Política

3 agentes da PJ em prisão preventiva, 5 em prisão domiciliária e 1 com TIR

Foi esta a decisão do Tribunal de Instrução em relação ao processo-crime movido contra 9 agentes da polícia judiciária, suspeitos de estarem implicados na morte do cidadão Nelson Rita, vulgo Lady. Morte provocada por traumatismo craniano, segundo a autópsia feita ao cadáver.

O jovem Lady de 23 anos tinha entrado nas instalações da polícia judiciária nas primeiras horas do dia 25 de Março. Cerca de duas horas depois, foi conduzido ao hospital central e declarado como morto.

Nilson Cruz, um dos advogados de defesa dos 9 agentes da Polícia Judiciária constituídos como arguidos, confirmou para o Téla Nón, a decisão da Juíza de Instrução Liudimila Tavares.

«Sim foi esta a decisão da juíza, num processo instruído de uma forma estranha. Não havia flagrante delito. Praticamente em 24 horas os 9 agentes foram constituídos arguidos», referiu o advogado.

Nilson Cruz, confirmou para o Téla Nón que dos 9 arguidos, 3 foram conduzidos a cadeia para aguardar julgamento em prisão preventiva. Outros 5 agentes foram para casa, mas em regime de prisão domiciliária. 1 deles recebeu a medida de caução de Termo de Identidade e de Residência.

O Téla Nón apurou que por razões de segurança, os 3 agentes da polícia ordenados ao cumprimento da prisão preventiva, foram colocados nas celas da Unidade para-militar de protecção dos dirigentes do Estado, a UPDE.

O caso da morte do cidadão Nelson Rita das Neves, nas instalações da Polícia Judiciária, já provocou a demissão pelo Governo do director geral do estabelecimento prisional do país.

O Téla Nón sabe que no quadro das consequências judiciais e políticas, a próxima cabeça a rolar, será do actual director/coordenador da Polícia Judiciária. O superintendente da polícia nacional Aurito Vera Cruz, que foi investido no cargo em Setembro do ano 2020, deverá cair antes de completar 1 ano a frente da Polícia Judiciária.

A Polícia Judiciária de São Tomé e Príncipe foi criada há cerca de 3 anos. O superintendente Aurito Vera Cruz, é o terceiro director da instituição, que a partir de hoje perde mais de metade do seu efectivo,( agentes e inspectores). Todos num total de 9, estão as contas com a justiça.

Abel Veiga

    12 comentários

12 comentários

  1. Vanplega

    6 de Abril de 2021 as 22:19

    Ñ custa nada o governo dar māos a palmatòria, reconduzindo director da cadeia ao seu lugar.

    Pelo comunicado, lido a publico pelo director da PJ dia seguinte ao acontecido, ele mentiu publicamente. Perante està situaçāo o senhor director da PJ, deve ser destituido imediatamente, nāo tem condições para estar a frente desta instituiçāo.

    Senhores politicos ou governantes:
    meta a frente da Policia Judiciaria, um MAJESTRADO, um JUÌZ
    Pessoa que conhece as leis da Republica.

    Para que serve tantos DOUTORES?

  2. Chacota

    7 de Abril de 2021 as 3:12

    Pelo menos já se vê luz no fundo de túnel.
    As pessoas têm que perceber que não podem abusar de poder de estado ao ponto de matar.
    Agora já me sinto confortado.

  3. Sem assunto

    7 de Abril de 2021 as 5:38

    É assim que aumenta a criminalidade, delinquência e vandalismo no país, estes elementos outrara afastados tornam se vulneráveis a todos tipos de acções acima descritas.
    Forma se inspectores, agentes, indivíduos de intervenção rápida e busca mas nunca formam homens,eis o pecado.
    Estes agentes da PJ sempre foram conhecidos como malcriados, violentos, autênticos assassinos, entretanto nunca se fez nada porque convinha as autoridades, o caso do jovem de Santana é um típico exemplo de como actua estes indivíduos.
    Investigar, requer domínio de inúmeras ferramentas, infelizmente eles só conhecem umas perguntas vazias e sem impacto e claro a toutura.
    Demissão sumária a todos, ao coordenador e claro a Ivete Lima, dita ministra da Justiça.

