Política

Moçambique pretende produzir café em São Tomé e Príncipe

Está na forja a elevação da cooperação bilateral entre São Tomé e Príncipe e Moçambique para um novo patamar.

Garantia de Maria Benvinda Levy, primeira-ministra de Moçambique que após assistir a investidura do Presidente Carlos Vila Nova, reuniu-se no dia seguinte, 4 de setembro, com o Chefe de Estado.

«Relativamente às novas áreas falamos da possibilidade de cooperarmos na agricultura particularmente na produção do café», afirmou a primeira-ministra de Moçambique.

Agricultura entra na lista de novas áreas de cooperação entre os dois países. Um sector onde os moçambicanos trabalharam bastante em São Tomé e Príncipe durante o período colonial, e ao longo dos primeiros anos da independência nacional, tendo gerado uma importante comunidade no país, dominada pelos descendentes.

«Alguns já não estão em condições, nem estão interessados em regressar a Moçambique. A maior dificuldade são os recursos para sobreviver, pois muitos deles são idosos, e para regressar a Moçambique porque os dois países estão em posições geográficas muito distantes um do outro, e a viagem é extremamente onerosa», sublinhou Maria Benvinda Levy.

O governo moçambicano promete colaborar com os familiares dos cidadãos idosos, no sentido de garantir-lhes o regresso à terra natal.

«Temos de trabalhar com os familiares para vermos aqueles que realmente querem voltar, porque muitos já não têm condições de o fazer, porque fizeram toda a vida aqui, têm os descendentes aqui, e não é fácil aos 70 ou 80 anos com filhos e netos aqui, irem em busca de outra família em Moçambique», pontuou.

O mundo deu voltas e no século XXI são os são-tomenses que emigram para Moçambique em busca de conhecimento. O único médico cirurgião são-tomense que trabalha no hospital central Ayres de Menezes foi formado em Moçambique, o actual ministro da saúde é um dos médicos ortopedistas também formado em Moçambique.

«Realçamos o facto de Moçambique estar envolvido na formação de São-tomenses em várias áreas como Direito, Medicina e a área policial», declarou a primeira-ministra moçambicana.

Para maximizar a formação dos quadros são-tomenses nas mais variadas áreas de conhecimento, Moçambique propôs ao Estado são-tomense a criação de condições para a formação local dos estudantes. «Estamos disponíveis e depois de São Tomé e Príncipe identificar as áreas, para mandar alguns formadores para áreas específicas. Isso permitiria maximizar a formação nas áreas em que São Tomé e Príncipe envia estudantes para Moçambique, nomeadamente medicina, formação policial e formação jurídica», concluiu Maria Benvinda Levy.

São Tomé e Príncipe e Moçambique projectam novas oportunidades para o reforço da cooperação bilateral.

Abel Veiga 

FAÇA O SEU COMENTARIO

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top