Política

CEN e PNUD apelam os partidos políticos a capacitarem os seus membros nas mesas de voto

A Comissão Eleitoral Nacional, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD), está a formar os gestores do processo eleitoral de 25 de Setembro.
As duas instituições apelaram os partidos políticos que vão participar nas eleições, no sentido de colaborarem na formação dos seus membros que integram tanto as Comissão Eleitorais Distritais como os membros das Assembleias de voto.

Os homens e mulheres que integram as comissões eleitorais distritais de São Tomé e a comissão eleitoral regional no Príncipe, são os chamados gestores do processo eleitoral. São eles que posteriormente vão formar os membros das mesas de voto.

Azevedo Armam(na foto), conselheira das Nações Unidas junto a Comissão Eleitoral Nacional, e formadora, recordou que no dia 25 de Setembro, os são-tomenses vão participar em 3 eleições. Por isso os membros das comissões distritais devem ser devidamente formados.

«São 3 eleições, ou seja, devem saber o que é preciso para a eleições legislativa, para a eleição autárquica, e para a eleição regional. É a segunda vez que isso acontece em São Tomé e Príncipe», afirmou.

A conselheira das Nações Unidas, acrescentou que os agentes eleitorais que estão a ser formados têm que se esforçar muito mais, para apreender os conhecimentos técnicos do processo eleitoral.

«As mesas de voto vão ter um documento plastificado com 30 passos, para que toda gente saiba. Passo 1 é para fazer isto…passo 2 é para fazer aquilo…Isso para que tudo fique claro e o processo seja transparente», sublinhou Azevedo Armam.

PNUD garante a capacitação dos agentes eleitorais, e promove acções de educação cívica em todo o país. Os partidos políticos são convidados a participar neste processo.

«Apelamos aos partidos políticos para que investissem mais na capacitação dos seus membros, porque o processo eleitoral em São Tomé e Príncipe está muito dependente dos partidos políticos», frisou a conselheira das Nações Unidas.

A conselheira da ONU junto à Comissão Eleitoral Nacional, reforçou que os membros das mesas de voto são indicados por cada um dos partidos políticos. «O delegado do partido político na mesa de voto, é quem tem a capacidade de fazer uma reclamação. Se eles não tiveram capacidade para o fazer, é onde começa os problemas todos..», pontuou.

A impreparação dos membros das mesas de voto, indicados pelos partidos políticos ou por candidatos às eleições presidenciais, está na origem de vários conflitos eleitorais que o país conheceu nos últimos actos eleitorais, nomeadamente nas eleições legislativas de 2018 e nas presidenciais de 2021.

Membros das Comissões Eleitorais Distritais em formação

«Estamos a dar manuais aos membros das comissões eleitorais distritais, e os partidos também podem ter esses manuais. Fazemos um grande apelo para que os partidos políticos em São Tomé e Príncipe, não se preocupem apenas com a campanha eleitoral. Mas que se preocupem também com as pessoas que eles vão ter nas mesas de voto no dia das eleições», pontuou Azevedo Armam.

Por sua vez a Comissão Eleitoral Nacional alertou os partidos políticos a agirem agora, porque não quer ser responsabilizada por falhas que possam vir a ocorrer nas mesas de voto.

«Espero que aprendam bem, e que executem bem no dia das eleições, para que não haja problemas. Porque normalmente quando há problema nas assembleias de voto a culpa cai sobre a Comissão Eleitoral», declarou José Carlos Barreiros.

O Presidente da Comissão Eleitoral Nacional reclamou que os problemas que ocorrem nas mesas de voto não tem nada a ver com a Comissão Eleitoral Nacional. «Porque quem faz as eleições em São Tomé e Príncipe são as candidaturas dos partidos políticos, e nas eleições presidenciais cada um dos candidatos», concluiu José Carlos Barreiros.

José Carlos Barreiros – Presidente da CEN

Comissão Eleitoral Nacional acelera nos preparativos para as eleições legislativas, autárquicas e regionais de 25 de Setembro.

Abel Veiga

1 Comment

1 Comment

  1. Dá para rir

    2 de Agosto de 2022 at 19:05

    Vocês das Nações Unidas só complicam, porquê que numa ilha dessa com tão poucas pessoas agora veem inventar um processo de 30 passos? É mesmo para criar confusão no momento de contagem. Não existe sistema informático? Onde é que está o apoio tecnológicos da vossa parte? Só têm discursos bonitos para dar entender ao nível internacional que no país tudo está bem, e que na verdade não está. Quem devia estar mais bem preparado e formado seria o presidente da
    CEN que tanto dinheiro ganha e não
    faz nada. Um bando de corruptos.

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