Sociedade

PAM financia aumento da produção agrícola para garantir alimentação escolar

O Programa Alimentar Mundial, decidiu retomar o apoio ao programa de alimentação escolar em São Tomé e Príncipe. Adoulaye Baldé director do PAM para África visitou o país e assinou com o ministro da agricultura Francisco Ramos, o novo acordo de cooperação avaliado em 2 milhões de dólares.

Desde 1977 que o PAM garante a alimentação escolar em São Tomé e Príncipe. No entanto no ano 2015 o PAM transferiu a gestão do programa alimentar escolar, para o Governo são-tomense. Consequentemente a penúria alimentar regressou as escolas do país, com impacto negativo no rendimento escolar das crianças.

No mês de Junho último o governo são-tomense, representado pelo Primeiro Ministro Jorge Bom jesus, visitou Roma-Itália, reuniu-se com a administração do PAM, e viu aprovado um novo programa estratégico. Avaliado em 2 milhões de dólares, o novo programa de apoio alimentar, tem a duração de 6 anos, e visa aumentar a produção agrícola nacional para satisfazer a alimentação escolar.

O Director do PAM para África anunciou que está a ser aberta «uma nova etapa. Continuando a trabalhar com o governo para executar um programa de alimentação escolar, utilizando os produtos locais», afirmou Adoulaye Baldé.

Segundo o Director do PAM, o programa que foi assinado, promove o desenvolvimento durável do sector da agricultura. «Pensamos que até 2024 poderemos avançar com um programa de alimentação escolar durável, capaz de assegurar as crianças uma alimentação de qualidade que promova boa saúde física e psicológica, bem como o sucesso escolar», pontuou.

55 mil crianças frequentam as escolas primárias em São Tomé e Príncipe. O apoio do PAM para aumentar a produção agrícola, coloca escolas primárias como mais um grande mercado para consumo dos produtos locais. «O governo tem visto a educação como um sector para alavancar a economia», precisou o ministro da agricultura.

Francisco Ramos considera que está a aberto um grande mercado, para os produtos agrícolas. «Tendo um mercado deste temos que aproveitar aumentando a produção, de forma a fornecermos produtos a escola, e de forma regular», sublinhou.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. Manuel do Rosario

    23 de Agosto de 2019 as 20:15

    Fiquei com certa dúvida. Porquê até 2014 sabendo q estamos em 2019? Será q quiseram dizer 2024?
    É um apoio que por conseguinte é retomado num momento tão singular e de extrema relevância, pois cada dia q se passa os pais estão deparando com muitas dificuldades para garantirem uma alimentação equilibrada às suas crianças durante os três períodos do dia. Benvindo o PAM nas nossas escolas.

  2. Barão de Água Izé

    24 de Agosto de 2019 as 7:22

    O PAM devia perguntar: por que razão não acabam com as nacionalizações, privatizando a Terra e estruturas afins, retirando o Estado de ainda mais degradação da gestão agrícola? Tantas ajudas desde a Independência, tanto dinheiro perdido, tenta miséria para o povo, devido à um péssimo Estado e à persistência errada da Economia centralista.

  3. Amar o o que é nosso

    25 de Agosto de 2019 as 9:27

    Só ajudas. Forro não sabe é não consegue fazer nada de jeito

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