Política

Príncipe socorre São Tomé com oxigénio

Na sua recente visita ao hospital de campanha para Covid-19, e a unidade de assintomático respiratório, o Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus, denunciou a falta de oxigénio nas duas unidades de saúde.

Após a reunião de alto nível na última terça-feira, o porta voz Adelino Lucas, disse a imprensa que o problema de escassez de oxigénio no hospital central Ayres de Menezes, tinha sido analisado na reunião, e que iria chegar a São Tomé um carregamento de oxigénio importado do vizinho Gabão. Segundo o porta voz do governo, o carregamento oriundo do Gabão, iria resolver a crise de oxigénio nos centros de saúde em São Tomé.

No entanto esta quarta feira, o Presidente do Governo da Região Autónoma, Felipe Nascimento, fez uma comunicação ao povo da ilha do Príncipe, anunciou que por causa do alastramento galopante da Covid-19 na ilha de São Tomé, « o Governo Central, na pessoa do Sr. Primeiro-Ministro, solicitou ao Governo Regional a possibilidade de cedência temporária durante 3 semanas – que é o tempo da chegada da encomenda feita ao exterior do País – da peça “Booster” da Central do oxigénio da Região Autónoma do Príncipe para ser instalada na Central do oxigénio do Hospital Ayres de Menezes, o que levará a Central Regional a ficar inoperante».

O Téla Nón sabe que no ano 2016, o Governo do Japão em parceria com o então executivo santomense, decidiu financiar a instalação de duas centrais de oxigénio no país. Uma no hospital central Ayres de Menezes, e outra no Hospital Quaresma Dias da Graça no Príncipe.

As duas centrais de produção de oxigénio para fins hospitalares, entraram em funcionamento. Imediatamente cessou a constante rotura do stock do oxigénio. Roturas de stock que contribuíam para a morte de muitos pacientes na ilha de São Tomé, mas principalmente os pacientes da ilha do Príncipe, onde o oxigénio era muito mais raro.

Ironia do destino, há muito tempo que a central de oxigénio de São Tomé, deixou de funcionar. Príncipe passou a ser a única fonte de oxigénio para o hospital central Ayres de Menezes.

Com a covid-19 a aumentar de forma exponencial na ilha de São Tomé, o Governo lançou o grito de socorro ao Príncipe, para emprestar a peça da central de oxigénio, para salvar vidas em São Tomé.

Segundo o Governo Regional do Príncipe, a população da ilha não concorda com a possibilidade de empréstimo à São Tomé da peça para máquina de oxigénio.

«Considerando ter havido relutância de uma franja considerável da sociedade da Região Autónoma do Príncipe quanto ao envio da referida peça, o Governo Regional auscultou diversos setores da sociedade civil, quadros da saúde, partidos políticos, e deliberou pela cedência temporária da referida peça, mediante as condições escritas assumidas pelo Governo Central de devolução da referida peça encomendada no prazo de 3 semanas e assumindo o compromisso de abastecimento regular de oxigénio ao Hospital Regional durante o referido período.

Não resignar-mos-ia em atender a um pedido para salvar vidas humanas, sobretudo, tratando-se de um Estado Unitário, atendendo às razões humanitárias e em solidariedade para com a população irmã residente na Ilha de São Tomé», afirmou Filipe Nascimento.

Príncipe socorre São Tomé, que em curto espaço de tempo estragou a sua máquina de oxigénio.

Abel Veiga

O leitor tem acesso na íntegra a mensagem do Presidente do Governo da Região do Príncipe, sobre o socorro à ilha de São Tomé.

Caras Cidadãs e caros Cidadãos,

Em face ao alastramento galopante da situação epidemiológica da Covid-19 na ilha de São Tomé, o Governo Central, na pessoa do Sr. Primeiro-Ministro, solicitou ao Governo Regional a possibilidade de cedência temporária durante 3 semanas – que é o tempo da chegada da encomenda feita ao exterior do País – da peça “Booster” da Central do oxigénio da Região Autónoma do Príncipe para ser instalada na Central do oxigénio do Hospital Ayres de Menezes, o que levará a Central Regional a ficar inoperante.

