Política

CEN e PNUD criam condições para 7 mil eleitores portadores de deficiência participarem nas eleições

O PNUD garante que vai dar todo apoio para que as eleições legislativas, autárquicas e regionais de 25 de setembro sejam as mais inclusivas da democracia são-tomense.

123 mil 302 eleitores no país e na diáspora estão inscritos nos cadernos eleitorais para as eleições legislativas. Segundo o PNUD deste total, pelo menos 10%, mais de 7 mil eleitores são portadores de deficiência.

Katarzyna Wawiernia(na foto), representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em São Tomé e Príncipe, considerou o número de eleitores com deficiência como sendo «muito significativo, um grande número».

A representante do PNUD garantiu que «estamos convosco para que nessas eleições se faça história na promoção da inclusão».

AS declarações de Katarzyna Wawiernia, foram feitas na abertura da acção de formação e de troca de experiências promovida pela Comissão Eleitoral Nacional, em parceria com a Assessoria Técnica do PNUD, e dirigida aos membros da associação dos deficientes de São Tomé e Príncipe.

Na sessão realizada na quinta – feira, 31 de agosto, a Comissão Eleitoral Nacional, o PNUD, e a Associação dos Deficientes decidiram implementar um projecto de inclusão eleitoral.

«Vamos convosco criar as brigadas de apoio logístico para que os eleitores com deficiência possam votar. É um direito reconhecido pela constituição da República de São Tomé e Príncipe», reforçou a representante do PNUD.

O direito dos deficientes é também reconhecido pelos tratados e convenções internacionais das Nações Unidas e da União Africana.

No quadro das eleições legislativas, autárquicas e regional de 25 de setembro e pela primeira vez na democracia são-tomense, vai ser elaborado um mapa de localização dos mais de 7 mil eleitores com deficiência.

«Vocês estão a fazer história para o vosso país, para África e o mundo, porque essas eleições vão ser exemplo para outros países, sobre como ser inclusivo com os portadores de deficiência», sublinhou Katarzyna Wawiernia.

A Comissão Eleitoral Nacional destacou o princípio da igualdade de voto. Um princípio defendido pela constituição política.

«A igualdade de voto é fundamental num sistema eleitoral. Não há voto maior ou melhor do que o outro. Todos os votos têm o mesmo valor. No dia 25 todos os votos terão o mesmo valor», declarou Victor Correia, membro da CEN.

Para além da inclusão o apoio do PNUD pretende proteger os eleitores deficientes, da corrupção eleitoral. Segundo Arlindo Chissano, Presidente da Associação dos deficientes, «há eleitores com deficiência que para irem votar beneficiam de apoio de um determinado partido político, que o paga para ir votar e o leva na sua viatura», denunciou.

Com apoio do PNUD e da Comissão Eleitoral Nacional, os eleitores com deficiência vão ficar livres da influência partidária ou da compra de consciência na altura de exercer o poder político.

«Agora vamos trabalhar no terreno para que os deficientes com idade eleitoral, não vão às assembleias de voto no no transporte de partido político. Irão votar no transporte que as Nações Unidas vão alugar, e nós a associação vamos acompanhá-los até a Assembleia de voto. Depois de votarem levamos o colega de volta para casa», explicou Arlindo Chissano.

PNUD e a CEN unidos para promover, liberdade, justiça e inclusão nas eleições de 25 de Setembro.

Abel Veiga

2 Comments

2 Comments

  1. Gentino Plama

    1 de Setembro de 2022 at 18:13

    A morte lenta
    De algém atento a certos fenómenos que de forma consentida ou não, tem acontecido no País, e que, todos temos estado a assistir. Devia ter-se evitado pois, instituição com a responsabilidade na matéria existe, embora, o meio material ou outro, não estar a dispor para que se tomasse qualquer decisão. É certo portanto, que o mal afeta e de que maneira o nosso meio ambiente, e tende a por em causa o bem alimentar. Desde comum que as plantas que produzem fruta a qual alimentamos, com exceção do cacao e o café, que não precisou de fertilizante ou inseticida; a fertilidade do terreno devia a chuva abundante a umidade elevada, e as folhas que caíam purificando o solo. Por outro lado, o cuidado fitossanitário era de alguma maneira salvaguardado pelos servição alfandegário e aeroportuário às principais portas de entrada no País. Tem – se verificado o desaparecimento de Limoeiros, laranjeira e tudo quanto é o Citrino, desaparição presenciada por todos nós. O contrário desta, tem surgido de forma crescente e aceleradas espécies que não se sabe a sua proveniência mas, as ditas espécies poderão ter encontrada um terreno favorável ao seu desenvolvimento, e que domina quase todas as áreas limítrofe da cidade. (Esse é o limão; veio de Gabão) há quem diga que, terá sido os Taiwaneses quem terá introduzido a espécie no País. De igual modo, a bananeira tende a segui a mesma via dos citrinos, pois, o seu espaço está sendo invadido pela designada “Banana de Gabão” com a característica de adaptar a qualquer terreno, e produz-se no período de tempo inferior a nossa.
    Certas plantas partilham o mesmo espaço com outras; elas lança toxina que impedem o desenvolvimento da outra, ou poder- se-a causa-la a morte.

  2. sol

    2 de Setembro de 2022 at 14:34

    Nem me apetece assistir TVS. É só campanha do MLSTP. Agora sim percebi que Patrice é uma afronta para JBJ e Delfim. Fodasssssssse.-
    Pedra está mesmo a acabar em S.Tomé.

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