Política

Primeiro-Ministro fala em cultura institucional de abandono: “O país perdeu a tradição de manutenção”

O estado de degradação do edifício do Supremo Tribunal de Justiça, denunciado pelo Primeiro-Ministro Américo Ramos, revela uma realidade mais ampla e preocupante: a generalizada falta de manutenção das infraestruturas públicas em São Tomé e Príncipe.

Durante a sua visita oficial ao STJ, Américo Ramos lamentou não apenas as condições visivelmente precárias do Palácio da Justiça, mas também apontou o dedo a uma cultura institucional enraizada de negligência e abandono dos bens públicos.

O país perdeu a tradição de manutenção. Com o tempo, os nossos edifícios públicos ficam em condições degradantes, o que acarreta custos ainda maiores para os cofres do Estado”, alertou.

O Chefe do Governo defendeu que esta situação deve servir de alerta para o conjunto das instituições estatais, propondo uma mudança urgente de mentalidade e de práticas administrativas, sob risco de comprometer a funcionalidade e a dignidade das entidades públicas. A degradação do edifício do Supremo, sede de um dos órgãos de soberania, é apenas o reflexo de uma tendência estrutural que afeta escolas, hospitais, tribunais, delegacias e outros serviços essenciais à população.

Não podemos continuar a ignorar esta realidade. É hora de restaurar o respeito pelos bens públicos”, reforçou o Primeiro-Ministro.

Waley Quaresma

4 Comments

4 Comments

  1. JuvencioAO

    4 de Agosto de 2025 at 0:07

    É simplesmente necessário um verdadeiro respeito pelo cumprimento do OGE e dos Estatutos da Função Pública.

    Simples assim!

    Aliás, parece simples mas também pode não ser. Mas um esforço nesse sentido é necessário!

  2. Cleopter dos Santos

    4 de Agosto de 2025 at 11:15

    Caro Juvencio AO
    A questão não é o respeito pelo OGE, mas sim a qualidade o OGE que é feito, ou melhor do Gasto Público.
    Estamos sempre a inventar coisas novas, a construir novos e mal feitos, sem preservar. O OGE deve sempre ter verbas para conservação/preservação, bem como para custos recorrentes, o que não se faz.
    A DPE, o INOPU, INAE entre outros – deviam ter uma base de dados atualizada com o estado e conservação e as necessidades de intervenção priorizadas por forma a facilitar o trabalho do Governo, que por via do MEF, concretamente o serviço encarregue do PIP, fizesse a programação das intervenções

  3. Kua Sa Kua

    5 de Agosto de 2025 at 4:31

    Nao duvido! São Tomé e Príncipe tinha brio nas Obras Publicas.

    Apenas não se pode dizer que não ha respeito pela conservação. Em qualquer estrato ou posição social e em qualquer momento da sua vida os santomenses “meteram mão na massa”. E, não estamos apenas a falar de DIY. 90% da mão de obras nas construções em Portugal são PALOP. Onde uma grande maioria de santomenses presta em situações precárias. Para uma miséria que temos de reconhecer abaixo da dignidade humana. Essa realidade contrasta com a fraca apreciação dos santomenses pelas suas obras publicas.

    O preconceito contra trabalhar nas obras no “meu pais” e uma desculpa para “trabalhar nas obras “em Portugal”. E tem de ser descaracterizado , de uma maneira ou de outra. Vivemos uma realidade desconexa do exercício cívico e da cidadania. Santome pode fazer requisição nacional para suprir a falta de mão de obra para qualquer serviço de interesse publico. Existem oferta de trabalho que permitem ganhos mas não teem mão de obra pela ingênua percepção que somos muitos bons para as realizar no nosso Pais.

    O Pais não tem culpa que quando os judeus (missionários) colocaram a bíblia nas nossas mãos e disseram “Deus” e o nosso salvador, nos deixamos de fazer “tudo”. E, de “tudo” esperamos milagres ! Mas no momento em que chegamos ao Pais dos judeus ( missionários) , tudo e dor e sacrifícios. As igrejas sao so para os judeus irem pedir dinheiro, ninguém e genuinamente católico.

