Sociedade

Polémica à vista no ajuste salarial: Centrais Sindicais acusam governo de falta de diálogo  

Esta semana em declarações a imprensa numa das salas da Assembleia Nacional, o Ministro do Trabalho, Adlander Matos, anunciou a entrega ao vice-Presidente da Assembleia Nacional Levy Nazaré, do projecto de ajuste salarial para a função pública.

Segundo o ministro o objectivo é introduzir a justiça salarial, e dar melhor dignidade aos técnicos de menor rendimento salarial. O ministro prometeu que após a aprovação e promulgação do documento, os trabalhadores da função pública iriam receber os seus novos salários, e com retroactivos a partir de Janeiro de 2021.

No entanto as duas principais centrais sindicais do país, nomeadamente a UGT e a ONTSTEP manifestaram-se surpreendidas, com o expediente feito pelo Governo.

Costa Carlos secretário-geral da UGT acusou o governo de falta de diálogo. «Se o governo produziu um projecto de lei, e está a leva-lo para o parlamento, seria de bom-tom, em nome do diálogo, que o governo voltasse a reunir o conselho nacional de concertação social, para se averiguar as opiniões dadas, e ver se o documento condiz com as aspirações dos trabalhadores para que não haja conflito», afirmou o líder sindical.

Por sua vez Alberto Castro, secretário-geral adjunto da central sindical ONTSTEP, avisa que «o assunto não foi discutido cabalmente com as organizações sindicais. Mesmo a nível do conselho nacional de concertação social esse assunto não foi totalmente levado a discussão. O que notamos é que o assunto já está a nível da Assembleia Nacional para ser discutido em detrimento de tudo o que os sindicatos recomendaram…», precisou.

Polémica ameaça o projecto de ajuste salarial para função pública.

Abel Veiga

    8 comentários

8 comentários

  1. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    7 de Maio de 2021 as 7:30

    Esse país ninguém sabe o que quer, até reaajusto estão a chorar..Isso é um gesto de coragem e de justiça por parte do governo.

  2. Você e Eu

    7 de Maio de 2021 as 7:53

    é o pais que nós temos, cada um faz o ki quer, fala o ki quer, negoceia com quem for e não dá satisfação a ninguem.
    varias vezes ouvimos dizer ki este pais tem dono e como o pais é deles então têm o direito de fazer o ki lhe apras…
    muito obrigado um dia voces vão provar do vosso proprio veneno, um dia os vossos filhos também vão passar o ki estamos a passar…
    ladões, maldosos, compleste, homens sem coração…

  3. João

    7 de Maio de 2021 as 8:41

    Primeiro é necessário que se faça a reforma da administração pública, antes de se pensar no reajuste salarial! Pois, os sucessivos governos foram introduzindo muita gente na função pública,por cunhos políticos! Em consequência disto, há muito gente que não faz nenhum nos seus postos de trabalho!
    A nossa função pública é gigantesca relativamente à dimensão do país e aos recursos disponíveis!

    • Rei amador

      7 de Maio de 2021 as 11:49

      Tocou no X da questão.
      Se tem gente a mais e muitos a não fazer nenhum, vão reajustar o quê? Quem?
      Qualquer reajuste salarial seria resultado da reforma profunda da função Pública, e nunca o contrario.
      Aumentar todos justamente no período de estagnação (para não dizer regressão), não tem sentido algum quando hoje já se veem gregos p pagar os salários atuais.
      Enfim . . . mentes brilhantes . . .

    • Matabala

      7 de Maio de 2021 as 16:22

      Ora bem caro cidadão. É isso mesmo…uma estratégia dos politicis da nossa praca ha largos anos pois se maioria da população é funcionário publico metido lá pela mão de fulano tal ou partido tal fica comprometido para sempre. Não vai morder mão que o alimenta ….assim mesmo que eles querem

  4. Adelina

    7 de Maio de 2021 as 12:08

    O jorge mandatou aquele miúdo lambe botas para entregar um projecto de ajuste na assembleia sem envolver sindicatos…
    Hoje sabemos que os deputados e presidentes de câmara vão ver suas regalias aumentadas.
    Este governo é uma vergonha.
    É só bandidagens. Ainda assim andam a nos cortar energia.

  5. Mepoçom

    7 de Maio de 2021 as 15:37

    Tudo não passa de uma propaganda eleitoral. Toda gente sabe que o salário praticado é comprometedor. Ao ajustar ou criar uma equitatividade salarial terá que ir buscar contrapartida nos salários dos políticos ou melhor os fixadores dos seus salários sem obedecimento de uma grelha. O salário mínimo ronda cerca de 50 euros = 1200 dbs, e elevar para 2500dbs,um aumento de 108,33? Uma coisa é previsão, e outra é arrecadação efectiva de receita. Para não criar constrangimento,o melhor é dar hoje pão com manteiga, do que dar queijo e fiambre, e amanha faltar na dispensa. Independentemente de nepotismo que coloca funcionários ad-hoc, as pessoas não teem noção de nada. São todos b**os

  6. Adeliana Nascimento

    7 de Maio de 2021 as 17:18

    Passaram o SINDICATO perna. São truques da governação da Maioria

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