Sociedade

Detenções Ilegais de cidadãos em STP – Agora foi a vez do único cirurgião do país

Pascoal d´Apresentação, único médico cirurgião são-tomense e em actividade no Hospital Central Ayres de Menezes, foi preso pelo Ministério Público no último fim de semana e conduzido directamente à Cadeia Central.

Foi preso enquanto médico cirurgião e alegadamente acusado pela prática de um crise de homicídio simples, segundo as declarações do seu advogado, à Televisão São-tomense.

O cirurgião, foi preso a mando do Ministério Público, como sendo responsável pela morte de uma criança de 2 anos, a que se retirou uma moeda que alegadamente se alojou nos pulmões, e também pela morte de uma mulher de 63 anos, que teria ingerido um medicamento alegadamente administrado pelo médico em causa.

O advogado do médico Pascoal d´Apresentação, apresentou vários elementos para provar ao público são-tomense que o processo de prisão é manifestamente ilegal.

Segundo o advogado, o cidadão foi detido, mas não foi interrogado por nenhum magistrado do ministério público. Sem qualquer interrogatório, o cidadão foi simplesmente conduzido a penitenciária do Estado, sem uma decisão do Juiz de Instrução.

O único cirurgião do país, não teve a sorte que alguns cidadãos nacionais tiveram no passado recente. Foram detidos pelo Ministério Público, através de processos manifestamente ilegais, segundo os seus advogados, mas foram mandados para serem guardados nas celas da Polícia Judiciária.

Pascoal d´Apresentação, médico e director do Hospital Central, não passou pelos calabouços da PJ. Foi directo para a Cadeia Central.
O Ministério Público de São Tomé e Príncipe, que é acusado por muitos advogados de proceder a detenção ilegal de cidadãos, na calada da noite, incluindo a intervenção directa no posto de serviço do cidadão, apareceu recentemente e pela primeira vez, a contestar também a detenção de um cidadão envolvido num escândalo financeiro de grande monta.

O cidadão em causa tinha sido detido autonomamente pela PJ. Situação que não agradou ao Ministério Público, que exigiu a libertação do cidadão detido, por manifesta ilegalidade cometida pela PJ.

O debate em torno da legalidade ou ilegalidade, das acções de detenção de cidadãos desencadeadas pelo Ministério Público, ainda está no começo.

Já avançado, está o processo de detenção do único médico cirurgião do país. O Téla Nón apurou junto a Ordem dos Médicos, aque até ao meio dia do último sábado, o banco de urgências do Hospital Central Ayres Menezes, registava mais de 8 pacientes que precisavam de intervenção cirúrgica ou de acompanhamento do médico especialista em cirurgia.

São Tomé e Príncipe só tem um, e se encontrava nesta altura na cela da Cadeia Central. Através da Ordem dos Médicos a classe médica de São Tomé e Príncipe, já manifestou uma certa contracção. Não assume a responsabilidade pelos casos clínicos que não são da sua competência técnica.

A Ordem dos Médicos, já exigiu ao Ministério da Saúde a abertura de um inquérito, para se apurar todas as responsabilidades nos procedimentos clínicos que foram executados, no caso da criança de 2 anos e no caso da mulher de 63 anos.

Pascoal d´Apresentação enquanto médico é criticado(Diabo Levé) por muitos cidadãos são-tomenses. O Téla Nón tem dados e elementos que comprovam que o mesmo médico cirurgião, é também elogiado(Deçu Pagué) por muitos outros cidadãos nacionais, que destacam as intervenções clínicas de Pascoal d´Apresentação, como tendo permitido sarar enfermidades e salvar vidas.

