Política

Contra tudo e todos “Patrice Trovoada” avançou com as taxas aeroportuárias

As novas taxas aeroportuárias entraram em vigor no dia 1 deste mês de dezembro.

O primeiro-ministro prometeu e cumpriu. Segundo Patrice Trovoada, a decisão é necessária para a modernização do aeroporto internacional do país.

É importante que as pessoas entendam que isso faz parte de uma política de desenvolvimento global do nosso país, especialmente no que diz respeito à conectividade aérea e ao turismo. O país precisa crescer rapidamente e, às vezes, isso exige um pouco de sacrifício de alguns” -disse o Primeiro-ministro.

Contra tudo e todos, Patrice Trovoada avançou com a sua implementação não obstante os gritos que surgiram de todos os quadrantes, incluindo do Presidente da República.

Um grupo de três juristas são-tomenses entregou no ministério público de São Tomé e Príncipe uma denúncia pública contra o governo. O grupo quer que haja responsabilização criminal.

Nenhuma resolução tem o poder de revogar um decreto. Não se trata de uma atualização de taxas, mas sim de um aumento brutal que prejudica o próprio estado, permitindo que se utilize dinheiro público, dinheiro de todos nós, para pagar uma taxa de viagem que, segundo o presidente do INAC, será entregue a uma empresa turca” – lamentou Augério Amado Vaz.

O MLSTP diz que se está perante uma situação de deslealdade institucional.

Além da violação da lei que este contrato e essas taxas representam, também se trata de uma questão de deslealdade institucional por parte do governo em relação ao Presidente da República“-sublinhou, Raúl Cardoso, líder da bancada parlamentar que anunciou um pedido de debate na Assembleia Nacional.

O movimento BASTA pediu a intervenção imediata do Supremo Tribunal de justiça, nas vestes do tribunal Administrativo.

 “Apresentamos uma ação solicitando ao Tribunal que ordene a suspensão e anulação da Resolução Nº36/2024, que fixa os absurdos montantes das taxas aeroportuárias, causando agitação na sociedade santomense e na diáspora” – avançou Salvador dos Ramos, Coordenador do Movimento.

A ADI, partido no poder, diz não compreender a revolta de muitas pessoas e instituições com responsabilidades acrescidas, perante aquilo que considera uma simples decisão.

A perca de uma pequena comissão não pode ser fundamento para tanta revolta e perda de sentido dos juramentos feitos e dos desafios que sobre todos nós impendem” -destacou Alexandre Guadalupe, porta-voz do partido.

O Presidente da República que foi o primeiro a insurgir contra as taxas que disse ter vetado em agosto, deixou uma advertência ao primeiro-ministro.

Eu me ausentarei por alguns dias. O que tiver que acontecer, acontecerá de acordo com a lei. Penso ter sido claro. Não devemos complicar ainda mais a vida das pessoas. A paz, a harmonia e o bem-estar não têm preço, e uma crise política forjada neste momento não traz benefícios a ninguém” – advertiu Carlos Vila Nova.

Certo é que as taxas aeroportuárias já estão em vigor. Quer o Ministério Público, quer o Supremo Tribunal de Justiça não reagiram às ações interpostas e muito menos a mesa da Assembleia Nacional.

O Presidente da República regressa, tudo indica, esta semana ao país. O quê que vai anunciar ao país e ao mundo? É a pergunta cuja resposta todos aguardam com ansiedade.

José Bouças

6 Comments

6 Comments

  1. Joao Batepa

    4 de Dezembro de 2024 at 8:57

    Tanto o ministério publico como o surpremo de justiça está nas mãos do Patrice há muito tempo! Mudos e calados em troca de cedências e “paz”.

    Patrice quer ser despedido. É a sua estratégia.
    Uma estratégia que coloca o Vila Nova a deterioração do estado das coisas do país.

    O País deve ser livre do Patrice imediatamente.

  2. ANCA

    4 de Dezembro de 2024 at 12:49

    Ate então os varios governos que tem responsabilidade no estado em que o país se encontra, têm tido a cultura de nada clareza, nada de comunicação, nada de transparência quanto as medidas, acordos, investimentos, nada de debates de ideias, nada de aceitação da ideia contrária, etc etc,….

