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Cerca de 1 mil milhão de pessoas dependem dos pântanos para sobreviver

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

2 de fevereiro marca o aniversário de 45 anos da convenção para proteger essas áreas naturais; em dia internacional, ONU lembra dos recursos gerados nos pântanos, como pesca e artesanato.

Pântano no Timor-Leste. Foto: ONU/Martine Perret

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O Dia Mundial dos Pântanos é celebrado neste 2 de fevereiro tendo em vista o futuro das pessoas que dependem dessas zonas naturais para sobreviver. O Programa Mundial do Meio Ambiente, Pnuma, destaca ainda que a Convenção Ramsar sobre Pântanos completa 45 anos.

Mais de 800 eventos no mundo promovem o papel vital que essas áreas têm para o bem-estar humano. Calcula-se que mais de 1 mil milhão de pessoas ganham o seu sustento por meio dos pântanos em atividades como pesca, plantação de arroz ou artesanato.

Degradação

Outros sectores que geram renda são ecoturismo, transporte de água e aquacultura. Mas mesmo com tantos benefícios, o Pnuma releva que 64% dos pântanos desapareceram desde 1990, convertidos para uso agrícola ou desenvolvimento urbano.

A agência explica que pântanos em áreas costeiras também degradam com rapidez: 40% sofreram danos nos últimos 40 anos e o declínio continua numa taxa acelerada de 1,5% ao ano.

Nova Era

No Dia Mundial, o Pnuma destaca ser urgente a promoção da preservação dos pântanos, especialmente porque “2016 marca o início de uma nova era”, a da implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A Convenção sobre Pântanos foi assinada por 169 países e mais de 2,2 mil áreas são reconhecidas como pântanos de importância internacional, cobrindo 208 milhões de hectares.

A nova estratégia Ramsar para o período 2016-2024 foca nos benefícios dos pântanos para os sectores de água, energia, agricultura, mineração, turismo, florestas, pesca e indústria.

 

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