e tenta chegar a verdade. Este é que é o jornalismo de investigação e não a palhaçadas que são feitas por TVS, Rádio Nacional e STP Press que são controladas a 100% por Adelino Lucas. Infelizmente para aqueles órgãos nem sabem da existência da expressão liberdade de imprensa.Apenas reclamam meios de trabalho para fazerem graxa. Hoje pouca gente segue o telejornal da TVS (dito na praça telejornal de governo) devido excesso de colagem ao governo. Até mete nojo. Antes criticavam e com razão o governo anterior e hoje fazem a mesma coisa.

  3. Andorinha

    2 de Julho de 2020 as 15:20

    Foi a nomeação do Cidadão Russo também bandido feito pelo presidente da Assembleia Delfim Neves.
    Foi a nomeação do mercenário Sul Afrino e agora este agora diga-me la se o ditado diz que que anda com bandido também é bandido então que nome poderemos dar o governo de Jorge bom Jesus estamos perante uma máfia governamental.
    Agora que credibilidade tem o nosso país na esfera mundial? porque países aserio nunca mete com bandido e enquanto isso os camaradas vai batendo malmas e fazer banquetes e depois têm a lata de criticar o Trovoada é lamentável.

  4. Fuba cu bixo

    2 de Julho de 2020 as 15:40

    Em Nova Zelândia temos uma Primeira Ministra que demitiu -se por violar a quarentena e aqui em S.tomé temos políticos governantes de mãos dadas a saquear e vender os bens públicos.
    Corremos com os Portugueses a 45 anos para isto é um discreto total.

  5. Nada haver

    2 de Julho de 2020 as 16:19

    O PM JB precisa ser como JLO lhe exonera já do poder não só ela como todos que organizaram isso, também os outros ministros/as que estão ai feito o bonecos só pra manchar o governo e a nação, um estrangeiro a ser cônsul honorário de um pais estamos a onde afinal, será que o pais já não há mas pessoas para tal cargo?

  6. deus nos proteja

    2 de Julho de 2020 as 16:22

    Eu sinceramente já estou cansado de tantas polémicas em que membros deste governo andam envolvidos. Este país não merece isto…Pior disso é que os bons quadros como Paulo Jorge de Espirito e Santo e outros que trabalham com boa fé e honestidade são relegados para o segundo plano e temos uma corja de oportunistas a dirigirem o País.Ó Senhor Primeiro Ministro convenhamos tira o País da Lama…

  7. Vanplega

    2 de Julho de 2020 as 18:09

    Se nao ha menhum Santomenses que possa exercer o cargo em representacao de Sao Tome e Principe, fecham Ministerio de Negocio Estrangeiro!

    Politicos Santomenses, so envolvem em coisas estranhas. Desde que chaira o dinheiro, la estas eles.

    E uma vergonha. So para comprar apartamentos em Portugal.

    Nao ha menhum politico que roubos e nos Santomenses, sabemos quem Sao, que criaram um empresa para dar trabalho aos conterraneos.

    So gastam dinheiro com e….l….a….a

    Bem de agua, agua leva

  8. Como será

    2 de Julho de 2020 as 20:44

    Se esta nomeação dum Francês como consul de stome no exterior, pode se chamar isto duma aberração e se o GOVERNO nao dar uma informacao clara sobre este escandalo entao sao todod cumples, ate para bem dizer estao todos malucos, os governantes santomense estao a perder noção do certo e ERRADO. Essas gentes estudaram a ONDE?

  9. Frederico Ferreira Major

    3 de Julho de 2020 as 3:13

    Os génios políticos desapareceram como líderes, actualmente só existem a marca do falha!

  10. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    3 de Julho de 2020 as 8:00

    Ela tem que se pronunciar ….e depois pedir demissão…

  11. Isabela

    3 de Julho de 2020 as 8:11

    Essa senhora Elsa e a senhora Ministra de Turismo devem ser postas na rua. Ministra de Turismo não sabe nada só coisa de bruxaria só, senhora veio acender vela dentro de gabinete que nível tão baixo. Senhora quer amarar Jorge Bom Jesus, vida dela é só falar atoa não percebe nada de gestão pública, uma demónia de senhora.

  12. Maria Alberta

    3 de Julho de 2020 as 8:18

    Minha querida e amiga Ministra só quero saber de Euros e Dólares. Não lhe interessa o país. Afinal, daqui a pouco serão quatro anos de mandato, e ela irá para casa bem feita e de bolsos cheios, continuando no país como disse o Pinto da Costa, “Daqui não saiu”, e passando de menina experta perante este pobre povo que é enganado por tudo e por nada.
    Aliás, daqui a pouco será eleições presidenciais, e necessita-se de muito dinheiro para a compra de votos, por isso não importa de onde virá o dinheiro, mesmo que se venda todos os jardins públicos do país, como já o começou a fazer o senhor Posser da Costa, recebendo uma pequena quantidade de 400 mil euros nas mãos da SONANGOL pelo Jardim na marginal para a compra da sua casa em Lisboa e o resto para as próximas campanhas presidenciais, e a senhora Elsa por estar no Governo não terá a coragem de vender o Jardim, mas vai vendendo que tem nas suas mãos, que é a diplomacia santomense.
    Não pode ser em vão que o dito cônsul sabe muito bem escolher a suas presas, pois os seus clientes preferidos são a Guiné Bissau, o Benin e S.Tomé e Príncipe.
    Viva a Diplomácia Elsita e Jesuita

  13. sem assunto

    3 de Julho de 2020 as 14:55

    Caro Abel voltei para lhe alhertar: estamos perante um governmo que processa criminalmente cidadão, emite notas e comunicados defamatórios a denigrir o contraditório oriundo de personalidade. Seja cauteloso ao informar nos sobre estes esquemas e lobbies milhonarios.
    Cuidado meu caro, bó sá ni pligu.
    Os camaradas são simulados, vendem a imagem de socias e pacificos, todavia são rancorosos e exterminadores de figuras que insurgem contra eles.

  14. AAS

    4 de Julho de 2020 as 20:57

    Tudo o que UMA NOTÍCIA DE JORNALISTA SÉRIO não deve conter: só rumores de uma outra notícia que nada confirma. Diz haver nomeação por NOTA VERBAL… NOTA VERBAL em diplomacia?! Mas que é isto?!
    Depois ALEGADAMENTE, ALEGADAMENTE, ALEGADAMENTE!
    E não sai disto?!
    Que raio de jornalismo é este?! Uma vergonha, senhor “jornalista”?,

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