Política

Direcção dos Cuidados de Saúde influenciou a prorrogação do Estado de Calamidade

Feliciana Sousa Pontes, Directora dos Cuidados de Saúde, apresentou ao Conselho de ministros o Estado epidemiológico de São Tomé e Príncipe, caracterizado por grande estabilidade e controlo da Covid-19. A responsável do sector da saúde participou na reunião do Conselho de ministros que decidiu prorrogar as medidas de prevenção contra a Covid19, no âmbito do Estado de Calamidade. Durante a reunião a Direcção Geral de Saúde, confrontou o conselho de ministros com preocupações que pondo deitar por terra as conquistas até agora conseguidas na luta contra a doença.

«Nos preocupa 3 aspectos, primeiro a abertura das aulas, relaxamento da população quanto a doença covid-19, e a abertura de novos voos. Temos que estar preparados porque teremos uma grande massa da população nas escolas. Há necessidade de reforço de medidas para proteger essa grande população estudantil», defendeu a directora geral de saúde.

O Conselho de Ministros decidiu no sentido de dar resposta as preocupações da Direcção Geral de Saúde. O Estado de Calamidade foi prorrogado por mais 15 dias. Inicia 1 de Setembro e termina no dia 15.

O Governo justificou a prorrogação do Estado de calamidade, com a necessidade de evitar que a Covid-19, aproveite a abertura do novo ano lectivo no dia 8 de Setembro, para aumentar a transmissão do seu vírus no país.

A retoma do voo da TAP para São Tomé e Príncipe, prevista para 1 de Setembro, também sustentou a decisão do Governo santomense em prorrogar o Estado de Calamidade.

Medidas de distanciamento social, devem ser mantidas, assim como a higienização das mãos. Os passageiros que chegam a São Tomé são obrigados a apresentarem testes PCR negativos.

Medidas para evitar que a Covid-19, saia do controlo do sistema nacional de saúde.

«Os nossos dados são estáveis, temos muitos doentes recuperados, muitos poucos doentes no isolamento, e neste momento temos apenas 3 doentes no hospital de campanha e todos estão estáveis», afirmou a Directora dos Cuidados de Saúde.

Abel Veiga

    2 comentários

2 comentários

  1. Outro aspeto

    1 de Setembro de 2020 as 14:48

    Senhora Diretora dos Cuidados da Saúde, for god sake!
    A retoma dos voos da TAP, bem como a abertura das aulas não a deveriam preocupa-la em nenhum momento, não aproveite os microfones e tempo de antena para colocar os pés pelas mãos, sei que é da praxe por ali, mas não fica bem a ninguém, isto é constrangedor.
    Os cuidados intensivos de saúde como autoridade responsavel pelo controle e abrandamento do Covid no país deve ser consultado antes de tomada de qualquer decisão governamental que pode colocar em risco o aumento do contágio do vírus, assim se no seu entender não estão reunidas condições para a retomas das aulas bem como os voos da TAP que o diga abertamente e pressione o governo a voltar atras nestas decisões, seria mais sensato ao invês lançar estes receios que no fundo em nada ajudam.
    Vamos começar a adquirir posturas de governantes, já somos donos de nós há 45 tempo suficiente para aduirir mos maturidade, chega de brincadeira e encenações de governação, quem não tem condicões não se instale!

  2. Sempre atento

    2 de Setembro de 2020 as 9:38

    Até quando? Infelizmente é o governo e o país que temos, por causa de um ou dois gatos pingados do ministério da saúde deixou-se influênciar todo um governo. Antes era o assina só a decretar o estado de calamidade, agora vem da parte do ministério da saúde. Saem as ruas e veem jovens desamparado sem trabalho nem o que comer e tomem medidas sensatas estão a destruir o país e sua economia já degradada. São governantes mas não pai do povo, deixem as pessoas terem também um pouco de responsabilidades. Os países desenvolvidos já mudaram de política com relação a covid 19, um país pobre sem recursos nenhuns, com a população abaixo da pobreza não pode ter governantes que só sabem se esconder por detrás de uma doença. Até o ministro da economia ficou impotente sem poder fazer nada. Depois vão ver que será tarde demais e ter que recorrer ao estrangeiro e pedir dinheiro para minimizar a fome no país. O shr 1°ministro na sua tomada de posse disse que “é tempo de arregaçarmos as mangas “. Arregaçaste tanto as mangas até que elas ficaram mais curtas que o teu pescoço. (Preguiçoso). Pensam que todo esses recursos que vem do estrangeiro para travar a Covid é de graça? Esperem pelas faturas.
    Um bem haja a todos.

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