Sociedade

Fundo Global vai aumentar de 12 para 13 milhões de euros o financiamento para STP

O sucesso de S. Tomé e Príncipe na luta contra o HIV-Sida, Tuberculose, Malária e no reforço do sistema de saúde, levam o fundo global a aumentar o financiamento.

Para os próximos três anos, de 2024 a 2026, são 13 milhões de euros que serão desbloqueados para o reforço da luta que o país está a travar contra essas doenças.

«O paludismo agora já não constitui a primeira causa de mortalidade no país. Se formos ver para o HIV-Sida, o nível de prevalência diminuiu para 0,5 por cento. Isso quer dizer que o impacto tem sido bom. A tuberculose também é a mesma coisa. Quer dizer que tudo está a ser feito em conformidade com aquilo que são as planificações próprias do ministério da saúde», disse Leonel Carvalho, secretário executivo do Conselho de Coordenação Multissectorial.

Equipa de pulverização das casas

O envolvimento de toda a sociedade no combate e prevenção dessas doenças tem sido também determinante.

«Por exemplo a população chave que são as profissionais de sexo, os homens que fazem sexo com homens, as pessoas que vivem com as doenças tanto o sida como a tuberculose estão envolvidas em todos esses processos e estão dentro do próprio Conselho de Coordenação Multissectorial. Isso faz com que a gente consiga auscultá-las, levar informações para elas e, do mesmo modo, elas conseguem passar informações aos seus parceiros de forma tal que a gente consegue saber o que é que precisam e como intervir»- destacou Leonel Carvalho.

Resultados que encorajam o financiador a continuar a ajudar o país, numa altura em que algumas dessas doenças já entram no plano das autoridades para a eliminação.

«Programamos até 2027 declarar o distrito de Caué e a Região Autónoma do Príncipe como regiões livres do paludismo e 2030 será a nossa meta para o país todo» – Sublinhou.

Nos últimos três anos foram 12 milhões de euros que o fundo global havia disponibilizado a S. Tomé e Príncipe. O dinheiro é mobilizado através do Conselho de Coordenação Multissectorial enquanto órgão colegial de coordenação de parcerias que envolve o governo, parceiros de desenvolvimento bilaterais e multilaterais e a sociedade civil.

José Bouças

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