O apelo lançado pela líder da bancada parlamentar da coligação MCI-PS/PUN, antes da votação, não foi suficiente para alterar o desfecho. “Faço um apelo de solidariedade com a colega, com a presidente Celmira Sacramento”, declarou Beatriz de Azevedo.
Sem concorrência, o deputado do ADI, Abenildo de Oliveira, foi eleito presidente da Assembleia Nacional com 30 votos favoráveis e 5 abstenções. Entre os votos a favor, registam-se 9 dos 30 deputados do ADI que permaneceram na sala durante a votação.
No seu discurso, o novo presidente sublinhou que é preciso vencer o medo. “Hoje o medo que devemos vencer é o da divisão, é o da intolerância e é o do afastamento entre o eleito e o povo. Esses medos devem ser vencidos e, vencê-los, exige mais do que discursos: exige atitudes e exemplos”, afirmou.
Abenildo de Oliveira assegurou que o interesse nacional guiará as suas ações e, numa altura em que a sua própria bancada se encontra dividida, apelou à união. “Este é um tempo que nos chama à união. Não a uma união de silêncio, mas uma união consciente, de responsabilidade e de patriotismo. Uma união que respeita as diferenças, mas protege a democracia. Uma união que valoriza o debate, mas rejeita intrigas”, sublinhou.
A deputada Celmira Sacramento, destituída do cargo há cerca de duas semanas na sequência da crise parlamentar, classificou o processo como um “golpe parlamentar” e apelou à intervenção da comunidade internacional. “É uma situação de golpe parlamentar e acabou de se confirmar agora o golpe. Daqui para frente, veremos como a nossa democracia vai suportar. Perante este cenário, deve-se rasgar a Constituição da República e o Regimento da Assembleia Nacional, porque sendo eles violados não sei como poderão servir à nossa democracia”, desabafou com mágoa.
O novo presidente já exerceu o cargo de líder da bancada parlamentar do ADI e, até à sua eleição, desempenhava as funções de vice-presidente da Assembleia Nacional.
José Bouças
GANDU@STP
13 de Fevereiro de 2026 at 9:10
Bom dia STP
Fazendo copy & paste:
“Numa conversa com o Téla Nón, o ainda vice-Presidente da Assembleia Nacional, disse que a partir do momento em que sai da bancada parlamentar da ADI, já não poderá ser o primeiro vice-Presidente da Assembleia Nacional. Pois os cargos de Presidente e de primeiro vice-presidente do parlamento pertencem por lei, ao partido mais votado nas eleições legislativas.
O leitor tem acesso a uma cópia da carta do deputado Abnilde Oliveira que passa a ter o estatuto de deputado independente.”
celio afonso
14 de Fevereiro de 2026 at 8:30
Sim; é preciso ter coragem para vencer o medo e decidir em defesa dos interesses do povo e não estar ao serviço de um indivíduo, ao ponto de querer forçar uma crise para provocar a queda do governo e a consequente dissolução do parlamento, para se convocar eleições antecipadas.
A Celmira deu-se mal porque estava ao serviço do Patrice Trovoada, um indivíduo que não é são-tomense e não quer saber de STP!