Saliente-se que a Região tem estado a fornecer durante os últimos meses oxigénio a ilha de São Tomé, com envios regulares de botijas de oxigénio. Porém,pelo elevado fluxo de consumo durante os últimos dias, estas operações têm-se revelado insuficientes.

Considerando ter havido relutância de uma franja considerável da sociedade da Região Autónoma do Príncipe quanto ao envio da referida peça, o Governo Regional auscultou diversos setores da sociedade civil, quadros da saúde, partidos políticos, e deliberou pela cedência temporária da referida peça, mediante as condições escritas assumidas pelo Governo Central de devolução da referida peça encomendada no prazo de 3 semanas e assumindo o compromisso de abastecimento regular de oxigénio ao Hospital Regional durante o referido período.

Não resignar-mos-ia em atender a um pedido para salvar vidas humanas, sobretudo, tratando-se de um Estado Unitário, atendendo às razões humanitárias e em solidariedade para com a população irmã residente na Ilha de São Tomé.

Apelamos a compreensão de toda a população da Região Autónoma do Príncipe, pois estamos e estaremos sempre solidários para com os nossos irmãos da Ilha de São Tomé, dando corpo e razão à corrente que nos norteia na defesa de “MAIS PRÍNCIPE PARA MELHOR SÃO TOMÉ E PRINCIPE”.

A essência da nossa política de desenvolvimento é a valorização da pessoa humana, na defesa dos direitos à ela consagrados. Neste contexto, a ilha Principe jamais deixaria de prestar solidariedade aos irmãos de São Tomé numa altura em que a pandendia da covid-19 começa a instalar-se no nosso País com contornos preocupantes, o que nos convoca a todos para uma maior consciencialização na observância das medidas preventivas e do protocolo sanitário. Que Deus nos abençoe a todos! Obrigado!

    21 comentários

21 comentários

  1. STP unido

    3 de Março de 2021 as 20:57

    Importante é olhar para as pessoa. Obrigado Príncipe. Na verdade estamos a passar mal aqui em São Tomé. Governo central tem que parar de maltratar irmãos do Príncipe também. País é um só

  2. Complicado

    3 de Março de 2021 as 20:58

    Afinal não ia chegar transporte de Gabão para resolver todo problema? Já não dá para perceber nada desse Governo. Valeu Príncipe

    • Martelo da Justiça

      3 de Março de 2021 as 21:27

      O Senhor é mesmo COMPLICADO e maldoso!!Porque que não houve e interpreta bem as noticias antes de fazer comentários patéticos. É a pressa de falar mal. Já não sabem fazer outra coisas. É uma vergonha!!

  3. Matabala

    4 de Março de 2021 as 8:16

    Aqui é mundo! Governante esquece isso muitas vezes…agora Príncipe deu chapada luva branca a alguns arrogante do Governo central. Muito bem Filipe Nascimento a dar um bom exemplo do que deve ser o relacionamento entre irmãos. Pergunto: Porque Hospital Ayres de Menezes não cuidou da central de oxigénio que lá estava? E agora será que vão cuidar desta que vai emprestada?

  4. António cunha dos santos

    4 de Março de 2021 as 9:00

    Isto é muito normal. Nada de estrando e de se espantar. A final são duas ilhas que constituem um único país. São Tomé e Príncipe. Ponto Final

    • Sun Mé-Zóchi

      6 de Março de 2021 as 13:05

      Concordo em pleno com seu comentário, acho que alguns dos nossos irmãos esquecem que São Tomé e Príncipe ainda é uma única nação.

