Política

PR constata recrudescimento do paludismo

Saúde é o sector que atraiu a atenção do Presidente da República Carlos Vila Nova, nos primeiros dias do seu mandato. Numa visita surpresa ao hospital central Ayres de Menezes, constatou carências já conhecidas por todos os cidadãos são-tomenses. Nem água tem o hospital central.

Dias depois, numa visita surpresa ao centro nacional de endemias, instituição que dentre outras missões faz a gestão e o controlo do comportamento do paludismo em São Tomé Príncipe, Carlos Vila Nova constatou que o paludismo, que já estava controlado, está agora a ressurgir.

«A verdade é que esta doença conhece recrudescimento. A região autónoma do Príncipe, que há dois anos se encontrava numa fase de consolidação para erradicação da doença, registou 7 casos de paludismo», afirmou o Presidente da República.

Há muito tempo que a ilha do Príncipe não registava sequer um caso de paludismo. A região autónoma estava na linha da frente do programa de erradicação da doença.

«Talvez não sejam só 7 casos, porque cada uma das pessoas infectadas constituem factor de multiplicação para contaminar mais pessoas…», alertou o Chefe de Estado.

Doença que segundo dados do ministério da saúde era responsável pela morte de centenas de são-tomenses em cada ano, o paludismo começou a recuar em São Tomé e Príncipe a partir do ano 2004. Altura em que o Estado são-tomense em parceria com o governo de Taiwan lançou uma ampla campanha de luta contra a doença.

O apoio financeiro e técnico de Taiwan, permitiu a redução drástica da doença, que para além de matar várias centenas por ano, tirava capacidade de trabalho a outros milhares de são-tomenses, e condenava muitos outros à invalidez ou demência, principalmente as crianças que eram atacadas pela variante do plasmodium que provocava o paludismo cerebral.

Ressurgimento do paludismo pode provocar uma verdadeira catástrofe sanitária em São Tomé e Príncipe. Ainda mais, quando segundo relatos de muitos pacientes infectados pela COVID-19, os sintomas provocados pelo vírus SARS-Cov-2 são quase idênticos, aos que o paludismo provoca nas suas vítimas, com excepção feita à dificuldade respiratória, que é característica singular da Covid-19.

«Se não tomarmos as medidas necessárias, voltaremos a ter o paludismo como um grande problema. Se calhar é preciso rever os programas, quando já estávamos na fase de eliminação, que se previa alcançar nos próximos dois anos..», pontuou o Presidente da República.

Na visita surpresa, ao centro nacional de endemias, o Presidente da República, prometeu reunir as forças vivas da nação em torno de uma mesa, «para de facto começar a mudar as coisas».

Carlos Vila Nova quer dialogar com todos, para evitar a catástrofe sanitária. «O contributo de todos será válido. O meu dá-lo-ei muito brevemente para que de facto se comece a modificar e melhorar as coisas», concluiu.

Abel Veiga .

    2 comentários

2 comentários

  1. José António

    20 de Outubro de 2021 as 17:06

    O país não tem Autoridade de Estado. Este é um país de bananas.
    Estamos a receber ajudas financeiras de parceiros internacionais e não sabemos por ordem na nossa casa para levar as coisas a sério. Como é possivel não aprovar uma lei que obriga a todas as pessoas a abrirem as portas para que a equipa de pulverização pulverize as casas. Numa situação destas, a pulverização das casas não devia ser uma questão voluntária. Eu não sou obrigado a apanhar o paludismo, quando o meu vizinho ignorante não aceita pulverizar a sua casa. E quando vem as consequências, tanto ele que não pulveriza, como eu e a minha familia que pulverizamos sofremos igual.
    Isto não pode ser.
    O que é que os ditos deputados, a Assembleia Nacional estão a espera para aprovar uma lei destas. São todos uma cambarda de ignorantes. Só sabem andar a pedir dinheiro.

  2. Hilaria Lima

    24 de Outubro de 2021 as 7:24

    TU tens que ter em conta que esse produto DDT se por acaso for, tem efeitos graves porque destroi a natureza e mesmo a sua toxixidade no Homem.O que seria importante é a capacidade de se obter vacinas capazes de lutar contra o paludismo. Infelizmente aqueles que sao capazes de o fabricar nao fazem e deves saber por que razao.Antes de tratares as pessoas de cambardas de ignorantes, o que fazes? Que ajudas tens dado nesse campo? Que pesqizas cientificas tens realizado para que um dia o paludismo desapareça na superfice da terra? Se tens progenitores tens -lhes orientado no campo da ciência?
    Tu dizes que so se recebe dinheiro, o que fazes para deixarmos de ser o que somos hoje, vivendo para nao dizer sobrivivendo so de ajuda externa? Todos temos e devemos continuar a ter esse direito de criticar mas tentemos dar tambem soluçoes praticas e nao so aquilo que imaginamos como sendo facil a por em pratica.A liberdade de cada um tem que ser respeitado. Olha o que tem acontecido com a vacina contra a COVID muita gente mesmo sabendo que é importante decidiram nao serem vacinados. O que fazer?Impor? Sera a solu9Ao? Penso eu que nao.Ha paises que votaram uma lei impedindo os nao vacinados de trabalhar, privando-lhes do salario, ams isso nao partiu a vontade deles de nao serem vacinados.
    Coragem reconheço que é frustante,mas o mundo é assim. Nao baixemos os braços mas esse produto ja foi condenado e interdito por aqueles que o fabricaram.Se é o mesmo que foi utilizado nos fins dos anos 70 e por ai fora o chamado DDT, ele é perigoso. Ele é peregrissimo se posso exprmir-me assim.Ja viste como desapareceram os camaroes, os ditos charocos, as borboletas, os morcegos,os passarinhos e mais e mais. Tudo isso devido esse produto que foi introduzido sem precauç,oes e que meteram em casas, nos pratos, nas malas, contendo roupas e que as pessoas foram utilizando. O mosquito continua fazendo das suas.O que tu , nos devemos fazer é engagear uma campanha para que nao haje garafas cheias de agua suja, latas velhas, aguas acumuladas, sugidades que sao viveiros dos mosquitos.Limpar sempre, os arredores para evitar a criaçao de mosquitos como tambem essas moscas todas, que invadem os pratos de comida. Esses insectos têm que continuar a existir nao podem ser eliminados completamentemas, mesmo os ratos têm que viver porque cada um tem a sua utilidade no ecosystema. O problema é que a nossa terra nao sabe ter higiene. Nos so queremos ter carros bonitos, roupas bonitas, mesmo vivendo ao lado da sugidades.Bom lutemos, estou de caordo consigo num campo, nao podemos passar a nossa vida so com ajuda e uma ajuda que, leva o pais cada vez para fundo porque ficamos intelectualmente dependente e talvez sempre fomos porque o colono nao nos permitiu refletir, sempre fomos assistidos tudo vinha de POTUGAL, de LISBOA, fazendos crér que seria por toda vida e hoje continuamos a utilizar essas ajudas porque elas continua achegar e a serem mal utilizadas.Sim tudo nao é culpa do colonialismo, mas isso deixou sequelas graves.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo