São Tomé e Príncipe celebrou os 51 anos da sua independência, num momento que, segundo o Presidente da República, deve inspirar uma reflexão profunda.
“É o momento de refletir sobre aquilo que fizemos menos bem, aquilo que fizemos bem e reconhecer que houve quem lutou para que hoje estivéssemos em liberdade. Há quem trabalhou e deu de si para que pudéssemos ter a liberdade de expressão e de pensamento”, afirmou Carlos Vila Nova.

Passadas cinco décadas de soberania, os desafios no caminho para o progresso permanecem enormes, com a pobreza extrema a atingir mais de metade da população.
“É preciso responsabilidade, é preciso olhar para as pessoas. Questões de índole social e a justiça são pilares fundamentais para o futuro, para que a democracia se fortaleça e a atração de investimento se concretize. Há todo um conjunto de questões que precisamos enfrentar e alavancar em conjunto”, acrescentou o Chefe de Estado.
O Primeiro-Ministro, Américo Ramos, sublinhou igualmente “a necessidade de muita união e de forte envolvimento dos santomenses na construção do país”.

O ponto alto das comemorações, para além da intervenção presidencial, foi marcado pela entrega da declaração que consagra o Tchiloli como Património Cultural Imaterial da UNESCO.

“Há poucos anos, a expectativa era o desaparecimento dos diferentes grupos de Tchiloli. Hoje, entregámos diplomas de reconhecimento a vários grupos. Parabéns à Senhora Ministra da Cultura. São Tomé e Príncipe está de parabéns”, destacou Carlos Vila Nova.
As celebrações decorrem a apenas uma semana das eleições presidenciais no arquipélago.
José Bouças