Sociedade

Aids, tuberculose e malária mataram menos 44 milhões em 2020

Relatório cita impacto catastrófico da pandemia no tratamento; Fundo Global que financia combate as três doenças diz Covid-19 trava avanços de 20 anos; parceria apoiada pela ONU investiu US$ 4,2 bilhões para conter enfermidades e reforçar sistemas de saúde em tempo de crise de saúde.

O Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária destaca que a pandemia teve “um impacto catastrófico” no combate às três doenças em todo o mundo. Mas 44 milhões de vidas foram salvas com intervenções nessas áreas em 2020.

Relatório de Resultados 2021, publicado esta quarta-feira, em Genebra, revela uma queda de 19% no número de pessoas tratadas para tuberculose resistente a medicamentos nos países onde investe.

Tratamento

O número de pacientes em tratamento para tuberculose amplamente resistente a medicamentos baixou 37%. Já o total de pessoas tratadas para a doença, que também são soropositivas e em tratamento, diminuiu 16%.

O relatório também destaca ter havido quedas significativas em pessoas que fizeram testes de HIV e nos serviços de prevenção para populações de maior atenção e vulneráveis.

Em comparação com 2019, o número de atendidos por programas e serviços de prevenção ao HIV diminuiu mais de um décimo. A tendência foi a mesma em relação aos jovens que procuraram serviços de prevenção.

As mães que receberam medicamentos para prevenir a transmissão do vírus aos bebês diminuíram 4,5%. Já o número de pessoas testadas caiu 22%, o que impediu o início do tratamento na maioria dos países.

Doenças

A exceção na queda de pacientes tratados para o grupo de doenças por causa da Covid-19 foi somente nas intervenções para combater a malária. O Fundo Global defende que medidas de adaptação, o empenho e a inovação dos agentes comunitários de saúde foram essenciais. Estes fatores garantiram estabilidade ou aumento em relação a 2019.

O número de redes mosquiteiras distribuídas aumentou 17%, as estruturas cobertas por pulverização residual interna subiram 3%. Em 2020, 11,5 milhões de mulheres grávidas receberam terapia preventiva para a malária. Somente os casos suspeitos testados caíram 4,3%, mas estagnou o progresso na luta contra a doença.

Para promover uma oferta resposta rápida contra as três doenças durante a Covid-19, o Fundo Global desembolsou US$ 4,2 bilhões para continuar a luta contra o HIV, tuberculose e malária e fortalecer os sistemas de saúde em 2020.

Testes essenciais

Também foi aprovado um financiamento adicional de US$ 980 milhões para responder à pandemia. Em finais de agosto passado, um total de US$ 3,3 bilhões foi liberado para adaptação de programas de HIV, tuberculose e malária e testes essenciais em mais de 100 países.

Apesar da pandemia, cerca de 21,9 milhões de pessoas recebem terapia antirretroviral para o HIV, um aumento de 8,8% em comparação com 2019.

Para o caso da tuberculose resistente aos fármacos são tratadas 101 mil, uma redução de 19% em comparação com o período. A baixa foi causada pela pandemia.

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