Política

18 médicos cubanos desembarcaram em São Tomé e gritaram “ unidos venceremos”

“ A luta continua…Unidos venceremos”, foi a palavra de ordem que marcou a reunião da equipa de especialistas cubanos, no aeroporto de São Tomé.

A equipa de especialistas que veio reforçar a luta contra a Covid-19 em São Tomé e Príncipe, é composta por 18 profissionais de saúde.

Cuba coloca assim a disposição de São Tomé e Príncipe, quadros em várias especialidades, com destaque para intensivistas.

Segundo o ministro da saúde Edgar Neves, os 18 especialistas cubanos, vão estar presentes em todas a unidades de saúde tanto na ilha de São Tomé como na ilha do Príncipe.

«Temos uma equipa bastante reforçada, com gente altamente especializada, com muita formação nas sub-especialidades, como neonatologia, bloco operatório, etc, que nos permite aproveitar em duas vertentes…», afirmou o ministro da saúde.

Edgar Neves, considera que pela primeira vez o país tem a sua disposição uma boa nata de quadros de saúde de Cuba, de competência reconhecida.

Por isso, para além da assistência médica que será garantida as populações nos diferentes centros de saúde e hospitais, os médicos especialistas cubanos vão formar os quadros nacionais de saúde. « Também a componente formação…, vamos aproveitar ao máximo esta nata do saber», precisou o ministro.

A equipa médica cubana, diz que está bem preparada para enfrentar as epidemias e as pandemias. Os cubanos garantem que combateram a cólera em Moçambique, e acrescentaram que já estiveram no Paquistão em missão de ajuda sanitária quando o país asiático instaurou o Estado de Calamidade.

Em São Tomé, prometem cumprir mais uma missão internacionalista cubana, desta vez para lutar contra a Covid-19.

«Mitigar a pandemia e outras doenças que assolam o país……esta brigada vem se preparando durante muitos anos para este tipo de situação», declarou o médico Adolfo Miguel, chefe da equipa cubana.

A missão médica cubana chegou a São Tomé na segunda – feira, num voo oriundo da Guiné Equatorial.

Presente no sector da saúde de São Tomé e Príncipe, logo após a independência nacional, no dia 12 de Julho de 1975, Cuba reforça a sua missão de saúde em 2020 para estancar a Covid-19.

Abel Veiga

    4 comentários

4 comentários

  1. Ralph

    8 de Julho de 2020 as 7:01

    Ao que parece, São Tomé e Príncipe está a sair muito bem em termos da sua luta contra a COVID-19. Registar aos 700 casos e apenas 13 mortes parece-me ser um desfecho bom em comparação ao que poderia ter sido a situação baseada nos números de infecções registadas há apenas algumas semanas atrás.

  2. Crisotemos Café

    8 de Julho de 2020 as 8:58

    Muito bem. Isto que é solidariedade e cooperação no bom sentido.

    Vai muito dar forma e levantar o espírito patriótico e guerreiro dos nossos medricas profissionais de saúde.

    VIVA COOPERAÇÃO MÉDICA CUBA -STP

  3. Como será

    8 de Julho de 2020 as 11:43

    Muito sinceramente, seria mesmo bom que seja feita os ditos do senhor Edgar que com a chegada destes profissionais cubanos ja no pais, irao dar formação aos nossos profissionais, meu apelo ao senhor ministro, nós temos poucos profissionais de saude no pais, acredito eu que deveria recrutar mais pessoas para serem formados na area da saude para que haja um reforço no sector da saúde. Se temos 18 especialistas cubanos em varias area, e o pais aproveitar formar nossos quasro em todas estas areas, o pais saira a ganhar muito.Ja é temos de pensarem em investir no homem para o futuro dar respostas de possivel situacoes na area da saude.Que Deus nos ilumina.

