Política

Fracassou o objectivo central da visita do primeiro-ministro a Portugal

O Primeiro-ministro Américo Ramos regressou da viagem a Portugal sem cumprir o objectivo principal da visita, o encontro de trabalho que tinha sido agendado, com o seu homólogo português Luís Montenegro.

«Em Portugal deveria encontrar-me com o primeiro-ministro português. O encontro estava devidamente acertado, mas infelizmente não aconteceu devido à situação política vivida em Portugal, como todos sabem nos últimos dias», afirmou o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe.

A queda do primeiro-ministro de Portugal era previsível, antes mesmo de Américo Ramos deixar São Tomé na última semana rumo a Lisboa.

Américo Ramos não se encontrou com o governo português, mas reuniu-se com a comunidade santomense radicada em Portugal. Mais de 20 mil santomenses residem e trabalham em Portugal, mas as remessas enviadas ao arquipélago não têm impacto na economia nacional, ou na balança de pagamentos.

O Chefe do governo disse que o diálogo com a comunidade na diáspora foi muito importante e que o executivo já começou a agir no sentido de impulsionar a participação da mão de obra emigrante no crescimento económico do país.

«O governo começou a facilitar a remessa em espécie através de isenções alfandegárias e pretende a nível financeiro aligeirar algumas taxas para permitir que os emigrantes possam enviar os seus recursos para São Tomé e Príncipe em condições preferenciais», explicou.

Outras medidas vão ser implementadas nos próximos tempos, como «potencializar o estatuto do emigrante investidor, e criar uma plataforma onde os emigrantes possam tomar conhecimento e participar no investimento em São Tomé e Príncipe. São medidas que vamos implementar nos próximos dias, para permitir a participação activa da diáspora no desenvolvimento do país», pontuou Américo Ramos.

Assim que terminou a reunião com a comunidade santomense, o Primeiro-ministro teve urgência em regressar a São Tomé, e apanhou o voo da transportadora aérea angolana, TAAG.

«A necessidade de chegar mais cedo ao país para resolver problemas internos fez com que eu fizesse a viagem via Angola. Precisamos trabalhar e não faz sentido ficar mais 2 dias em Portugal, quando podemos utilizar este meio e chegar mais rapidamente a São Tomé e Príncipe», defendeu o chefe do governo.

O governo da ADI liderado por Américo Ramos diz que trabalha para transformar São Tomé e Príncipe sem deixar ninguém para trás.

Abel Veiga

5 Comments

5 Comments

  1. MADIBA

    13 de Março de 2025 at 16:09

    Pois é, a capacidade calculista aplica-se em tudo quanto fazemos nas nossas vidas. Tanto faz, de forma pessoal, nas organizações com ou sem fins lucrativos, na política e na diplomacia. Há mais de uma semana que a situação política portuguesa era de prever o desfecho que hoje sabemos. Como é possível, que o senhor 1º Ministro, com tantos assessores, não conseguiu analisar com ponderação essa situação? Ao ponto de, apenas dar um passeiozinho a Portugal. Dinheiro mal gasto, por culpa do improviso. Aí está, há 50 anos que estamos nessas brincadeiras. Sai uma música e o ritmo continua o mesmo. A pobreza intelectual continuar a ceifar os nossos sonhos e a destruir todas as nossas perspetivas de desenvolvimento. Deus acuda S. Tomé e Príncipe.

    • António Nilson

      14 de Março de 2025 at 17:26

      Há relatos conflitantes sobre eventos recentes. Foi sugerido que a discussão ocorreu em Portugal com Patrice Trovoada, ou que um pedido de assistência financeira foi feito em Luanda, Angola. A saída de Ilza do Ministério da Justiça em situação nada ideal, seguida por sua nomeação para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, levanta sérias questões sobre a lógica por trás dessa decisão. De facto, gera o interesse público em saber qual foi o progresso significativo do seu desempenho face à situação desastrosa sobre a justiça em São Tomé e Príncipe.

      Além disso, a falta de uma declaração pública do atual Primeiro Ministro Américo d’Oliveira dos Ramos sobre a proposta de indenização de € 400.000 oferecida por Patrice Trovoada justifica uma investigação mais aprofundada. É de recordar que “que o ex-Primeiro-Ministro Patrice Trovoada e o seu Governo concordaram em pagar cerca de 400 mil euros ao Américo Ramos, ex-ministro das Finanças detido injustamente em 2019”. A quantidade significativa e a suscetibilidade percebida do Sr. Ramos à influência levantam preocupações sobre transparência e responsabilização. É imperativo que o governo são-tomense aborde essas questões de forma aberta e transparente, garantindo que todas as transações financeiras e nomeações ministeriais sejam sujeitas a um escrutínio rigorosamente. O povo de São Tomé e Príncipe merece total responsabilização dos seus líderes.
      Esta viagem a Lisboa não fez qualquer sentido e é injustificável.

  2. SEMPRE AMIGO

    13 de Março de 2025 at 17:37

    “A queda do primeiro-ministro de Portugal era previsível antes mesmo de Américo Ramos deixar S.Tomé na última semana.”…. O filho de um deus menor…???

  3. Jorge Semeado

    13 de Março de 2025 at 17:43

    Palmas para o PM, ao viajar no voo regular da TAP, STP Airways, da TAAG ou de outras Transportadoras Aereas quaisquer e fazendo escala se necessário for. O exemplo de austeridade deve vir de cima (dos Políticos, Dirigentes e Governantes) para que a raia miúda/povo siga o exemplo. Não faz sentido os de cima pedirem aos de baixo para apertarem os cintos, enquanto os de cima continuam no “regabofe” desmedido. Antecipou o regresso pela TAAG, poupando 2 dias de ajuda de custo, diária de hotel, alimentação, transporte, etc. É assim que se gere um país sem recursos. Poupar, poupar e poupar é o lema. Aliás, tenho expressado neste portal que este PM é economista. E se de facto o é, será sua obrigação demonstra-lo no dia a dia da sua governacao, nestes pouco mais de 500 dias, dando outro rumo ao pais. É possível. Que tal os governantes, dirigentes e políticos passarem a deslocar-se em viaturas mais econômicas, em termos de cilindradas? Isto também é poupar.
    Não é justo que a diáspora se sacrifique a sol e gelo, para enviar remessas a STP e os políticos, dirigente e governantes deslocarem em viaturas de alta cilindrada, num sinal de dispesismo total, a custa dos impostos dos cidadãos. Este modus Vivendi não estimula envio de remessas ao país.
    A ora de viragem para o desenvolvimento e essa, com atitudes simples mas assertivas de poupança a cada oportunidade. Chega de viagens em aviões fretados, um autentico luxo na miséria.
    Mais uma vez, Palmas para o PM.

  4. Zé de Neves

    13 de Março de 2025 at 17:55

    curioso… ir a Portugal pedir aos emigrantes santomenses fugidos da miséria que lhes enviem dinheiro!!! Enviem que “eles” dão cabo de tudo num instantinho.

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