Nomeado Chefe de Estado Maior Interino das Forças Armadas, pelo Conselho Superior de Defesa Nacional em setembro de 2025, o coronel Virgilio Pontes, que cumulativamente comanda o exército de São Tomé e Príncipe acabou por ser nomeado em novembro, também pelo conselho superior de defesa nacional como o novo Chefe de Estado Maior efectivo das forças armadas.
No entanto, o coronel do exército ainda não foi promovido à patente de Brigadeiro, e nem tão pouco investido nas funções a que foi nomeado pelo Conselho Superior de Defesa Nacional.
«CASO…espero ser empossado. Depois de empossado acho que tenho uma bagagem cheia de coisas novas para pôr em evidência», afirmou o coronel Virgilio Pontes.
A palavra CASO marcou todas as respostas dadas pelo nomeado Chefe de Estado Maior das Forças Armadas durante a conversa com os jornalistas.

No átrio do palácio do povo, depois de cumprimentar o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas Carlos Vila Nova por ocasião do Ano Novo, o coronel Virgílio Pontes reagiu às críticas que têm sido propaladas em alguns círculos militares sobre a sua ascensão ao cargo de Chefe de Estado Maior.
«A minha nomeação não é por voto. É pela escolha de sua excelência o Presidente da República. Quem o senhor escolheu é que deve ser. Sou um homem trabalhador, um homem de mangas arregaçadas, portanto não deveria haver dúvidas. Mas, eu não consigo ditar, por isso espero pelo resultado», afirmou.
Talvez, a demora em ser empossado, obriga o coronel a colocar o assunto como uma possibilidade, e não como um dado adquirido. Daí o “CASO”…várias vezes dito durante a entrevista.
O Chefe de Estado Maior nomeado alertou que com a sua liderança, a instituição militar encontrou maior tranquilidade, apesar de não ter um chefe de estado maior em funções, e da guarda costeira ter perdido o seu comandante, que foi exonerado pelo conselho superior de defesa nacional.
«A instituição está sem comando efectivo, mas está numa acalmia nunca vista por causa da figura que está na liderança neste momento. Está um clima talvez nunca esperado. Um clima bom», precisou.

Estrondosa como um disparo de artilharia, a palavra CASO fechou as declarações do coronel Virgílio Pontes, quando foi questionado por uma jornalista, sobre as coisas boas que poderiam acontecer nas forças armadas neste Ano Novo.
«CASO…eu seja empossado sim», concluiu.
Abel Veiga