Política

Japão oferta equipamentos médicos a STP na ordem de 1,5 milhões de dólares

O acordo de donativo do Reino do Japão a favor de São Tomé e Príncipe, foi assinado na passada sexta feira na capital do Gabão, Libreville.

Shuji Noguchi, embaixador do Japão em São Tomé e Príncipe, no entanto com residência na capital do Gabão, e Elisa Pereira Afonso de Barros, embaixadora do santomense junto ao Estado gabonês, foram os subscritores do acordo de donativo, que vai permitir a São Tomé e Príncipe adquirir equipamentos médicos na ordem de 1 milhão e 500 mil dólares para reforçar a luta contra a Covid-19.

No seu discurso o embaixador do Japão, disse que é com espírito de solidariedade internacional, para lutar contra a pandemia do Coronavirus, que o governo do Japão, «decidiu dar resposta ao pedido de São Tomé e Príncipe, atribuindo o donativo de 150 milhões de yens(moeda japonesa), equivalentes a 1,5 milhões de dólares».

Shuji Noguchi, explicou ainda que o donativo financeiro vai permitir a São Tomé e Príncipe, adquirir um lote de equipamentos médicos de alta qualidade, «para melhorar o sistema nacional de saúde no quadro da luta contra a Covid-19».

O diplomata japonês acrescentou que dentre outros equipamentos de alta qualidade o lote será composto por desfibrilhadores, termómetros e electrocardiogramas.

Para o governo do Japão o donativo em equipamentos médicos, reforça os laços de cooperação e de amizade que há longos anos unem os povos de São Tomé e Príncipe e do Japão.

«A realização de uma cobertura sanitária universal, é um dos temas importantes abordados actualmente, e também a quando da realização do TICAD7(Cimeira Japão – África), que teve lugar no ano passado no Japão, e com a participação de alto nível do Primeiro Ministro santomense, onde o Japão reafirmou o seu empenho neste domínio», concluiu o embaixador Shuji Noguchi.

O Estado santomense representado pela embaixadora Elisa de Barros, definiu o Japão como um dos mais importantes parceiros de cooperação estratégica de São Tomé e Príncipe, em vários domínios. Segundo a embaixadora, o Reino Nipónico fornece anualmente uma ajuda alimentar a São Tomé e Príncipe na ordem de 3200 toneladas de arroz. «Produto que cobre cerca de 40% das nossas necessidades em termos de consumo e cuja venda gera o fundo de contra-partida, que contribui para o financiamento de importantes projectos sociais», pontuou.

Elisa de Barros, destacou também o investimento do Japão no sector da pesca, com atenção especial para os pescadores artesanais. Apontou o sector da educação onde o financiamento do Japão tem permitido a reabilitação das escolas e a construção de novas salas de aulas. Não esqueceu do sector da saúde, onde vários centros de saúde sobretudo nas regiões do interior do país, têm sido reabilitados com apoio financeiro do Japão.

Os novos equipamentos médicos que o Japão oferece ao país, vão melhorar segundo a embaixadora, a capacidade de resposta do sistema nacional de saúde em termos de «realização de exames, diagnóstico médico e prevenção de doenças», frisou a embaixadora de São Tomé e Príncipe no Gabão, Elisa de Barros.

Japão reforça as capacidades de resposta do sistema nacional de saúde, face a Covid-19 e as demais patologias que ameaçam a saúde pública santomense.

Abel Veiga

    5 comentários

5 comentários

  1. Sotavento

    28 de Setembro de 2020 as 8:44

    STP com a situação que se está vivendo agora a nivel mundial podemos dizer que somos um povo com sorte e com bendição.Oxalá os que estão a frente do País saibam aproveitar essas doações e dar um empurão a nivél sanitario.Se não o fazem então é motivo suficiente para que nas urnas o povo lhes mande pastar.Já chega de gesticulações…

  2. Gilberto Pedroso

    28 de Setembro de 2020 as 16:00

    Caro senhor/a Sotavento.
    Vendo o seu comentário, na verdade STP é um país com benção de Deus. Mas o grande problema são alguns dos seus homens que ao se assumirem como governantes, mais se afirmam como desconhecedores da real gestão da coisa publica e no caso em concreto de um pais.
    Nesta governação do Dr. Jorge Bom Jesus por exemplo, pensava eu que a remodelação seria mesmo uma remodelaçãop, mas não passou de uma brincadeira, já que em condições normais a ministra da Justiça ja não deveria continuar. Tudo aconteceu por causa da incapacidade dela, Ivete Correia, como Governante. Salvo raras excepções, se vem verificando trabalho sério por parte dos membros do Governo. Ao nível da agricultura, tem-se visto alguma coisa, ao nivel das finanças também o ministro parace ter alguma competência bem assim como na comunicação social ha melhorias e talvez também um pouco ao nível da protecção social e solidariedade, mas todo o restro não passa de tretas.

  3. Inocente Velho

    28 de Setembro de 2020 as 16:20

    Uma pergunta curiosa.
    Alguém pode me dizer o que fazia antes esse novo ministro do Turismo e Cultura?
    A cultura de um povo é a sua identidade. Será que esse individuo sabe o que é cultura? Será que ele entende de cultura de uma Nação? Ou será que ele entende cultura como sendo apenas manifestações culturais como bulawe, danço congo e sei la mais o quê?
    A minha pergunta surge tão somento porque das vezes que vi o individuo a falar na Televisão, ele pareceu nem conhecer nem expresssar a lingua portuguesa.
    Não o conheço, dai a minha preocupação. Aliás muito mais a preocupação dos meus filhos que querem aprender e não desaprender.

  4. Como será

    28 de Setembro de 2020 as 19:26

    Mas meu caro amigo Inocente, isto so vem justificar o resultado de nepotismo, amiguinhos, partidarismo e familiarismo. Todo pais no Mundo que inverga por estas praticas, criam uma grande decadência no seu desenvolimento, colocando pessoas erradas no lugar certo.

  5. STP

    1 de Outubro de 2020 as 11:22

    mINISTRO DE DE turismo RECEM EMPOSSADO É UMA VERGONHA NACIONAL, SINCERAMENTE MEU PÁIS ESTA NO PÔSSO.

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