  4. Antonio Nilson

    16 de Julho de 2020 as 13:37

    Apesar de ter uma dúvida com o regime ditatorial, eu sinceramente tenho muito respeito para com o povo Cubano. Fizeram bastante para salvar Angola. Povo Cubano, não todos, demonstraram o amor a Cuba e não se deixaram rebaixar ao Ocidente para receber migalhas. Esse espírito de combatentes, apesar de haver algum incidente de racismo em Cuba, o povo Cubano, em geral, defende a nação deles, embora com dificuldades, ajuda-nos. O Fidel Castro morreu, e deixou milhões de dólares no banco. O que significa isso, quando o povo Cubano passa arasca? É por isso que não estou de acordo com o Comunismo, Socialismo, ou o Capitalismo. Não existe um sistema perfeito. Mas. eu sou de opinião que a África deve inventar um sistema próprio seu que não é opressivo ou ditatorial para se identificar como homem e mulher grande, e não estar de baixo diz Ocidente ou depender sempre doutros. Tudo isso começa pela união e o entendimento entre os Africanos. Temos de não ser ingratos com a Cuba, nos ajudou bastante e um parceiro que STP deve respeitar e reconhecer. E nós?

    Até quando é iremos obter ou alcançar o que é nosso para ajudar outros bimbos que estão a padecer na Europa, América Latina. America go Norte, e Sul, Brasil, Jamaica, e mesmo dentro do nosso continente.

    Alguns pulas, mesmo com poder e muito dinheiro, racistas e supremacistas, se tivessem poder, a nossa raça jamais existiria; seria extinta, e a toda a riqueza do nosso continente para eles. Por isso, os troteavos deles não queriam nos dar a independência, mas sim manter a escravatura.

    Nós temos que mudar. Noutro espaço, comentário, escrevi o seguinte:

    Nos temos de começar a mudar de atitudes ou os comportamentos do passado que não nos levou a algum progresso na nossa sociedade. Por exemplo, se alguém tem uma ideia melhor do que a nossa, temos de ser humildes para aprender e conceder, aos invés de rebaixar. Essa tendência de se sentir inferior ou não ter melhor alternativas para solução disto ou daquilo, não devemos perder a concentração no objetivo final que é ideal e beneficial a nossa sociedade. Clarificação: Se um indivíduo é proveniente da zona Sul de São Tomé, e essa pessoa tem uma ideia ou invenção de categoria com expectativas de desenvolvimento, não devemos rebaixar aquele pessoa, chamar de Angolar, insultar com nome Ngola, etc. Se alguém no Distrito de Água Grande, capital do país, ter um bom potencial de ser alguém no futuro com capacidade intelectual de fazer grandes coisas de proveito para São Tomé e Príncipe, e ser uma pessoa digna de respeito e honesta, se essa pessoa ser de origem do Príncipe, ou de Guadalupe, mulata, ou mestiço, pobre ou rico, não importa. O importante é o caráter daquela pessoa e sobretudo a vontade que tem para dar contribuição positiva ao país e melhoria de vido do povo de São Tomé e também o povo do Príncipe.
    Esse preconceito de dizer, ele é muito escuro, ele é mulato por isso não dá, ou ele é Monci, ngue Plinxipe, ou ele tem nariz grande, ela é feia, ele ou ela está gordo/a, vê cabelo dela, credo. Xe, na Sá ngue daí fa, sa Cobovede, kequa! Assim não dá minha gente!
    Temos de mudar de atitude e crescer intelectualmente de mãos e mentes abertas pata explorarmos outro rumo, e consequentemente dar oportunidades a todos, pessoas da Trindade, Quadalupe, Caue, Pague, diáspora, filhas ou filhos de Santomenses que fizeram famílias com outras raças, quer interior ou exterior—-temos obrigação moral de dar bons exemplos a nova geração porque São Tomé e Príncipe precisa de apoio de nos todos para poder levantar e tirar o país do marasmo e reduziria sofrimentos o povo Santomense que sofre por muito tempo.
    Eu, pessoalmente, não vejo nenhum benefício em participar no fórum, mesmo a contribuir direta ou indiretamente. Mas, como Africano, o meu DNA vem de uma origem muito diferente da dos Europeus. Os interesses dos Europeus são contrários aos dos nossos, Africanos.
    A realidade está a ser divulgada. Cada país tem seu interesse. Por exemplo, a Espanha tem o controle quase total d’America Latina ou do Sul porquê? Porque os nativos ou os índios não conseguiram unir-se e não usaram estratégias de guerrilha de forma coletiva com diversidade de ideias e opiniões para criarem grupos bem treinados e perigosos de coragem como os dos verdadeiros Africanos combatentes das guerrilhas.
    Em resumo, de uma forma em geral, o que divide um povo é falta de boa liderança, falta do espírito de amor para com a nação, lavagem de mentes de pessoas com alma e mentalidade fraca, falta de educação e informação sobre a realidade.
    A realidade em STP, é que os Cabo-verdianos, os Angolanos, os mulatos/mestiços, e poucos outros, lutaram contra a escravatura, muitos mulatos (sem intenção de ofender a ninguém) souberam, sabem, e irão saber que as mães deles eram negras de cor escura, algumas feias com nariz grande, mas os pulas violaram- nas sexualmente e engravidaram sem autorização das mesmas, abusaram das mães dessa gente, e agora como é que podemos marginalizar as pessoas por falta de educação ou informação sobre a realidade da História que realmente aconteceu?

