Levy Nazaré presidiu à primeira reunião do Conselho Nacional do Basta e assegurou que o partido se apresentará às próximas eleições gerais como uma alternativa aos cinquenta anos de governação em São Tomé e Príncipe.
“Acreditamos que a nossa proposta pode vingar e confiamos na consciência e no espírito que estamos a construir no Basta: o surgimento de políticos com uma nova forma de pensar, mais patrióticos e focados na resolução dos problemas do povo. Pessoas que vivem aqui e conhecem a realidade do país.”
O líder do Basta sublinhou a importância de apostar na competência e de promover a despartidarização do aparelho do Estado.
“Vamos apostar na valorização de quadros competentes. A meritocracia tem de funcionar em São Tomé e Príncipe.”
Antigo secretário-geral do ADI, Levy Nazaré considera urgente mudar o rumo do país, defendendo que cada cidadão deve ocupar o lugar certo, de acordo com a sua capacidade.
“No dia em que conseguirmos colocar cada um no seu devido lugar, o país terá todas as condições para avançar. E um dos lugares também é a cadeia: não será Levy a prender pessoas, mas sim os órgãos competentes do Estado a cumprir o seu papel.”
Para o presidente do Basta, cabe à população fazer uma escolha responsável dos seus dirigentes políticos.
“O povo já percebeu, ou tem a obrigação de perceber, que há muitos anos alguns dirigentes dizem ‘eu, eu, eu’, mas não resolvem os problemas do povo.”
Nazaré sustenta ainda que, se cada governo resolvesse pelo menos um problema estrutural, São Tomé e Príncipe estaria hoje em melhores condições.
“Se eu disser que em quatro anos vou resolver o problema da água para os próximos 40 ou 50 anos, posso sair e deixar o trabalho feito. O próximo governante encontrará esse problema já resolvido.”
Após a validação da lista dos membros do Conselho Nacional, a prioridade do próximo fim de semana será a confirmação dos nomes da Comissão Política do partido.
José Bouças
lander
20 de Janeiro de 2026 at 0:33
Conversa para fazer dormir o boi, e que boi
Madiba
20 de Janeiro de 2026 at 8:57
Nazaré é um político. Logo, tem a obrigação de falar mediante às suas vontades. O senhor quando era Secretário-Geral do ADI, todos os seus irmãos ocupavam cargos de direção. Qual foi o legado deixado por eles naquelas direções? Política e hipocrisia andam de mãos dadas. Hoje, o senhor vem dizer que, se o seu partido for poder, vai ser tudo diferente. Continue a vender o seu peixe podre que, os inocentes irão comprar. Apenas uma pergunta. Onde tinha a cabeça?
António Nilson
20 de Janeiro de 2026 at 14:51
Caro Levy,
O que queres dizer exatamente com “pessoas que vivem aqui e conhecem a realidade do país”? Convido-te a falares com serenidade, equilíbrio e sabedoria. A exclusão e a mentalidade tribal são ultrapassadas e prejudiciais, geram conflitos e não ajudam o país a avançar. O caminho inteligente é construir pontes, criar coligações com pessoas de bem que queiram reconstruir São Tomé e Príncipe de forma positiva e desenvolver uma economia que funcione para o povo, fortalecendo a capacidade de gerar resultados concretos.
Defender ideias construtivas de unidade e tolerância é essencial. Afirmar que apenas quem vive na ilha conhece ou compreende a realidade do país não corresponde à verdade. Há pessoas no país que contribuem positivamente e outras que não o fazem. Da mesma forma, há santomenses na diáspora que não dão um bom exemplo, mas também há muitos que não vivem atualmente no país e que são competentes, sérios e capazes de ajudar e contribuir para o crescimento nacional. É importante também ter cuidado com o tom e com eventuais ameaças. Basta de corrupção.
Lembra-te da passagem bíblica conhecida de “atire a primeira pedra”, no Evangelho segundo São João, capítulo 8, versículo 7. Jesus diz aos acusadores de uma mulher apanhada em adultério: “Quem de vós estiver sem pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”, desafiando a hipocrisia e colocando a misericórdia acima do julgamento. Depois de todos se retirarem, Jesus diz à mulher: “Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar”, no versículo 11. É verdade que há pessoas que têm uma má imagem de Levy, baseada em atos do passado. Ainda assim, concordo contigo que o Estado de Direito deve ser aplicado a todos de forma justa, para promover respeito, ordem, disciplina, unidade e ética de trabalho, ajudando-nos a melhorar como sociedade. Não as perseguições seletivas nem o assédio. Nada de mentalidade tribal. Isso é arcaico e contraproducente.
Espero que esta crítica positiva e construtiva seja recebida de boa-fé, com a intenção sincera de te ajudar a refletir melhor sobre o que dizes em público. Pensar primeiro, pausar, refletir e, depois, falar com clareza, promovendo a união da comunidade e abordando, de forma responsável, as práticas do passado em São Tomé e Príncipe. BASTA.
Concordo plenamente com esta afirmação: “Vamos apostar na valorização de quadros competentes. A meritocracia tem de funcionar em São Tomé e Príncipe.”