Sociedade

OMS revela que 10% de vítimas da Covid-19 são trabalhadores de saúde

O chefe da agência afirma que o mundo têm uma “dívida enorme” com estes profissionais; médicos, funcionários, técnicos e auxiliares sofrem exaustão física e psicológica após meses de trabalho; OMS publicou guias de orientação e treinamento.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, destacou esta sexta-feira o esforço dos trabalhadores de saúde de todo o mundo, dizendo que “a pandemia mostrou que não há saúde sem profissionais de saúde.”

Cerca de 10% de todos os casos de Covid-19 foram notificados em profissionais do setor. Até sexta-feira, havia mais de 13,5 milhões de casos e pelo menos 585 mil mortes.

Tributo a uma enfermeira que perdeu a vida com Covid-19 em um hospital em Madri, em abril. Foto: Luis Díaz Izquierdo

Homenagens

Esta semana, Tedros prestou tributo às vítimas da Covid e aos agentes de saúde durante uma cerimônia na Espanha ao lado do rei Felipe VI e do primeiro-ministro Pedro Sánchez.

No dia 14, feriado nacional na França, homenageou ao lado do presidente do país, Emmanuel Macron, ao pessoal da saúde na linha de frente da batalha contra a pandemia.

Segundo Tedros, “os dois países estão reconhecendo corretamente a incrível contribuição dos trabalhadores da saúde.” Ele destacou o aumento salarial que foi dado aos profissionais do setor franceses.

Dívida

O chefe da OMS disse que todos têm uma dívida enorme para com os trabalhadores da saúde, “não apenas porque cuidaram dos doentes, mas porque arriscaram suas vidas para cumprir seu dever.”

Muitos também sofrem exaustão física e psicológica após meses trabalhando em ambientes extremamente difíceis. Para apoiar estes profissionais, a OMS publicou guias de orientação e treinamento.

Nesse momento, a agência realiza pesquisas para entender melhor como a infecção ocorre entre os profissionais de saúde e quais os maiores fatores de risco.

A OMS também está enviando milhões de itens de equipamento de proteção para países de todo o mundo e assegurando que o devido funcionamento das instalações hospitalares.

ONU/Manuel Elias
O convidado da entrevista da OMS a jornalistas, nesta sexta-feira, foi o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Mark Lowcock.

Ajuda

Para Tedros Ghebreyesus, é preciso lembrar que a pandemia não é a única crise do mundo. Muitos países, especialmente na África e no Oriente Médio, ainda sofrem com anos de conflito e outras crises humanitárias.

O convidado da entrevista da OMS a jornalistas, nesta sexta-feira, foi o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Mark Lowcock. O chefe humanitário falou sobre o novo apelo de US$ 10,3 bilhões para o Plano Global de Resposta Humanitária à Covid-19.

Segundo o plano, a pandemia e as suas restrições estão afetando 220 milhões de pessoas que vivem em situações de emergência prolongada.

PARCERIA -Téla Nón / Rádio ONU

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