O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) denunciou a recusa, por parte da Empresa de Água e Eletricidade (EMAE) e da Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ENASA), à realização de uma visita institucional solicitada pelo seu líder.
A visita visava aferir o funcionamento de serviços públicos em áreas críticas, num momento de elevada sensibilidade nacional.
Em nota de protesto, o MLSTP considera a recusa uma grave violação ao Estatuto da Oposição, que garante o direito de ser informado e de fiscalizar a atividade governativa e pública.
A força política acusa o Governo de “ADI e MCI-PUN, de promover práticas que enfraquecem o Estado de Direito, comprometem a confiança nas instituições e favorecem a opacidade na gestão pública, abrindo espaço para negócios poucos transparentes e ruinosos ao Estado” lê-se na nota de protesto.
O episódio ocorre num contexto marcado por dois acontecimentos relevantes: a crise energética provocada pela retirada da empresa turca TESLA STP do fornecimento à rede elétrica nacional, e o incidente registado no Aeroporto Internacional Nuno Xavier, envolvendo a detenção do segurança do Presidente da Federação Santomense de Futebol por tentativa de embarque com uma arma de fogo.
Na mesma nota, o MLSTP alerta que, caso a situação persista, recorrerá a todos os mecanismos legais e institucionais ao seu dispor, incluindo requerimentos formais, audiências públicas e mobilização da sociedade civil, para garantir o respeito pela legalidade e a reposição da transparência na gestão pública.
A força política conclui reafirmando que São Tomé e Príncipe necessita de instituições que sirvam o povo, com respeito pela lei e pela ética republicana, e não interesses alheios ao bem comum.
José Bouças
Raisa
30 de Setembro de 2025 at 19:31
Minha gente quem manda no pais até hoje é pintacabra. Não se enganem