O ano de 2026 marca a realização das eleições gerais em São Tomé e Príncipe. O MLSTP, maior partido da oposição, já iniciou a preparação para os embates eleitorais, consciente de que há muito tempo não conquista vitórias no arquipélago, apesar de ser considerado o partido da independência.
“Durante a democracia, apenas elegemos um Presidente da República, e mesmo assim como candidato independente, o nosso presidente honorário Manuel Pinto da Costa. Além disso, o MLSTP não vence uma eleição legislativa há 23 anos”, recordou Arlindo Barbosa, Secretário-Geral do partido.
A direção reconhece que o caminho passa por uma profunda reorganização interna e pela mobilização das bases. Nesse sentido, está prevista a realização de eleições primárias para a escolha do candidato presidencial, a decorrer em todos os distritos do país e na Região Autónoma do Príncipe.
“Esses candidatos serão avaliados e votados em todos os distritos. Aquele que obtiver o maior número de votos será o candidato apoiado pelo MLSTP”, anunciou Barbosa.
Com o objetivo de ultrapassar divisões internas e recuperar a confiança dos militantes e simpatizantes, o partido pretende integrar as recomendações saídas do fórum de reflexão recentemente promovido. A liderança considera que este processo é essencial para reforçar a coesão interna e preparar o partido para os desafios eleitorais que se aproximam.
“Estamos a seguir a nossa agenda, mas também admitimos opiniões contrárias que defendem maior aceleração. Tomamos em consideração as propostas válidas, aquilo que entendem como mais aproximação, mais dinâmica, para juntos podermos implementar essa estratégia”, sublinhou Barbosa.
A liderança reuniu-se com os responsáveis pelo fórum de reflexão, numa tentativa de construir consensos internos e preparar o partido para o desafio das eleições gerais de 2026.
José Bouças