  5. Zé de Neves

    4 de Março de 2021 as 9:14

    Em 3, 2, 1 aguarda-se os próximos capítulos da vitimização política da retórica da “Peça” emprestada à ilha grande dominadora face à pequena e inocente ilha vítima. É só esperar a próxima oportunidade para politizar esta questão e atirarem à cara um dos outros este empréstimo envenenado à cabeça.

    Nada disto parece genuíno, tudo isto parece envenenado na origem para um certo e determinado objectivo.

    A ver vamos se tenho ou não razão. Oxalá, não tenha, mas estas cabeças infelizmente funcionam assim.

  6. SEMPRE AMIGO

    4 de Março de 2021 as 9:49

    Simplesmente RIDÍCULO!

    • Toni

      4 de Março de 2021 as 13:15

      Simplesmente RIDICULO !!!

      Só num Pais a brincar é que se passam estes acontecimentos, Politicos e gestores publicos de STP são uma autentica desgraça, não têm quaisquer condições para governar seja o que for , nem uma mercearia !!

      Peçam uma autonomia a um qualquer Pais de verdade !!

  7. Lucas

    4 de Março de 2021 as 10:18

    E a água?
    Peçam tambem ao Principe…

  8. Andorinha

    4 de Março de 2021 as 15:49

    Depois do tempo de antena do Osvaldo Abreu na TVS e acusações feitas na radio Nacional pelo representante do MLSTP no Príncipe isto é uma chapada de luva branca dado pelo governo regional do Príncipe e mesmo Gabão que os camaradas tanto falam mal por causa do Patrice foram la pedir ajuda de oxigênio isto é uma vergonha lama este governo só nos envergonha.

  9. Bandola de Rafia

    4 de Março de 2021 as 16:03

    Esse senhor Complicado é mesmo complicado. Mais do que complicado Ignorante.
    E quem foi é que disse o senhor Complicado que o equipamento que esta no Principe é propriedade do Principe?
    É um equipamento da república e foi la colocado pela cooperação japonesa à pedido do Governo central da República. A cooperação faz-se Estado-Estado e não regiões que apesar de todo tipo de apoio não consegue sequer auto-sustentar-se.
    E para ser claro o Presidente do Governo Regional saiu-se muito mal na fita com esse seu exibicionismo barato na imprensa. A TVS nem deveria passar essa pouca vergonha de uma interminável baixeza. Ele Foi a casa do morto sem saber quem matou o morto e pendurou-se na mesa para tomar o seu café de nozado.
    Ficou claro que ele não entende do que é uma governação de um país. LAMENTAVELMENTE!

    • A Ignorância mata

      4 de Março de 2021 as 17:29

      A ignorância é muito complicada! Por isso é que os países pobres nunca mais endireitam. Isto se não fosse grave seria cómico. Eu até acredito que que o senhor “Bandola de Ráfia” seja um dirigente partidário. O que é mais grave ainda, estando a escrever estas barbaridades na Internet. São estes políticos que estão a nos governar e não sabem nada que estão lá a fazer. Quando o senhor “Bandola de Ráfia” diz o que disse está a manifestar tanta ignorância em meia dúzia de frases que qualquer aluno do 10.º ano deveria saber. Se o senhor diz que tudo o que existe no Príncipe é do Governo Central então o senhor deve pedir demissão do trabalho que está a realizar porque o senhor não sabe nada de Direito, de organização de um estado, de organização do poder dentro de um estado, de direito administrativo, de autonomia, de nada, nada, nada. E o senhor deve estar convencido também que o príncipe é seu, provavelmente, ou do seu governo central. De ignorância em ignorância vamos construindo um país.

    • Cantagalo

      4 de Março de 2021 as 21:15

      Mlstp em vez de reconhecer má governação fica a arranjar problema. Nada humildes

    • Toni

      5 de Março de 2021 as 13:41

      Já agora São Tomé é sustentavel, tambem com todos os donativos que recebe ou recebeu ????