    No final das contas, somos todos Santomenses, pobres, e subdesenvolvidos em qualquer parte do mundo onde nos encontramos. Eu acredito profundamente que é ofensivo chamar ou designar as pessoas com nomes, todos temos algo de bom e algo de mal nas nossas vidas, todos temos algo de bom, positivo, e algo negativo. O melhor seria ajudar uns aos outros procurar algo de bom e positivo de toda gente para contribuir para dar avanço ao país. É sou confidente que existem áreas de entendimento entre os São-tomenses. Porque não começar por ali? Algo em que nos concordamos sem ofender, como reparação das estradas, a situação do paludismo, etc.
    Não devemos correr o risco de criar confusões, desentendimentos, e inimizades ao chamar nomes as pessoas, sobretudo quando o mérito não existe.

    Quem fica feliz em saber que mais lhes dão valor apesar do sacrifício? Chamar aquele de Cavede, Ngola, Tonga, liche glandji, pleto ló ló, mulato donoxado, camponês, pescado, poble, ngue lico, ngue Santome so da matxi, enfim..,

    Se pudesse explicar melhor. A ideia é seguinte: união e valorizar boas ideias e boas iniciativas, e não fazer ataques pessoais porque temos inveja, ou porque perdemos o debate, ou porque nos sentimos de qualquer forma não confortável. A realidade é que só com a união entre nós é seremos fortes, a não fracos como os índios-Os índios perderam bis Estados Unidos, na Nova Zelândia, na Austrália, no México, no Brasil, etc. Mas, os Africanos embora a escravidão, os Africanos que venderam os seus próprios irmãos aos pulas, os Africanos negros (pretos e mulatos) lutaram contra os colonos de forma incessante. Até a independência, não houve acordo de se manterem escravos de forma permanente.

    África é um continente muito complexo. São Tomé e Príncipe é como uma migalha de um grão de areia em comparação. África do leste, norte, ocidental, central tiveram outra via na luta pela independência. No sul, África do Sul, foi colonizada mesmo depois de muitos países Africanos receberam independência.

    Porquê que a independência não foi total? Uma razão é a mentalidade de alguns Africanos e falta de união. Nenhum continente do mundo tem interesse com a raça Africana (negros e mulatos). Os pulas são amigos fingidos e sempre existirá motivos escondidos por detrás quando r eles se associam conosco. Existem muitos países no mundo que só querem usar e abusar d’Africa, tirar de lá riquezas, minerais, etc., usar e abusar das nossas crianças e mulheres Africanas, e enganar e explorar os negros. O homem Africano não é amado pelos os Europeus de forma natural. Não. Nos temos tendência de confiar bastante e estamos de olhos tapados a realidade.

