Partido de Convergência Democrática
COMUNICADO
Compatriotas
O Partido de Convergência Democrática, PCD, acompanhou com toda a perplexidade o surgimento e o desenvolvimento da crise política no país a qual, no seu entender, se afigurou inútil e desnecessária embora previsível e inevitável perante o comportamento impróprio, inadequado e inconveniente do ex-Chefe do Governo, Senhor Patrice Trovoada e para o qual o PCD já tinha denunciado em diversas ocasiões.
Espera o PCD que a nomeação de um Governo seja uma oportunidade para se pacificar o país e tranquilizar os santomenses, de modo a que seja possível regressar-se a um clima de normalidade democrática que transmita serenidade e permita a resolução dos graves problemas sociais e económicos com que o país se confronta ao nível da educação, da saúde, do emprego, especialmente para os jovens, assim como ao nível do crescimento económico com os apoios aos agricultores e aos comerciantes, às palaiês e aos pescadores e outros agentes da vida económica.
A oportunidade que foi agora concedida ao Partido ADI deve ser aproveitada para mudar o rumo e iniciar uma era de diálogo com a sociedade e com as outras forças políticas tendo em conta que o país não é pertença de nenhum partido político e o facto de um partido vencer as eleições isso não significa que lhe foi feita nenhuma concessão de direitos de exploração.
O PCD continuará por isso atento ao desenrolar da vida política no país e tem a expectativa de que o novo governo possa manter uma relação de respeito constitucional e institucional com os outros órgãos de soberania, nomeadamente com o Senhor Presidente da República, com a Assembleia Nacional e os Tribunais, sem a tentação de pretender se impor a nenhum deles.
O senhor Presidente da República, sendo constitucionalmente o mais alto magistrado da Nação, já não poderá deixar repetir, nem evoluir, as atrocidades cometidas no passado e deve assegurar que o mais depressa quanto possível seja divulgado o relatório sobre os acontecimentos do 25 de Novembro para o cabal esclarecimento da nossa sociedade.
Esta é também a ocasião para se encarar, com respeito, as reivindicações dos professores, dos profissionais de saúde e outros grupos profissionais, para melhorar os salários da administração pública, de modo que o aumento do consumo se transforme na alavanca de crescimento da nossa economia.
S. Tomé, 11 de Janeiro de 2025
João do Sacramento Bonfim,
Presidente
ANCA
13 de Janeiro de 2025 at 16:32
É tempo de clareza, de verdade, de transparência, de pedagogia em vez de demagogia.
Relativamente ao aumento de salário;
Uma pessoa, ou um país, que tem dividas avultadas, não trabalha, jamais produz, vai pedir aumento de salários? Ou vai se endividar ainda mais?
Sejamos claros, coerente, transparentes com este povo, quanto a situação financeira e económica do país.
Somos um país pobre, pequeno, de dupla insularidade, com dividas avultadas, dependente de ajuda externa, paea leavar a cabo compromisso de melhorias de desenvolvimento interno, onde o desempenho da economia tem sido nulo, nos últimos anos.
Conferem senhores políticos, aumentos de salários acima de uma determinada percentagem, prejudicaria ou não a economia e finanças do país?
Sejamos claros, o tempo é de verdade.
Em vez disso os partidos políticos l, a sociedade civil, devem propor medidas ou políticas sectoriais de desenvolvimento capaz de tirar o país da situação em que se encontra.
Pratiquemos o bem
Pois o bem
Fica-nos bem
Deus abençoe São Tomé e Príncipe