O Ministro de Estado da Economia e Finanças Gareth Guadalupe descreveu as vantagens da construção de um hospital de raíz em relação à reabilitação das infra-estruturas do hospital Ayres de Menezes.
Segundo o ministro, a reabilitação implica a demolição de algumas unidades ou enfermarias que são fundamentais para o atendimento contínuo dos pacientes.
No entanto, os custos para a construção do hospital de raíz, ainda estão a ser avaliados. Aliás o executivo já pôs no terreno uma equipa técnica que tem 1 mês para definir o valor real para a construção da nova infra-estrutura hospitalar.
«Se o projecto tivesse que ser 17 milhões de dólares, hoje já teríamos fundo para realizar o projecto. Mas 17 milhões de dólares foram em 2016, já passaram quase 10 anos. Não só o BADEA poderá trazer um montante adicional como o próprio Kuwait Fund reconhece que tem de aumentar o montante que pôs à disposição de São Tomé e Príncipe», afirmou o ministro das finanças.

Porque os custos para a construção do hospital de raiz, pode ultrapassar os 32,5 milhões de dólares previstos no orçamento feito no ano 2022, o governo diz que para além do BADEA já está a negociar com outros credores internacionais para não faltar dinheiro para a execução do projecto.
«Estamos a trabalhar com outros parceiros precisamente para garantir que havendo a necessidade de complementar o fundo a gente o tenha. Mesmo vindo o BADEA já estamos em contacto com outro parceiro para quando soubermos o custo final então temos todo o pacote financeiro fechado», esclareceu Gareth Guadalupe.
Para além de outras valências médicas, o futuro hospital de Vila Fernanda vai contar com um centro de hemodiálise. «Naturalmente que vai ter um centro de hemodiálise. Por isso é que a questão da água e da energia tem que estar garantida. Sabemos quanto custa a nós os santomenses ter que deixar a sua família e emigrar porque o nosso hospital não tem competências nesta matéria», confirmou o ministro das finanças.

Considerado como um projecto estruturante para o sector da saúde, o hospital de raíz gera consenso nacional e deverá ser erguido bloco a bloco nos próximos 2 anos e meio, obra que será executada obrigatoriamente por qualquer governo da República que esteja em funções.
O leitor deve acompanhar mais detalhes na entrevista dada pelo ministro de Estado, da Economia e Finanças.
Abel Veiga
Lucas
7 de Agosto de 2025 at 7:32
Vai ter agua?
Sotavento
7 de Agosto de 2025 at 10:32
A ver se depois de 50 anos como país independente teremos um hospital digno.É prematuro acreditarnesta pandilha que se creêm mais espertos que o resto.