    O nosso continente deveria ser um dos melhores no mundo, com tanta riqueza, tantos crânios com excelente potencial a ser usado no Ocidente, e continuam muitos mergulhados na humilhação (Nigéria, por exemplo, teve muita gente bem formada a trabalhar no Ocidente, agora não são muito valorizados, em parte devido o comportamento e falta de auto estima e cooperação ou ajuda entre eles e entre eles e os outrosAfricanos), pobreza, (no Ocidente, mostram crianças Africanas na televisão com barriga grande, pé finfin, cabeça grande com moscas a volta num sofrimento lastimoso) corrupção (usam imagens negativas de pobreza d’Africa. e as ONGs do Ocidente nem sequer fazem lembrar que existem muitos Africanos com bilhões de Euros nos bancos controlados pelos os Ocidentais), subdesenvolvimento (Ocidente deu independência política aos bumbos, mas manteve sempre o controle econômico e financeiro d’Africa), não obstante aos Assassinatos dos nossos líderes (dos melhores), as guerras civis, o HIV/SIDA, forçaram a democracia numa altura inadequado, sem preparação, forçaram os Africanos a se desentenderem uns contra os outros, política de divisão e ignorância sobre o que se passa no contexto geopolítico internacional, encorajamento a corrupção e distribuição de coisa pública, o NEPOTISMO, anarquia, doenças, analfabetismo, dívidas, mortalidade infantil e falta de saúde estrutural adequada, desempenho, e continua sempre atrás, etc.

    Está observação não é científica nem tão pouco completamente elaborado. É apenas um alerta para nos prestarmos mais atenção ao nosso alvo. Temos que transformar em homens e melhores da nossa convicção sem nos sentirmos de baixo ou superior a outras raças. Neste momento, com a revelação do COVID-19 (vírus corona), e o problema que existe entre a China e o Ocidente, sobretudo a China vis-a-vis Estados Unidos de América, muita realidade está a ser transparecida sobretudo com a liderança do Donald Donald que tem um exército muito sofisticado e muito perigoso com armas nucleares. A situação d’Africa neste momento é de lastimar. África tem pessoas muito mais competentes do que muitos daqueles na liderança do mundo. Nos também temos os nossos defeitos e dificuldades.

    A minha intenção com esta exposição (que não verifiquei os erros ortográficos ou fazer correções para por sintonia e lógica porque estou um bocado atarefado) este conteúdo e contexto, perdão por ser tão extensivo, é para relembrar as pessoas para se manterem firmes e atentos com o que se está passando em São Tomé e Príncipe, e em África. Nos temos que mudar de ritmo, começar a analisar (literalmente ver) dentro de nós, ir profundamente dentro das nossas consciências, nossas realidades, refletir sobre a nossa independência, debater intelectualmente sobre o significado da autonomia, liberdade, independência, etc. Avaliar o nível de sucesso, felicidade, paz, progresso a todos os níveis, a união cultural, e muito mais, e deixar de lançar “flechas” ou insultar. Ninguém é Deus como diz o Antonio Vaz. Ninguém sabe de tudo e conhecedor de toda a sabedoria e conhecimentos. Se alguém fosse assim tão ilustre e tão “peito grande como o galo e que sabe de tudo, porque não dá uma resposta automática para neutralizar o Coronavírus e resolver todos os problemas dele e melhor o país e trazer felicidade ao nosso povo Santomense que está a passar mal por muito tempo. A resposta ou a alternativas de soluções aos problemas de STP reside em nos, unidos! Cada um da a contribuição que puder, e não chamar nomes ou desprezar porque esse ou aquele é de Conceição, ser superior do que o outro que é de Santana ou outros lugares fora da capital ou sobretudo devido a diferenças sócio-econômica ou de cor da pele clara ou escura, ou elite, formado ou não formado (no exterior ou interior), de origem Cabo-verdiana ou Angolana, etc., como acima descrevi.
    Nos temos de começar a valorizar com pode ser bom e beneficial para o país, identificar o que não serviu para oferecer melhores alternativas.

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