Política

A eliminação do Paludismo em 2028 está em risco

A confirmação do risco foi dada por Didiena Vilhete, coordenadora do programa nacional de luta contra o paludismo na abertura de um seminário que envolve os parceiros internacionais que apoiam o país no combate contra a doença.

2028 é a meta para São Tomé e Príncipe eliminar o paludismo. Mas, o arquipélago continua a registar aumento de casos.

«Actualmente os casos do paludismo continuam muito elevados. O seminário visa encontrar junto aos parceiros a solução para a situação do paludismo no país», afirmou a coordenadora do programa nacional de luta contra o paludismo.

FOTO : Didiena Vilhete / Coordenadora do Programa de Luta Contra o Paludismo

A pulverização das casas e a utilização dos mosquiteiros, são medidas que a população não tem acatado, explicou Didiena Vilhete. A resistência da população compromete também a vigilância epidemiológica.

Os 4 distritos mais populosos na ilha de São Tomé, nomeadamente Água Grande, Mé-Zochi, Lobata e Cantagalo registam aumento do paludismo, em Lobata a incidência é maior.

Até as regiões que estão na fase de pré-eliminação, como o distrito de Caué e a Região Autónoma do Príncipe passaram a registar focos do paludismo.

«São distritos onde deveríamos ter zero casos autóctones. Mas infelizmente já tivemos casos da doença nas duas regiões o que torna mais difícil a eliminação em 2028», precisou a coordenadora do programa de luta contra o paludismo.

Uma situação que põe em risco a eliminação da doença em 2018. «Está em risco, mas ainda não está perdido. Este seminário é uma das soluções para definirmos a melhor estratégia», frisou.

China é o principal parceiro de São Tomé e Príncipe na luta contra o paludismo. A embaixadora Xu Yingzhen realçou as acções em curso para combater a doença.

«A parte chinesa ajudará a elaborar uma nova estratégia anti paludismo caracterizada pelo tratamento em máxima com o auxílio de medidas anti vectorial», declarou a diplomata chinesa.

O apoio da China permitiu ao centro nacional de endemias criar um sistema de registo de casos do paludismo. A busca activa dos casos foi implementado a par do tratamento preventivo do público-alvo.

O combate à doença que representa o maior problema de saúde pública em São Tomé e Príncipe, é longo e cheio de desafios. Ângela Costa, ministra da saúde que abriu o seminário apelou ao apoio dos parceiros internacionais.

«A prevenção e o controlo eficaz do paludismo requere um esforço contínuo e coordenado», pontuou a ministra da saúde.

O Ministério da Saúde reúne os parceiros internacionais num hotel da capital São Tomé, para acelerar a campanha de eliminação do paludismo. 

Abel Veiga

4 Comments

4 Comments

  1. Atento

    7 de Agosto de 2024 at 21:52

    A culpa é do colono branco

  2. Jorge Semeado

    7 de Agosto de 2024 at 23:48

    A implementação de um programa eficaz de vacinação contra malária é a medida mais eficaz. Já existem vacinas contra a malaria. Estão a espera de quê? São 3 doses por indivíduo. Somos 200 mil habitantes, adquiram 600,000 doses da vacina e avancemos com a campanha, vacinando toda a população, sem deixar ninguém para trás. Depois será necessário continuar com a vacinação apenas dos recém nascidos. É assim tão difícil? Após 3 anos, estando todos vacinados, nao haverá reprodução de plasmódios nos seres humanos e fica assim cortada a cadeia de reproducao de mosquitos anopheles e consequentemente fica erradicada a malária. Fogo!!! Uma aldeia de duzentos mil habitantes não consegue resolver absolutamente nada? Mas tem dirigentes cheios de banga? Gerir duzentos mil habitantes é assim tão difícil? Energia: niet. Erradicação da malária: niet. Água para todos: niet. Desporto: uma vergonha. Saúde pública: um desastre. Merenda escolar: niet. Aeroporto: minha nossa senhora. Porto: a base de rebocadores e batelões da idade média. Habitações da marginal: do séc passado. Só somos campeões em realização das eleições. De eleições em eleições. A nossa aldeia está dando 2 passos para frente e 3 para trás. Só mas notícias. Para quando o arranque do hospital com fundo do Kuwait? Os 17 milhões de dólares sumiram? Dirigentes cabeça água-água.

  3. Sem assunto

    8 de Agosto de 2024 at 7:00

    A comunicação social por vezes parece esquecer do caso, dão tempo de antena de horas para nada.
    Temos o exemplo da Rádio Nacional aos domingos, salvo erro das 09h as 10h com o programa “a hora da saudade”, a final o que vem a ser isto? Duas três semanas consecutivos falando do Kassav, música antilhana,etc. Esta é a prioridade no país?
    Logo em seguida vem programações das 10h-13h, curiosamente com o mesmo jornalista, aonde o mesmo fala 30s- 45s em cada faixa musical de 3m-4m. Este é somente um exemplo que busquei, certamente haverá muito mais.
    É muito tempo ocupado com o nada, descartando o necessário.

  4. JuvencioAO

    10 de Agosto de 2024 at 17:27

    Uma coisa é certa!

    A tentativa de eliminação do paludismo já passou por cerca de quatro décadas. Com a MEP e suas pulverizações intra domiciliares, o DDT, os mosquiteiros impregnados com insecticidas, etc, etc.

    Não se conseguiu a eliminação.

    Possivelmente ainda não se descobriu as verdadeiras causas da existência do paludismo e proliferação dos mosquitos anopheles.

    Eis o que penso como cidadão:

    1. Esta é uma questão melindrosa, que também merece crítica para que supostamente as autoridades possam se alertar.

    2. Passaram cerca de quatro décadas e o POVO tem consentido que constantemente se pulverizem as suas casas e, neste momento, ainda alguém é capaz de afirmar que nesta ou naquela região a população é resistente. Não parece ser resistência, mas CANSAÇO DE MUITAS PULVERIZAÇÕES QUE NUNCA LEVAM À UMA SOLUÇÃO.

    3. Penso que a má urbanização pode ser uma das causas. Trata-se de um problema que precisa ser resolvido o mais depressa possível.

    2. Penso que as nossas casas, que são cultural e precariamente feitas, na sua grande maioria, de madeira precária, servem de ALBERGUE dos mosquitos, pois estes podem sair e entrar quando quiserem, já que a estrutura dessas casas permite que assim seja.

    3. Por essas duas razões (habitação e urbanização) eu penso que o paludismo nunca acabará enquanto os governos não optarem por uma URBANIZAÇÃO PERFEITA com cabeça, tronco e membros e o desenvolvimento de uma HABITAÇÃO que não serve de ALBERGUE DE MOSQUITOS.

    Se bem que as autoridades não ligam patavina pelos comentários mas, de qualquer modo, aqui ficam essas dicas para a posteridade

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top