Educação de qualidade é um dos objectivos de desenvolvimento sustentável, proposto pelas Nações Unidas. Garantir que as crianças tenham acesso às escolas é uma das exigências deste objectivo de desenvolvimento sustentável.
Índia respondeu o pedido feito pelo governo santomense, para que as crianças das regiões mais isoladas pudessem continuar a ter acesso ao ensino. O embaixador da Índia em São Tomé e Príncipe, Deepak Miglani, entregou à ministra da educação, cultura, ciência e ensino superior, Isabel de Abreu, as chaves de 6 autocarros para transporte escolar.




Mas antes disso, as crianças da escola básica da Vila de Caixão Grande no interior da ilha de São Tomé, vieram à cidade capital para testemunhar a recepção pelo ministério da educação dos novos meios de transporte escolar. Foram os primeiros passageiros do autocarro de marca EICHER fabricado na Índia.
Jamiel Fernandes, um dos alunos da primeira classe da escola de Caixão Grande, definiu para o Téla Nón para que serve o autocarro. «Autocarro serve para transportar crianças de casa para escola e de escola para casa», disse o menino.


Uma definição certa, pois o objectivo principal é mesmo garantir o acesso às escolas. Desta vez os professores também passam a ser beneficiários do transporte escolar para chegar às escolas das regiões mais isoladas do país.
«Para o ministério da educação é um ganho muito importante porque veio melhorar a nossa frota. Tínhamos uma frota de 30 autocarros, hoje só restam 20, e esses 20 autocarros estão sempre na manutenção. Esses 6 novos autocarros vão melhorar a nossa frota de transportes escolares», revelou Isabel de Abreu, a ministra da educação.
O donativo da Índia contribui para uma educação de qualidade. Educação é o alicerce para o desenvolvimento de qualquer país. O embaixador Deepak Miglani enquadrou o gesto solidário para a educação nacional como sendo a cooperação do Sul-Global. A Índia é membro dos BRICS, a organização que promove a cooperação e a ascensão dos países do Sul Global.
«Este é um contributo da Índia no quadro da cooperação do Sul Global», frisou o embaixador.

As relações entre os dois países, são segundo o diplomata da Índia “cordiais”. «Estamos convictos que este presente vai aliviar as necessidades do país. Vai permitir que o transporte dos estudantes e dos professores seja mais barato e seguro», pontuou o embaixador da Índia.
Para além de garantir o acesso dos alunos e professores aos centros de ensino, a cooperação com a Índia, está a formar professores santomenses em língua inglesa e em pedagogia.
A Ministra da educação aproveitou para anunciar que dos 6 autocarros, 1 será destacado no distrito de Caué no sul da ilha de São Tomé, exactamente para garantir o transporte dos estudantes universitários. A ilha do Príncipe também vai receber 1 autocarro novo.
«Eu quero agradecer à embaixada da Índia pelo gesto, e que esse gesto seja também repetido por outros países amigos», concluiu a ministra da educação.

Isabel de Abreu apelou aos encarregados de educação e aos próprios alunos a preservarem o transporte escolar. Afinal de contas, é meio que assegura o acesso ao conhecimento para centenas de crianças e jovens de São Tomé e Príncipe.
Abel Veiga
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Jean Claude Bernaurd
11 de Abril de 2025 at 9:56
A senhora Ministra deve introduzir regras de conduta e boas praticas para o uso dos autocarros.
1. Cada autocarro 1 e/ou 2 motoristas no máximo;
2. No processo de passagem de u para outro, um relatório explicativo com o ponto de situação deve ser feito, dando conta do Estado do veiculo( em caso de férias ou doença de um dos motoristas);
3. Um prémio/incentivo deve ser estabelecido ao final do ano para aqueles que preservarem e/ou cuidarem bem dos seus veículos;
4. Os maus motoristas devem ser sancionados.
Jorge Costa
11 de Abril de 2025 at 10:54
O nosso grande problema é a manutenção, com as estradas que temos e o desrespeito a lotação, não vai durar muito.
EX
11 de Abril de 2025 at 11:58
Meus parabéns as nossas crianças agradecem, so esperamos que os motoristas sejam dedicados e cuidem bem das viaturas
José Luís Jesus
11 de Abril de 2025 at 20:37
Os autocarros andam superlotados, alunos de pé, Deus tem nos ajudado a levar e trazer esses alunos as suas respectivas casas.
JuvencioAO
12 de Abril de 2025 at 6:35
Penso que os transportes escolares nunca serão boa coisa para STP em zonas urbanas.
Transportes coletivos com passes para os estudantes seriam uma muito melhor solução.
Mas para as zonas rurais, onde não será possível transportes colectivos, aí sim, os transportes escolares faziam melhor sentido.
Os transportes escolares, são, de alguma maneira, importantes, mas de forma como são geridos, só servem para fazer alguns políticos de bonitões da praça e mais nada.
Os políticos devem lutar para restabelecer os serviços de transportes públicos.
Todo o resto é somente para fazer o boi dormir.
Felicidade
12 de Abril de 2025 at 7:22
Sao carros que o governo deveria comprar.
Nenhum país deve dar ajuda a STp. Os novos ministros receberam carros novos. Dinheiro veio de onde?
Jeeps novos para seu conforto quando deveriam racionar o dinheiro e encaminhar para a população.
Mal Américo ramos entrou, foi a Nigéria em visita privada que virou visita do estado.
Américo ramos é muito corrupto tem as coisas em nome de testas de ferro.
Quem não se lembra que quando foi preso disse que só tinha uma casa e dois carros mas esbanja frota de carros de alta cilindrada.
COELHO
12 de Abril de 2025 at 10:08
Necessidade de trabalho, organização, rigor interno.
Desde de logo agradecer a Índia, este gesto e parceria de ajuda.
É tempo de organizar melhor as finanças internas, poupanças, fundos de reserva, fundo de manutenção(pois que somos um pequeno estado, com parcos recursos) devemos gerar poupanças efectivas.
Necessidade de criar parques de estacionamento, para essas viaturas, controlo e entrada/saída, monitorização para manutenção(prazos de reparação e vida dos equipamentos, limpeza e higienizarão, desinfestação), fundo para manutenção, redes de oficinas, horários de transportes
Sendo o país território, pequeno de dupla insularidade, cinco distritos uma região autónoma RAP, dispondo de autarquias locais, deveria, ou deverá se criar redes de transportes escolar, que é diferente de rede de transportes publico.
Assim cada autarquia e região deveriam organizar, a gestão, os circuitos de transportes escolares, a cobrança os passes, dentro do seu limites do território distrital/regional, assim o governo central deveria ficar somente com a responsabilidade dos transportes escolares entre distritos, por impossibilidade de equipamentos como escolas secundárias e falta de professores nestes distritos, deste modo há que criar alguma organização, na distribuição destes autocarros( cinco autocarros por autarquias locais, bem como para a região autónoma do Príncipe, criação de circuito de transportes escolares, passes, fundo de manutenção, fundo de maneio e de gestão, controlo e manutenção das viaturas) parcerias com a Índia ou outros parceiros de desenvolvimentos, de modo a poder vir a a fornecer mais autocarros para transportes escolar.
Necessidade de desenvolvimento local, desenvolvimento regional, desconcentração, descentralização de poder, da administração, da gestão, mais responsabilidade/responsabilização, prestação de contas, pelas autarquias locais e pela região autónoma do Príncipe, na gestão destes equipamentos dentre outros, mais sustentabilidade, menos custos onerosos.