Depois de várias denúncias nos últimos dois anos de falta de medicamentos básicos nos hospitais de São Tomé e Príncipe, e de mortes de cidadãos à míngua os médicos entraram em greve no dia 24 de outubro.
Exigiram apenas o cumprimento dos vários memorandos de entendimento assinados com o governo, que prometeu assegurar o fornecimento dos medicamentos, e consumíveis hospitalares.
Confrontado com a greve dos médicos o governo reagiu de forma célere, e conseguiu importar por via aérea um primeiro lote de medicamentos de urgência.

O gabinete do primeiro-ministro colocou no Facebook as imagens de carrinhas a transportar as primeiras placas de medicamentos para salvar vidas no hospital central Ayres de Menezes e nos postos de saúde dos distritos.
«Segundo o director do Fundo Nacional de Medicamentos, ao longo das próximas semanas outros lotes chegarão, também por via aérea, e está em curso o carregamento maior por via marítima», lê-se na nota informativa do governo no Facebook.
O governo acrescenta que finalmente os medicamentos chegaram no último sábado, e que já estão a ser distribuídos às unidades hospitalares do país.

Cansados do incumprimento pelo governo do compromisso assumido em vários memorandos de garantir o fornecimento de medicamentos aos centros de saúde, os médicos entraram em greve.
A manifestação do governo na página do Facebook dando conta que já conseguiu atender a reivindicação dos médicos, pode contribuir para pôr fim à greve geral, que a classe médica prometeu suspender, só depois de os medicamentos e consumíveis serem realidade nos hospitais.
Abel Veiga
ANCA
28 de Outubro de 2024 at 12:08
Existem muitas outras deficiências no nosso sistema e serviços de saúde(assim como nos serviços de administração publica) como;
Infraestruturas, equipamentos, materiais, os quadros para o sector da saúde, a formação interna, a especialização, as regras, os procedimentos, a avaliação de desempenho, a compensação, avaliação dos serviços, as estatísticas, o financiamento, a liderança, a gestão, a administração.
Preciso medidas, mudar de paradigma, visão estruturação, organização, rigor, responsabilização, sustentabilidade, nos serviços
Isso diz respeitos a todos nós enquanto cidadãos, sindicatos, as ordens profissionais, a sociedade civil, organizada, as instituições, os órgãos dos governos, os governos regionais, as autarquias locais, a administrações dos serviços, etc…
Pratiquemos o bem
Pois o bem
Fica-nos bem
Deus abençoe São Tomé e Príncipe