Sociedade

Lavagem do ano 2020 condicionada pela Covid-19

As medidas de prevenção contra a Covid-19, condicionaram a tradicional lavagem do ano, nas praias do país. O governo proibiu a actuação de agrupamentos musicais e de discotecas nas praias.

Assim o impacto da covid-19, deixou as praias de São Tomé, pela primeira vez quase desertas na entrada do novo ano.

A tradicional grande afluência das populações às praias para lavagem do ano velho, foi travada por medidas de segurança sanitárias impostas pelo Governo.

Medidas que proibiram músicas nas praias, assim como o tradicional banquete de diversos pratos que acompanhava o banho de lavagem do ano.

Paulo Semedo, é um dos cidadãos que contestou as medidas avançadas pelo governo. «Essa coisa não é ano novo. Hoje está a parecer dia 31 de Fevereiro….. Eu não estou feliz. Hoje dia 1 é para estarmos na praia a comemorar. Isso está errado. Se for para vir para praia tomar banho e ir para casa enfim… Por isso é que não há gente na praia. Praia sem comida não é praia», declarou Paulo Semedo.

Agentes da polícia nacional fiscalizaram as praias para garantir o cumprimento das medidas sanitárias. Os bombeiros, estiveram a postos para qualquer eventualidade de socorro aos banhistas. Uma equipa médica também foi destacada nas praias para apoiar e sensibilizar os banhistas.

O médico José de Ceita esteve destacado na Praia Emília, próximo do aeroporto internacional de São Tomé. «Está tudo calmo, não tem havido casos. Há uma fraca afluência da população por causa da pandemia, e das medidas impostas pelo Governo. Há uma retracção da população», referiu o médico que comandava uma equipa composta por enfermeiros.

Apesar das medidas restritivas para evitar a propagação do vírus SARS – COV – 2, alguns santomenses não desistiram de lavar o ano velho, o 2020, marcado pela pandemia da Covid-19.

«Com certeza. É uma tradição que vem de geração em geração. Não podia deixar de ser. Normalmente quando as pessoas vêm a praia trazem de comer, e com estas medidas houve retracção. Mas creio que mais tarde, mais gente virá a praia…», manifestou-se confiante Elionela Cardoso, uma das banhistas que lavou no ano velho.

Por causa da Covid-19, pela primeira vez, baixou o número de santomenses, que foram a praia lavar as mazelas do ano 2020.

Abel Veiga

    2 comentários

2 comentários

  1. WXYZ

    2 de Janeiro de 2021 as 7:53

    Seja louvada essa medida. Isto porque mesmo antes da COVID, o que tenho constatado ao longo de varios anos, ee que havia sempre um qualquer tipo de virose gripal que tomava conta da populacao Santomense desde quadra festiva e se prolongava ate finais de Mes de Marco, meado de Abril.

  2. Sem assunto

    3 de Janeiro de 2021 as 6:59

    E tinha que ser mesma, afinal estamos ou não a conviver com uma pandemia? Qual a razão do descontentamento dos populares?
    Abel Viegas excusa se a trazer estas informações para o seu jornal, sob a pena de o mesmo perder toda a credibilidade construída.

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