    E o mesmo ocorre nos estratos superiores da sociedade ( não so Gentius). Os judeus cultivaram em nos uma da justica de queijo suíço que so funciona para eles!( so eles conseguem navegar o imbróglio). Venderam-nos uma salada de código civil que copiaram dos romanos ( italianos) , dos alemães, dos franceses, de todos os países de onde foram expulsos na europa ( 1300, 1469, 1800) e disseram toma-la! Vocês agora tem um Deus, um Código Civil e uma Constituição. Eu ensinei-vos a ser civilizado, sabem falar correctamente todas as palavras da bíblia e do código civil. Agora façam milagres!

    As igrejas sao so para os judeus pedirem dinheiro ninguém e genuinamente católico. Se não fossem os protestantes a “civilização” tinha desamado toda a nossa população com a “Bula” Papal que entregou o nosso destino aos judeus portugueses.

    Não funciona, simplesmente não funciona. Continuamos julgar as pessoas pela aparências, pelos estatutos e pela presunção. E, o credito e o respeito parecem coisas do passado.

    A conservação dos edifícios e obras publicas merece ter credito e respeito do pais e para quem realiza os trabalhos de obra e conservação. O trabalho não e vergonha , o Preconceito e Descriminação sim.

  4. Kua Sa Kua

    5 de Agosto de 2025 at 4:45

    Nao duvido! São Tomé e Príncipe tinha brio nas Obras Publicas.

    Apenas não se pode dizer que não ha respeito pela conservação. Em qualquer estrato ou posição social e em qualquer momento da sua vida os santomenses “meteram mão na massa/maos a obra “. E, não estamos apenas a falar de DIY. 90% da mão de obras nas construções em Portugal são dos PALOP. Onde uma grande maioria de santomenses a prestar serviço em situações precárias por uma miséria que temos de reconhecer abaixo da dignidade humana. Essa realidade contrasta com a fraca apreciação dos santomenses pelas suas obras publicas.

    O preconceito contra trabalhar nas obras no “meu pais” e uma desculpa para trabalhar nas obras “em Portugal”. E tem de ser descaracterizado , de uma maneira ou de outra.
    Vivemos uma realidade desconexa do exercício cívico e da cidadania. S.Tome e Principe pode fazer requisição nacional para suprir a falta de mão de obra para qualquer serviço de interesse publico. ( Quem não esta no activo e em condições de trabalhar pode e deve servir o Pais). Existe oferta de trabalho que permitem ganhos mas não teem mão de obra pela ingênua percepção que somos muitos bons para as realizar no nosso próprio Pais.

    O Pais não tem culpa que quando os judeus (missionários) colocaram a bíblia nas nossas mãos e disseram “Deus” e o nosso salvador, nos deixamos de fazer “tudo”. E, de “tudo” esperamos milagres ! Mas no momento em que chegamos ao Pais dos judeus ( missionários) , aceitamos tudo em dor e sacrifícios. Desconfio que as igrejas são so para os judeus irem pedir dinheiro, ninguém e genuinamente católico. Se não fossem os protestantes a “civilização” tinha dizimado toda a nossa população com a “Bula” Papal que entregou o nosso destino aos judeus portugueses.

    E o mesmo ocorre nos estratos superiores da nossa sociedade ( não so Gentius). Onde os judeus cultivaram em nos uma da justica de queijo suíço que so funciona para eles!( so eles conseguem navegar este imbróglio). Venderam-nos uma salada russa de código civil que copiaram dos romanos ( italianos) , dos alemães, dos franceses, de todos os países de onde foram expulsos na Europa ( em 1300, em 1469, em 1800, em 1933) e disseram toma-la! Vocês agora tem um Deus, um Código Civil e uma Constituição. Eu ensinei-vos a ser civilizados, sabem falar correctamente todas as palavras na bíblia e no código civil. Agora façam milagres!

    A conservação dos edifícios e obras publicas merece ter credito e respeito do pais e para quem realiza os trabalhos de obra e conservação. O trabalho não e vergonha , o Preconceito e Descriminação sim. Continuamos julgar as pessoas pela aparências, pelos estatutos e pela presunção. E, o credito e o respeito parecem coisas do passado.

    A nossa attitude para o trabalho não funciona, simplesmente não funciona.

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