Abel Veiga

    14 comentários

14 comentários

  1. José Mendes

    8 de Dezembro de 2019 as 23:18

    Sufocação
    No crime ao que o médico é acusado esta presente muitos outros criminosos, fieis ao ato com a consequência na vítima que faleceu como ao próprio médico.
    Sejamos consciente na nossa responsabilidade, o procurador que solicitou e o juiz que emiti a ordem de prisão ao médico faz-lho no bem do próprio, para que não sofra injuria e lixa por parte dos indevidos xenófobo, oportunista do caso alheio, procurando o populismo na gama da fama como vimos no caso do pastor sem rosto mais o presente faz facto.
    Os governantes devem ser responsabilizados e responderem judicialmente pela condição em que o país se encontra, com uma democracia leprosa de si mesma. Fez-se novos colonos os próprios filhos da terra, formados com dinheiro de todos nós com objectivo de desenvolver o pais, fez-se o contrario desgraçando-lhe, levando o sangue ao copo como vinho de cada dia e noite dos seu viver democraticamente e luxuosamente.
    Antes de atirar a pedra ao médico exigem a responsabilidade da saúde aos governantes. Falar da junta médica é outra coisa para quem não sabe nem provou o veneno de um dia, pois é bom quando não sabemos. Do que sabes, de que tens feito para o mudar? Nada, quando há uma derrocada, a culpa quando solteira não está o João-ninguém paga. Porque numa guerra é normal que se matem os inocentes.
    Você que hoje exige a justiça contra o médico não exigi-o aos governantes que ao longo da democracia nada si fez se não derrubar, apagar o pouco que existia.
    Você que reclama disse anteriormente que é normal.
    Você que hoje reclama disse que também faria o mesmo se estivesse no lugar, apenas se esqueceu da oportunidade da noite que com o luar se faz, perdemos o sono, passa a hora no dia estamos todos com o sono da noite perdida.
    Você também é o outro criminoso do caso.
    Os médicos ai em São Tomé e Príncipe fazem milagre. Por mais que reclame fazem e dão o seu melhor. Da outra classe que conheça e saiba nada fazem, o jornalismo ainda se tenta.

    José Mendes

  2. Revoltado

    9 de Dezembro de 2019 as 5:57

    Durante cerca de vinte anos o Dr Pascual tem sido quase sempre o único cirurgião no país, operando 1,2 ou 3 casos por dia. Façam as contas, quantas pessoas ele já operou? Quantas morreram? Porque será que somos tão ingratos? Ele tem os seus traços de carácter que jogam contra ele, mas quem é perfeito? Os colegas dele do hospital de Coimbra em Portugal consideram que ele faz milagres! Porque opera sozinho o que em Coimbra ajuntam 3 a 4 especialistas e equipamentos médicos de ponta para fazer.
    Quantas pessoas estavam em estado crítico e ele salvou! Estranho é não ver essas pessoas a fazer publicamente uma corrente de apoio ao Pascual, apesar de seus defeitos de carácter!
    Força Pascual! Tlabé sá lencú!

  3. Souza

    9 de Dezembro de 2019 as 6:22

    Não é por ser único cirurgião é que deve ser impune, está não é a primeira vez que este médico é acusado de ter matado os pacientes.

    • José Mendes

      9 de Dezembro de 2019 as 12:37

      Você é capaz de fazer o melhor? Esteve você sempre presente nos actos? Se não houver morte ele é o máximo, se ele não fizer é a sua Obrigação, se tiver morte ele é assassino. O Hospital tem condições para ter e cuidar do doente? Condenar é fácil fazer ai sim. Você é o outro.

  4. Crisotemos Café

    9 de Dezembro de 2019 as 8:22

    So mos mesmos assim. Só quando da mal e que reclamamos. Aliás, onde é que está a culpa do Dr. Pascoal. Quantas centenas, senão milagres de pessoas falam bem e elogiam o trabalho profissional do Dr. Pascoal?
    Acho que a justiça, como ela sempre foi cega, ainda mais a nossa justiça, apressou-se demais.
    se nada for apurado que o incrimine, este Procuradorzinho deve ser também responsabilizado

  5. boca pito

    9 de Dezembro de 2019 as 8:33

    Meus compatriotas,

    Não façamos tempestade num copo de água. Esse é o meu apelo ao começar.
    Primeiro para dizer que o cidadão Pascoal d’Apresentação, médico, não foi preso, mas sim foi detido pela autoridade do país com legitimidade para o efeito. Para os que não sabem, devem procurar antes de mais informar-se e depois estarem a opinar.
    Sobre esta detenção, é preciso que os cidadãos saibam o que diz a Lei nº19/2009 que aprovou o nosso Código de Processo Penal: Esta detenção foi feita fora de flagrante delito, portanto é necessário que opinadores consultem o Artigo 152º, nº2 alínea a) do nosso Código de Processo Penal. Ainda falando de DETENÇÃO, é necessário não se confundir com PRISÃO. Ambos constituem a privação de liberdade, mas são situações distintas. DETENÇÃO é a primeira fase de privação de liberdade, para que o detido seja presente ao Juiz para lhe decretar a PRISÃO ou NÃO.
    Voltando ainda a DETENÇÃO: Para dizer de qualquer cidadão pode deter outro cidadão, desde que seja apanhado em flagrante cometimento do Crime, por exemplo de: Roubo, furto, homicídio, fogo posto, tráfico de seres humanos e substâncias psicotrópicas, etc.(Artigo 151º nº2 do Código de Processo Penal)

  6. boca pito

    9 de Dezembro de 2019 as 8:40

    Falando ainda do caso:

    1. O médico em causa tem carteira de Licenciatura em medicina? As investigações tem que provar.
    2. Se tem Licenciatura em medicina, fez especialidade em medicina? De que ano a que ano? Em que país e em que Universidade?
    3. Esta investigação terá que ser feita já agora a todos os médicos do país.

