Sociedade

WACA reduziu o número de casas sociais para Santa Catarina

Em Agosto do ano 2020, o projcto WACA(projecto de investimento em resiliência das áreas costeiras da África ocidental), financiado pelo Banco Mundial, lançou os trabalhos para a criação de uma zona de expansão na Vila de Santa Catarina.

Zona de expansão onde seriam construídas 40 casas sociais, para albergarem os populares de Santa Catarina que continuam a residir em zonas de risco ou vulneráveis, às inundações e outras manifestações das alterações climáticas.

Na cerimónia de criação da zona de expansão, WACA apresentou ao público de Santa Catarina, o projecto de construção das 40 casas sociais.

Vila de Santa Catarina

Casas sociais porque no ano 2015, as populações que habitam a zona costeira de Santa Catarina foram fustigadas com ondas gigantes nunca antes vistas na vila. Várias casas foram destruídas.

Ainda no quadro do projecto WACA, foi construído no ano 2021 um muro de protecção costeira contra os fenómenos extremos, agitação marítima e ondas gigantes.

No entanto na terça – feira 14 de Junho de 2022, o projecto WACA e o governo de São Tomé e Príncipe, lançaram as primeiras pedras para a construção efectiva das casas sociais para albergar as populações que habitam as zonas de risco.

Arlindo Carvalho, director do projecto WACA em São Tomé e Príncipe disse na ocasião que já não vão ser construídas 40 casas sociais, mas sim apenas 25 casas sociais.

«Os custos de construção das casas aumentaram. Neste momento cada casa social custa 20 mil dólares», justificou Arlindo Carvalho.

Alguns populares contestaram o facto de serem construídas apenas 25 casas sociais, quando na orla costeira de Santa Catarina, existem mais de 40 casas prestes a serem engolidas pelo mar.

Dinheiro ficou curto. WACA avança com 25 casas sociais, e avisa que os beneficiários foram seleccionados pela própria população.

«A própria comunidade seleccionou as pessoas mais vulneráveis que vão beneficiar dessas casas. Vamos agir para que as populações mais vulneráveis possam sofrer menos, e que toda a comunidade de Santa Catarina possa ter menos impacto das mudanças climáticas que tem afectado a comunidade ao longo do tempo», pontuou Arlindo Carvalho.

O Ministro das Infraestruturas, Osvaldo Abreu, também interveio para salientar o esforço do governo na atracção de investimentos no âmbito dos compromissos internacionais de luta contra as mudanças climáticas, para proteger as populações mais vulneráveis.

«O importante é ter a população mais segura, e com condições suficientes para que as mudanças climáticas não façam tanto estragos como tem feito», declarou Osvaldo Abreu.

O Banco Mundial garante 500 mil dólares para a construção das 25 casas sociais na zona de expansão urbana da Vila de Santa Catarina.

Note-se que ainda no quadro da implementação do projecto WACA, e por escolha da população de Santa Catarina, foi construída uma escola básica na Vila.

Inaugurada pela ministra da educação Julieta Rodrigues a escola baptizada com o nome de Francisco Quaresma, vai ser apetrechada nos próximos 3 meses.

Segundo a ministra da educação, a nova escola vai estar pronta para receber os alunos no novo ano lectivo, que deve arrancar em Setembro próximo.

Um contributo do Banco Mundial para melhoria da qualidade de ensino no país.

Abel Veiga

1 Comment

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  1. Carlos Bernardo Pinto

    17 de Junho de 2022 at 10:38

    OK, TUDO MUITO BEM.
    Mas 40 para 25 parece demasiado. A dotação orçamental está em moeda forte. Mas porquê esta tão grande redução. Quanto teria-se perdido por cada casa.
    Devia existir um outro problema e que não é mencionado aqui. Sejamos mais sérios.

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