Política

São Tomé e Príncipe solidário com a Índia após ataque terrorista na Caxemira

Na passada terça-feira, pelo menos 26 turistas, sendo 1 nepalês e 25 indianos, morreram na montanha de Pahalgam, na região da Caxemira Indiana. Tratou-se de um ataque terrorista.

«O Governo e povo de São Tomé e Príncipe manifesta total solidariedade e consternação ao Governo e povo da República da Índia, declarando a mais veemente condenação contra o fatídico ataque terrorista perpetrado contra turistas na Caxemira indiana, e que provocou dezenas de vítimas, entre mortos e feridos», declarou o Conselho de Ministros de São Tomé e Príncipe.

Segundo a imprensa internacional cinco terroristas armados com espingardas M4 e AK-47 abriram fogo sobre o grupo de turistas, resultando na morte de 26 pessoas e ferimentos em mais de 20.​

A condenação do acto bárbaro ecoou no mundo inteiro. O presidente norte-americano, Donald Trump, descreveu o incidente como “profundamente perturbador”, o Presidente russo, Vladimir Putin, classificou o acto como um “crime brutal sem qualquer justificação”, o embaixador chinês na Índia, Xu Feihong, também condenou o ataque, apresentando profundas condolências às vítimas.

A maior potência económica da Europa, a Alemanha através do primeiro-ministro Olaf Scholz, condenou o ataque terrorista e prestou condolências ao povo indiano. Por sua vez a Presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, manifestou o apoio da Europa à Índia.

Na ONU os membros do Conselho de Segurança condenaram o ataque terrorista nos termos mais veementes e expressaram profundas condolências às famílias das vítimas e ao Governo da Índia.

Em consequência do terror nas montanhas de Pahalgam as autoridades indianas tomaram medidas duras tanto a nível da segurança como a nível diplomático.

Por exemplo a Agência Nacional de Investigação da Índia prometeu uma investigação completa e as forças de segurança intensificaram as suas operações na região.

A nível diplomático aumentaram as tensões entre a Índia e o Paquistão. O Governo da Índia decidiu suspender o Tratado das Águas do Indo. Uma suspensão que segundo as autoridades da Índia se manterá até que o Paquistão cesse o apoio ao terrorismo transfronteiriço. A principal passagem fronteiriça entre os dois países, foi encerrada.

Para além de fechar a fronteira, a Índia cortou o direito de isenção de visto de entrada aos cidadãos paquistaneses. Mais grave ainda foi a decisão indiana de expulsar os conselheiros militares paquistaneses do Alto Comissariado do Paquistão em Nova Deli, e reduziu o número de congéneres indianos em Islamabad, a capital do Paquistão.

Em resposta o Paquistão, suspendeu o Acordo de Comércio Livre com a Índia e fechou o seu espaço aéreo.

Abel Veiga 

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