  7. modesto

    9 de Dezembro de 2019 as 11:46

    Que não sejam médicos ou enfermeiros apenas como profissão para ganhar dinheiro.
    Mas que sobretudo, TENHAM AMOR AO PRÓXIMO E AMEM A VIDA.
    Não é compreensível que os profissionais de saúde sejam maus e de carácter tão perigoso ao ponto de condicionar uma assistência ao paciente.
    Ao que sei, o profissional de saúde jura salvar a vida com tudo o que estiver ao seu alcance.
    Nunca ouvi que um profissional de saude pudesse rejeitar um caso simplesmente por arrogância.

  8. Joao costa

    9 de Dezembro de 2019 as 15:01

    Kkkk
    Incrivel falta de coerência.
    Quando prenderam os elementos ligados a patrice trovoada ai ja era tudo legal. Nao havia tvs nem tela non para dar cobertura. A verdade é que o pais vai male a justiça pior ainda. O jornalismo completamente politizado e o tela non nao foge a regra.

  9. Lucas

    9 de Dezembro de 2019 as 17:20

    Pergunto
    Não quero ofender ninguem
    O dito hospital tem agua?
    Desculpem a pergunta
    É que há bem pouco tempo tive que diariamente carregar agua para um familiar poder assistir às suas mais basicas necessidades de higiene
    Fiz-me compreender?

  10. Original

    9 de Dezembro de 2019 as 19:00

    Acho que a Ordem dos médicos foi infeliz na sua declaração quando condicionam a detenção do Dr.Pascoal às cirurgias pendentes.Deveriam sim questionar a forma como foi detido sem cumprir os procedimentos legais isto sim.Dizer que não se responsabilizam pelos doentes que estão à sua espera para operação? Isto é grave e ao mesmo tempo estão a fazer chantagem porquê?

    1- se o médico tivesse sofrido algum acidente e que estivesse impossibilitado de deslocar teriam utilizado esta linguagem?

    2-O médico não pode nem deve ser refém do doente e vice-versa

    3- Quando o médico viaja todos doentes morrem?

    Como Ordem deveriam aproveitar esta situação para reclamar outro cirurgião e mais coisas que não vão bem neste Hospital em vez de tentar colocar Justiça à parede devido doentes que estão à espera.
    Para terminar,qualquer um de nós pode desaparecer a qualquer momento e daí? a pessoa não deixa de fazer falta?

  11. Nanana

    9 de Dezembro de 2019 as 20:30

    Antes de os deterem garantam:
    -Formação de qualidade para os Médicos

    – Condições de trabalho com meios de diagnóstico e tratamento dignos para seres humanos.

    – Estruturação dos serviços, e códigos etico-deantologicos

    -E por fim, o código penal

    Não prendam e julguem quem todos os dias tem que fazer omeletes sem ovos.
    Os Médicos em STP são uns verdadeiros heróis!

    Muitos médicos do mundo desenvolvido, recusariam trabalhar em S. TOMÉ e Príncipe nas condições existentes.

    Um estado que falha a montante, não deve punir a jusante!

    Foi preso algum Ministro da saúde, algum primeiro ministro de todos os governos anteriores, pela ausência total de investimento nos profissionais de saúde e nos meios de trabalho?

    Como é que se pode deter um médico que trabalha num hospital Central que nem água tem?

    A detenção só pode ser justificada se for para a proteção do próprio médico!

    Haja vergonha e seriedade!

    Deus, abençoa S. Tomé e Príncipe e proteja-nos dos maus políticos e maus gestores!

  12. Barão de Água Izé

    10 de Dezembro de 2019 as 10:28

    Onde estão as queixas de negligência médica apresentadas no M. Público?
    A Justiça age na base de boatos? Triste STP.

  13. Aborrecido com tudo isso

    10 de Dezembro de 2019 as 15:53

    Esse procurador é o mesmo que foi conduzido pelo (dentche beto)?

    Oh, então agora tbm já está a (gingar ubwê) tipo (assina só)!

    Credo calor?
    Esse é mau dele é!

    Tanta porcaria já se passou nessa terra, que esse ….lho, ficou a assistir no camarote sem se mexer e agora já quer fazer sentir que existe?

    Ah, deve ser um familiar ou amigo dele do partido…
    Porque isto realmente está muito veloz.

    Tbm gostava de saber onde fica a responsabilidade de quem cuidava dessa criança por deixar moeda disponível ou ao alcance de um bebé de 2 anos?

    Para depois levar para um hospital sem condições prq Deus salvaria.

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