  4. Original

    7 de Abril de 2021 as 7:23

    Assim mesmo PJ não é para limpar sebo aos detidos e fazer justiça com as próprias mãos é uma mensagem negativa à população.

  5. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    7 de Abril de 2021 as 7:39

    O que esse povo quer afinal?. Criminalidade em alta e com tendência em aumentar, a mão dura exige….

  6. Perigo

    7 de Abril de 2021 as 9:08

    Já agora gostaria também que o ministério público levasse aos tribunais aqueles que mataram a criança em frente à Igreja universal e os que incendiaram a viatura da juíza.

  7. Povinho

    7 de Abril de 2021 as 11:08

    Aí sim já vejo a justiça fazendo alguma coisa. Deixem o tribunal trabalhar é para isso que foram colocados para servir e pôr ordens em casa. Os agentes da PJ não podem pensar que devem fazer tudo por abuso de forças.

    • Lima

      13 de Abril de 2021 as 11:41

      Mais o povo ou seja um cidadao qualquer tambem nao pode fazer aquilo que quer,sem respeitar as ordens da policia judiciaria,sem respeitar ordem da policia.Temos que saber respeitar as leis.Costuma-se dizer que ninguem deve ignorar a lei.Cada um tem que conher as leis respeitar-las e nao aplicar-segundo o seu bem entender.O senhor que morreu repito nao matou uma galinha ou um cao atravessando a estrada como é habito na terra.De facto ele nao deveria ser morto ou morrer sem ser julgado.Quando olharmos para isso tudo da impressao que, ninguem respeita ninguem,ninguem respeita a hierarquia.O diretor da cadeia nao pode decider de guardar o individo sem autorizacao.Ninguem vai a cadeia antes de ter ouvido da parte do juiz ou do procurafor da republica que ele vai preso mesmo se for por preventiva.A ministra da justica nao tem nada que interver nesses assuntos que dependem da policia judiciaria ,dos juizes.dos procuradores diretamente ligados a esses casos.O individo tinha direito a um advogado .Nesses assuntos ha procurador geral,ha advogado da parte de defesa ha o advogado da parte civil se nao estou no erro.Esclatecam-me por favor como fonciona o tribunal,a justica,a policia,a policia judiciaria que parece-me nao é a mesma que aquela que faz a circulacao ou que prende quando houve roubos e outros delitos menores e entao leva para o posto de policia que nao é a policia judiciaria.Estou enganada?
      UMA CIDADA A PROCURA DE ESCLARECIMETO.
      Esclarecam-me

  8. António cunha dos santos

    7 de Abril de 2021 as 12:05

    O que é que o coordenador tem aver com isto. Quando ele ainda esteve em missão?

  9. Santo

    7 de Abril de 2021 as 14:04

    Não será que a prisão dos agentes da PJ,trará consequência gravosa para a instituição no que concerne a investigação.
    O clima de “laisser fair, laissér passé” por parte de outros colegas, não virá acontecer?

  10. José daniel neto

    9 de Abril de 2021 as 6:44

    Muito obrigado pela atenção dispensada fala muito em s Tomé com esse processo a nossa policia ficará mais frágil e mão de criminosos agora podem matar violar roubar polícias agora nesse momento podes pedir apoia a polícia eles não aparecem com medo de qualquer reação ainda ser preso espero que não aconteça o que com D filtro Costa alegre depois o ladrão criminoso bateu a porta

  11. SEMPRE AMIGO

    17 de Abril de 2021 as 18:03

    Até onde nos querem arrastar com este vendaval? No exercício do poder político há assuntos que têm que ser abordados e resolvidos com a devida sabedoria do Estado, após uma criteriosa avaliação dos prós e dos contras.Que neste momento a crescente criminalidade vem-se instalando na sociedade santomense,é uma realidade vivida diariamente por todos nós.Temos estado também a assistir a uma excessiva politisação da vida dos santomenses.Tudo é feito, tudo é dito e decidido, com a preocupação principal de obter vantagens políticas pessoais ou de grupos.Levar a Justiça a tomar decisões ,submetida á pressões políticas e para proteger individualidades,é crime.

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