Num comunicado a que o Téla Nón teve acesso, a administração da Cervejeira Rosema diz que «na sequência de declarações recentemente difundidas pela RTP-África e posteriormente difundidas nas redes sociais “, vem esclarecer a opinião pública sobre a verdade dos factos.
O comunicado cita as declarações proferidas pelo senhor José Tavares na notícia difundida pela RTP-África. «Foi declarado que um grupo de trabalhadores teria sido despedido pela actual administração da cervejeira Rosema e que tal situação seria consequência de actos praticados por sua excelência, o Presidente da república Carlos Vila Nova, relacionados com a nomeação dos novos membros do Tribunal Constitucional e com a decisão judicial que determinou a restituição da fábrica aos seus legítimos proprietários», fim de citação.
A ROSEMA desmente categoricamente a notícia veiculada pela RTP-África. «Tais afirmações não correspondem à verdade», lê-se no comunicado.
Segundo a administração da cervejeira Rosema, a notícia quente difundida em exclusivo pela RTP-África no calor da campanha para as eleições presidenciais de 19 de julho, não obedeceu o direito do contraditório, por isso a distribuição a posteriori a todos os órgãos de comunicação social do comunicado de direito de resposta.
«A restituição da fábrica Rosema decorreu exclusivamente do cumprimento de uma decisão do Tribunal Constitucional, proferida no exercício das suas competências constitucionais e jurisdicionais, não tendo sua excelência o Presidente da República qualquer intervenção directa ou indirecta na definição da situação laboral em que se encontram as pessoas a que se referem aquelas declarações…Importa igualmente esclarecer que os trabalhadores agora mencionados não foram admitidos pela Cervejeira Rosema», refere a administração da Rosema.
A sociedade de capital angolano RIDUX, que desde a década de 90 do século XX comprou as acções e administra a única fábrica de cervejas do país, explica que após a restituição da fábrica pelo Tribunal Constitucional no mês de maio de 2026, assumiu integralmente a sua responsabilidade para com os trabalhadores que já pertenciam ao quadro de pessoal da cervejeira «antes da ocupação (no ano 2023) da unidade fabril respeitando os seus direitos laborais».
Segundo a administração da fábrica, as cerca de 20 pessoas citadas pela notícia da RTP-África não têm qualquer vínculo laboral com a ROSEMA.
«Essas pessoas foram contratadas pela Sociedade SOLNIVAM, entidade que durante o período em que exerceu a posse e gestão da fábrica procedeu a sua contratação e dirigiu a respectiva prestação de trabalho e acrescente-se, alguns dos quais constavam da folha de salários da SOLNIVAM, eram pagos com as receitas provenientes da fábrica Rosema, mas prestavam serviços a tempo inteiro serviço, noutros locais para outras entidades patronais», denuncia o comunicado.
Face à situação, a administração da Rosema afirma que «inexiste qualquer vínculo laboral entre esses trabalhadores e a Cervejeira ROSEMA SARL não tendo sido celebrado qualquer contrato de trabalho escrito ou verbal entre as partes».
Abel Veiga
O leitor tem acesso ao comunicado da Cervejeira ROSEMA :