    O tempo é de mudança de paradigma, mudança desta cultura de falta de transparência, de comunicação, de abertura, falta de clareza nos pormenores, que tanto prejudica o país, o povo, o território, a administração, isto serve para todos actores e instituições politicas, o governo, as autarquias, o governo regional, dentro das instituições do país.

    É necessário a cultura de exemplo, naquilo que é a comunicação, a clareza, a transparência na gestão do que é publico ou privado, …porquê?

    Somos um território/população/ administração, pequeno com dupla insularidade, poucos recursos, fragilidades imensas se queremos o desenvolvimento sustentável há que conectar com os anseios da população que é essencialmente jovem, explicar sem complicar, para estimular a participação, o entusiamo de querer viver e contribuir para a modernização do país, os sinais hoje de fuga e abandono do território são claros, há que saber ler, a agirmos de forma diferente, na política, na gestão da coisa pública, exige-se modernidade de actuação, do modo de fazer, estar comunicação, pôr a população acreditar que é possível juntos invertemos a nossa realidade.

    Quando jamais se comunica, ou se é transparente da azus a especulação, ma interpretação, sensação de corrupção, etc…todos sabemos disso.

    Hoje temos mais de metade da nossa população sem acesso a água potável, o que constitui um grave problema de saúde publica, é preciso que nós São Tomenses debatamos o problema, a classe politica, os tecnicos, a sociedade civil organizada, analisar, propor encontrar as melhores soluções,…e jamais somente criticar, deitar abaixo.

    Quanto as taxas, anunciou-se investimentos de cerca de 300 milhões em quarenta e nove anos, aumenta-se as a taxas aeroportuária em cerca de 300%, ainda que seja para o bem, há que se explicar o meandros e termos deste acordo com a empresa Turca, para que se fique claro e transparente, desta maneira estará a se transmitir a ideia de governança, boa gestão da coisa publica a geração futura, há que pensar nisso, e jamis estou a safar, estou a conseguir,…isto de nada serve, casa onde falta pão, todos saem a perder, quer a curto, medio, longo prazo, ainda que possam viver no estrangeiro.

    Precisamos de cultura, do exemplo, de amor a terra, a suas gentes, emprego, melhoria de qualidade de vida.

    Este é tempo de intendimento, clareza e transparência, jamais de crises internas

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

  3. Renato Cardoso

    4 de Dezembro de 2024 at 13:45

    Quando a rapaziada travestida de presidente e chefe de governo consideram que estão prontos e têm solução para dirigir e desenvolver às Ilhotas;dá nestas palhaçadas!
    Para sair-se desta pouca vergonha aconselha-se o presidente a pedir desculpas ao seu patrão que é o pintakabra!

  4. Arnaldo Sousa

    4 de Dezembro de 2024 at 16:57

    Compatriotas
    A culpa não é do Patrice, mas sim desta corja patetica que está a sua volta. Ouviram as cagadas que este imbecil do Alexandre que nem conhece a sua mão direita disse na comunicação social a respeito das taxas?

    São esses os defensores deste homem, a semelhança daquele Deputado Analfabruto do ADI de nome Jorge Bondoso. Assim vai STP.

  5. Fernando Rocha

    4 de Dezembro de 2024 at 17:01

    Pais de burros e estupidos não vai para lado algum. Olhem para o Pedro Carvalho. Agora em Macau representante para a área Comercial e de Negocios de STP. Que Deus nos Acuda.
    Corja de ignorantes. Este país conduzido por este psicopata de nome Patrice Trovada tem futuro? Duvido.

  6. VAI TU

    5 de Dezembro de 2024 at 13:05

    A aplicação das taxas já, apresentadas tem um aspecto dúbio.
    Não se conhecendo o contrato de exploração ficasse com dúvidas.
    Este “grupo” Turco, é financiado por todos os passageiros antes de fazer qualquer investimento. Senão vejamos, a 180 Euros passageiro, receberá cerca de 600.000,00 Euros/mês.
    Não conheço o mapa de programa de investimento, mas temos a receita anual de cerca 7.500.000,00 é muito dinhheiro, sem ver nenhum investimento do “grupo”?
    Pudemos dizer que é um negócio da china, nós damos o porco e recebemos uma salsicha

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