      Tenha juizo

  10. Fuba cu bixo

    4 de Março de 2021 as 16:11

    Quero perguntar é para isso que este governo de Jorge bom Jesus queimaram carro da juíza para fazer não conseguem resolver nada única coisa que sabem é estar no gabinete a pedir esmolas só credo governo se não fosse comunidade internacional ja morriamos todo.

  11. Arménio Camblé

    4 de Março de 2021 as 18:07

    Naquela aparição ontem do Felipe Nascimento na TVS, ela demostrou ser um autentico ignorante sobre as questões de Estado e revelou-se ser um promotor do separatismo/regionalismo entre os santomenses.
    Por outro lado, atribuir ao simples envio de um equipamento à outra ilha irmã para salvar vidas, como dizia, atribuir a isto um caracter solene com bandeira e tudo, revelou-se ser mesmo um autentico palhaço.
    Que vergonha ……….

    • NM sempre a insultar

      4 de Março de 2021 as 21:13

      Vocês da nova maioria sempre que outros fazem alguma coisa vêem com estes ataques. Até quando?

  12. Jorge D'Alva

    4 de Março de 2021 as 21:10

    Afinal o Governo anterior fez alguma coisa. Construiu 2 fábricas de oxigénio. E este Governo irresponsável mal assumiu, destruiu tudo. Se a fábrica de oxigenio em S.Tomé falta uma peça, porque é que a ajuda dada pela empresa petrolífera para ajudar com a covid só serviu para comprar sabão azul kwa non no valor de 17 mil dólares. Não seria mais sensato comprarem a peça para a fábrica?
    Todos os dias vocês maltratam Gabão, dizendo que o gabonês não tem palavras neste país e agora estão a pedir ajuda à gabão?
    Se eu fosse Presidente do Governo Regional, não aceitaria retirar peças da fábrica do Príncipe para mandar para S.Tomé. Vão ver, que esta peça vai ser estragada aqui em S.Tmé e as duas fábricas vão ficar inoperantes. Além disso, se dizem que o país é único, porque é que não dão tratamento igual as duas ilhas. Porque é que cimento em S.Tomé é 250 dobras e no Príncipe é 350 dobras
    Vão catar água. Força Príncipe, Força Presidente do Governo Regional

  13. MÁRIO MARTINS

    4 de Março de 2021 as 22:04

    Antes de mais nada, venho exigir nesta plataforma respeito às opiniões de cada um. Podemos ter opiniões distintas e debater com respeito sem palavras que possam ferir a sensibilidades.
    Eu fico triste vendo como essas coisas rolam. O pais é composto por duas ilhas e vários ilhéus. Qual é o problema/ que importância/ tem A MOBILIDADE de uma peça de cá para lá e de lá para cá? Afinal o Pais é composto por dois estados? É preciso saber lidar com problema da ilha do Príncipe. Algum calulu esta a ferver com fogo lento em cima de makuku bem seleccionado. Se não eliminarmos de uma vez para sempre essa tendência de separatismo e cultivarmos União e harmonia estaremos a plantar vento e no futuro colheremos tempestade. Meus irmãos, em vez de separarmos, juntemos a força para que Fernão Dias volte a fazer parte do nosso território. Já perdemos uma ilha e acredito que ela esta a espera da União, criemos harmonia e prosperidade. Sakudgi kumbu de pobreza, apostando no trabalho! Aquele abraço!

  14. ZEMÉ CABOCA

    5 de Março de 2021 as 11:05

    O que eu acho e tenho a certeza em dizer é que se estar a passar em São Tomé é políticos sem consciência das suas funções, como é que se pode admitir um presidente de um governo regional, que toma posse perante o governo central agir desta fora. Ora vejamos, tanto exibicionismo por uma peça do pais pedido por governo Central, com direito autorização dos habitante de Príncipe, que barbaridade, que criancice, tinha ser mesmo de um jovem de 30 anos, sem experiencia nenhuma.

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