A montanha que confina com a estrada que dá acesso a roça Bombaim ruiu no dia 30 de Dezembro do ano passado, sem ter havido qualquer temporal. A região de Bombaim tem valor turístico e enorme potencial agrícola. Agora está inacessível.
Claudino Cabinda, habitante de Bombaim, explicou que antes da derrocada houve queda de árvores na estrada por causa de um temporal.
Após a remoção das árvores a estrada ficou transitável. No entanto 1 mês depois do temporal, no dia 30 de Dezembro, as 10 horas, a rocha que confina com a estrada cedeu. «Talvez o sol dos últimos dias, aqueceu a rocha que explodiu. Porque ouvimos uma explosão», declarou Claudino Cabinda.
O corte da estrada, complica a vida de dezenas de pessoas. «Aqui é uma fonte de riqueza, que sustenta muitas famílias desde a cidade da Trindade, passando por Batepá Folha Fede etc. Agora daqui não sai banana, não sai matabala, nem vinho da palma», sublinhou o habitante de Bombaim.
Isabel Domingos, Presidente da Câmara Distrital de Mé-Zochi, esteve no local. Avaliou a situação, e considerou que o estrago causado pela derrocada ultrapassa as capacidades técnicas e financeiras da autarquia. O apoio do Governo Central, é necessário e segundo a autarca, já é sentido.

Crianças das roças que circundam Bombaim, estudam na escola da comunidade de Água das Belas, localizada depois de Bombaim. «Nesta altura os professores não conseguem transitar. Certamente por ser a única via que existe as crianças da Roça Nova não conseguem ter acesso as aulas», assegurou Isabel Domingos.
No entanto a autarca de Mé-Zochi, garantiu contactos com o Ministro da Educação, para encontrar uma solução para o problema. «Estamos no segundo período lectivo. O ministro garantiu-me que está a estudar o caso, e tenho que agradecer toda a colaboração do governo central», frisou.
Bombaim está isolado, o abate indiscriminado de árvores na região, pode criar condições para mais deslizamentos de terra, nos próximos tempos.
Abel Veiga
rapaz de Riboque
6 de Janeiro de 2017 at 15:03
antes de tudo é de agradecer a Deus por não ter havido nenhuma perda humana nem danos, agora cabe aos responsáveis mandar por mãos a obra para restabelecer a ligação. Só espero que agora não apareça por cá alguns críticos a dizer que a culpa foi do governo ou do seu primeiro ministro
negocio
7 de Janeiro de 2017 at 20:41
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