Sociedade

Mar do Príncipe engole mais um navio – desta vez é o Amfitrit 

O navio Amfitrit(na foto), que zarpou de São Tomé na quarta feira com destino a ilha do Príncipe, não chegou ao destino.

Fonte da guarda costeira de São Tomé e Príncipe disse ao Téla Nón que a embarcação capotou no mar, perto do ilhéu Bonei de Jóquei, quando faltavam poucas milhas para atracar no porto da cidade de Santo António do Príncipe.

Segundo a fonte da guarda costeira, a turbulência marítima que é comum nas imediações do ilhéu Bonei de Jóquei, associada a algum desnível da carga que o navio transportava, pode ter sido a causa do capotamento.

Para além de cargas diversas, com destaque para combustíveis, Amfitrit transportava 55 passageiros. A fonte do Téla Nón disse que a maioria dos passageiros já foi resgatada do mar.

O navio é privado. Pertence a homens de negócios belgas e franceses, nomeadamente o cônsul de São Tomé e Príncipe em Paris  Eric Duval, e o cônsul da Bélgica em São Tomé e Príncipe Jean Philippe.

Amfitrit foi adquirido na Grécia, e começou a operar em São Tomé no ano 2015. Tem capacidade para 300 toneladas de carga e 240 passageiros. O navio que representava segurança na navegação marítima entre as duas ilhas, é dado desde esta manhã como tendo tombado no mar do Príncipe, perto do ilhéu Bonei de Jóquei.

Note-se que a travessia entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, já ceifou a vida de dezenas de cidadãos nacionais, a maioria habitantes da ilha do Príncipe. O mar do Príncipe engoliu várias embarcações.

O desaparecimento mais recente foi do Navio Santo António. A embarcação deixou São Tomé no dia 19 de junho do ano 2017, rumo a ilha do Príncipe. Transportava cargas nomeadamente combustíveis para a região autónoma.

Tanto o navio, como os 8 membros de tripulação desapareceram até o dia de hoje. ´No dia 20 de Junho de 2017, alguns objectos alegadamente do navio foram vistos a boiar nas proximidades do Príncipe.

Abel Veiga

    10 comentários

10 comentários

  1. Diáspora

    25 de Abril de 2019 as 12:10

    em vez do Tó Zé Cassandra preocupar com essas coisas, ele só perde tempo a persegue pessoas. Quando ha uma desgraça a ele empurra a culpa para outras pessoas. Quando há sucesso ele aparece na TV a fazer espetáculos.

  2. Rapaz de reboque

    25 de Abril de 2019 as 12:20

    Antes de mais lamentar o sucedido, mas pergunto sera que o que tem acontecido nas viagens são Tomé príncipe e vice versa é a culpa do mar, ou dae navios com defeitos ou marinheiros mal formados a comecar pelo comandante ou excesso de carga ? Pelo que me recordo na era colonial estas viagens eram feitas pelas embarcações do senhor Castela primeiro com a embarcação Anabela, depois com a embarcação Elisabete e nunca tiveram problemas algo de mal vai nao ponham as culpas no mar meus senhores vaise perdendo vidas humamanas e ninguem toma medidas

  3. Manuel Queirós dos Anjos

    25 de Abril de 2019 as 14:31

    Tristeza, Carga mal arrumada e amarada, excesso de peso e de passageiros, tem sido a vossa nossa desgraça.

  4. Pedro Costa

    25 de Abril de 2019 as 14:33

    Que destino!
    Desde já as minhas lamentações e pesar as famílias dos que estão envolvidos neste acidente.
    Sinceramente, é a primeira vez que vejo o termo capotamento ligado a acidente com barcos! Estes nossos pseudo-jornalistas gostam de inventar. Capotamento? Onde se viu isto? Que eu saiba capotamento está ligado a acidente com automóveis. Triste forma de escrever.

  5. Grupo Mé-Zedo

    25 de Abril de 2019 as 15:48

    A propósito do ermo capotamento.!
    Senhor Pedro Costa, compreendo e entendo as suas preocupações relativamente ao uso da palavra capotamento para um incidente de barco. O senhor deve la ter as suas razões e se calhar uma delas é o nao uso regular. Mas repara bem que a língua é uma coisa viva, a inovação o neologismo e a cintasse estao sempre presentes. O nao uso nao significa incorrecção .
    Mas felicito a sua preocupação, pois só assim se podera produzir debates em torno de determinadas questões.
    Relativamente ao incidente com o Barco, acho muito pessoalmente que hoje mais do que nunca o IMAP deve ter competências e agir por competências e nao permitir carregamentos de navios aos desbarato.

  6. CGomes

    25 de Abril de 2019 as 16:01

    Melhor seria: ” … A embarcacao sucumbiu ou naufragou…”

  7. Vanplega

    25 de Abril de 2019 as 16:58

    Triste demais

  8. Kua dana

    26 de Abril de 2019 as 9:28

    Mas hoje me lembrei de Barco Paguê e Elizabet que nos anos 80 ligava S. Tomé e Principe…Como nunca esses barco matou gente no mar de Principe me de S. Tomé. Aqui tem coisas!

  9. Eu sou a mensagem

    26 de Abril de 2019 as 12:13

    Meus caros, agora não está em causa a correcção do; capotamento, naufrágio ou sucumbiu. Há assuntos muito sério aí para falar e chamar à responsabilidade desses governantes negligentes. Não vamos defender qualquer deles, seja de que partido for. O povo de STP chora pelos seus familiares e parentes devido a negligência desses homens. Até o shr PGR veio falar de apurar responsabilidade para tentar mostrar trabalho, quando no seu gabinete tem tantos processos de corrupção pendentes. Shr primeiro ministro, no seu orçamento geral do estado tem cerca de 150 milhões de euros. Não dá para tirar e comprar pelo menos 2 embarcação com condições de segurança a fim de solucionar este problema que assola esses coitados no mar? Shr Cassandra também falou em tomar medidas serias. Deviam ser levadas a sério quando no seu anterior mandato foram dissipadas muitas vidas no mar. Discursos bonitos vocês têm até demais, o povo está farto disto. Tenham vergonha. O povo vai aguardando sofrendo com a vossa falta de competência e negligência. Tenho pena e lamento por esses meus irmãos aí em STP.
    Um bem haja a todos.
    Que Deus abençoe STP

  10. Gentino Plama

    26 de Abril de 2019 as 15:19

    Fica mais uma vez sublinhado de que nem tudo ser para resolver o problema. Neste caso em particular, todos os veteranos marítimo e os marinheiros de São Tomé e Príncipe sabem que a na zona de BONÉ DE JOCA o comportamento da mar não é o mesmo, comparando com toda a extensão marítima percorrida.
    Aí a vaga de onda é enorme e, o espaço que sucede a outra vaga é de imediato, a embarcação que navega naquela área deve ter a característica de pesqueiro ou, navio que possui a cria ou (quilia). A provo deste tipo de embarcação é o conhecido navio Pagué. Compreende-se que procurou-se colmatar a falta, mas o meio não era o mas adequado e o resultado é o que temos a vista. Pela segunda vez o barco tomba, carregado com o depósito de combustível, quando este devia ser acomodado num lancha e rebocado. Enfim; San-Tomè, Tela oô.

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